29ouTUbro1888...Convenção de Constantinopla estabeleceu a neutralidade do Canal de Suez – e instituiu o uso livre da passagem.
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O Canal de Suez
Sua importância é tão grande, que desde dos tempos dos faraós, e tentando fazer uma ligação fluvial, entre o mar vermelho, e o mar mediterrâneo. O máximo que conseguiram, foram ligar o mar vermelho, ao rio Nilo, permitindo só que pequenas embarcações o atravessasse, e por um período breve, pois as areias do deserto, logo o tomaram.
Com a crescente aumento de viagens marítimas, principalmente por causa do comercio entre Europa e Ásia, ficou evidente o quão importante seria esse canal. Sendo muito estratégico sua localização, isso porque ela descerrou a passagem para que embarcações naveguem da Europa à Ásia sem ter que contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança, no sul do continente – o que demorava meses. Até hoje, essa zona navegável tem papel de destaque no comércio global, com nada menos do que 14% dos produtos comercializados no mundo passando por ali.
A companhia Suez de Ferdinand de Lesseps construiu o canal entre 1859 e 1869. No final dos trabalhos, o Egito e a França eram os proprietários do canal.
Estima-se que 1,5 milhão de egípcios tenham participado da construção do canal e que 120 000 morreram, principalmente de cólera.
Lesseps e seus homens ergueram também um pequeno porto para acomodar o equipamento importado da Europa e, mais tarde, para abrigar os navios que atravessavam o canal. Surgiu Porto Said no pantanoso Golfo de Pelusa. Em frente foi construído o Porto Fuad, para receber oficinas e, depois, um pujante centro comercial. Em ambos pela primeira vez foram utilizados blocos de pedras de concreto no lugar de rochas naturais.
A abolição da mão de obra forçada no Egito gerou outra dificuldade no andamento da obra do canal. Dos 20 mil homens que ainda trabalhavam em Suez sobraram pouco menos de 5 mil – que prestavam serviço “voluntariamente”, segundo os registros da Association Lesseps, mantida na França em homenagem ao antigo diplomata. “Por essa época, começaram a utilizar equipamentos mecânicos que apareciam na Europa”, conta Carlos Racca, engenheiro da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A principal inovação tecnológica com a entrada da França e da Inglaterra na edificação foi o uso de escavadeiras movidas a vapor, surgidas no início da industrialização no Velho Continente.
O canal permite a passagem de navios de 15 m de quilha submersa, mas trabalhos são previstos a fim de permitir a passagem de supertankers com até 22 m até 2010. Atualmente, esses enormes navios devem descarregar uma parte da carga em um barco pertencendo ao canal para poderem atravessar o canal.
A largura média do canal é de 365 metros , dos quais 190 m são navegáveis. Inicialmente, esses dois valores eram de 52 e 44 m . Situados dos dois lados do canal, os canais de derivação levam a largura total da obra a 195 km .
Aproximadamente 15000 navios por ano atravessam o canal, representando 14% do transporte mundial de mercadorias. Uma travessia demora de 11 a 16 horas.
Seu custo é estimado em 17 milhões de libras esterlinas.
A Nacionalização do Canal
Inicialmente, Egito e França eram os proprietários da obra. Mas a sorte mudou para o lado dos britânicos quando, em 1875, o Egito declarou que não tinha condições de arcar com sua dívida e vendeu sua parte aos súditos da rainha Vitória. Com a aquisição, o Reino Unido garantiu sua rota para as Índias e as tropas britânicas instalaram-se às margens do canal para protegê-lo em 1882. Os ingleses passaram a ter controle quase completo ainda sobre a economia egípcia, então maior produtora de algodão do mundo – matéria-prima fundamental para a moderna indústria têxtil inglesa.
Ocorre que a Inglaterra pôs em prática no Egito o mesmo modelo de colonização que desenvolvia em outras regiões sob seu domínio, preservando no poder uma elite local submissa aos interesses britânicos. Em 1888, contudo, a Convenção de Constantinopla estabeleceu a neutralidade do Canal de Suez – e instituiu o uso livre da passagem.
Em 26 de julho de 1956, Nasser nacionaliza a companhia do canal com o intuito de financiar a construção da Barragem de Assuã, após a recusa dos Estados Unidos de fornecer os fundos necessários. Em represália, os bens egípcios foram gelados e a ajuda alimentar suprimida. Os principais acionários do canal eram, então, os britânicos e os franceses. Além disso, Nasser denuncia a presença colonial do Reino Unido no Oriente Médio e apóia os nacionalistas na Guerra da Argélia. O Reino Unido, a França e Israel se lançam então numa operação militar, batizada operação mosqueteiro, em 29 de outubro de 1956. A Crise do canal de Suez durou uma semana. A Nações Unidas confirmaram a legitimidade egípcia e condenaram a expedição franco-israelo-britânica com uma resolução.
Após a Guerra dos Seis Dias de 1967, o canal permaneceu fechado até 1975, com uma força de manutenção da paz da ONU (da qual foi partícipe o Exército Brasileiro) permanecendo lá estacionada até 1974.
Curiosidades
- é o mais longo canal do mundo, com 163 quilômetros de extensão, e sua travessia dura cerca de 15 horas a uma velocidade de 14 km/h.
- tem três lagos em seu percurso e não possui eclusas.
- a sua largura mínima é de 55 metros.
- comporta navios de até 500 metros de comprimento por 70 metros de largura.
- o valor médio das taxas pagas por petroleiros é de US$ 70 mil.
- entre 1996 e 1997, o Egito arrecadou, apenas com o pedágio, US$ 1,8 bilhão.
Fontes:
1.GuiadoEstudante, A construção do Canal de Suez. http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/construcao-canal-suez-772595.shtml
2.batalhaosuez. Canal de Suez. http://www.batalhaosuez.com.br/historiaCanalDEsuezAtual.htm
3.Infoescola, Canal de Suez. http://www.infoescola.com/hidrografia/canal-de-suez/
4.Wikipédia, a enciclopédia livre.http://pt.wikipedia.org/wiki/Canal_de_Suez
http://ohomempodetantoquantosabe.blogspot.com/2014/07/o-canal-de-suez.html
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Canal_de_Suez
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https://www.youtube.com/watch?v=G8WQ1AuNC8I
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25 de Abril de 1859: Início da Construção do Canal do Suez
No dia 30 de
Novembro de 1854, o rei egípcio Said Pascha assinou licença para a
construção de um canal entre os mares Mediterrâneo e Vermelho: o Canal
de Suez. Pascha deu ao engenheiro francês e visconde Ferdinand Marie de
Lesseps a permissão para explorá-lo durante 99 anos, sendo que as obras
foram iniciadas cinco anos mais tarde.
De Lesseps concretizou um anseio que existia desde o Egipto Antigo. Os romanos também tinham a mesma ideia; quando invadiram a região, construíram canais que ligavam o sul até ao delta do Nilo, já que, sem o canal, as mercadorias precisavam de ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
Antes de De Lesseps, engenheiros e cientistas haviam tentado planear uma ligação entre os dois mares, mas fracassaram devido a um erro de cálculo de uma equipa encarregada por Napoleão, em 1800, que queria um enorme canal ao marchar sobre o Egipto com os seus soldados em 1798. Entretanto, o então imperador francês foi responsável por um dos fracassos da obra, já que havia sugerido erroneamente a construção de eclusas. Mesmo com as medições contestadas já em 1830, os engenheiros continuavam inseguros para planear o canal novamente.
Convencido de que os níveis dos mares eram os mesmos, o ex-cônsul francês Lesseps convenceu o recém-coroado rei Said Pascha sobre a viabilidade do projecto, após ter passado um mês na sua corte para conseguir a permissão da obra. Finalmente, em 30 de Novembro de 1854, a permissão foi concedida.
O primeiro passo foi criar a Companhia Geral do Canal de Suez, que recebeu a concessão para administrar o canal durante 99 anos. No dia 25 de Abril de 1859, a obra foi iniciada.
Com elevado custo, esse foi o maior projecto da navegação marítima mundial: o canal foi construído com 171 quilómetros de comprimento, larguras que variavam entre 160 e 200 metros e uma profundidade média de 16,2 metros. Após dez anos de obras, no dia 17 de Novembro de 1869, o caminho que aproximava a Europa da Ásia era aberto à navegação. Estima-se que 1,5 milhão de egípcios tenham participado na construção do canal e que 125 mil morreram, principalmente de cólera.
Não demorou muito tempo para o canal começar a ser motivo de disputas políticas. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal. A dívida externa do Egipto obrigou o país a vender a sua parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim a sua rota para as Índias. Portanto, os direitos da Companhia Geral passaram para os ingleses em 1875. O caminho marítimo diminuía em 10 mil quilómetros a distância até às colónias na Ásia. França, Inglaterra e Egipto haviam decidido a neutralidade da área, mas a criação de Israel, em 1948, levou o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser a proibir a passagem de navios israelitas.
Posteriormente, em guerras que aconteceram na região, o canal foi bombardeado várias vezes, chegou a ser bloqueado e até mesmo fechado, em 1967. Durante oito anos, os europeus foram obrigados a contornar o Cabo da Boa Esperança para chegar à Ásia. Só em 1975, o presidente egípcio Anuar el Sadat mandou reabrir aquele caminho.
De Lesseps concretizou um anseio que existia desde o Egipto Antigo. Os romanos também tinham a mesma ideia; quando invadiram a região, construíram canais que ligavam o sul até ao delta do Nilo, já que, sem o canal, as mercadorias precisavam de ser transportadas por terra entre o Mar Mediterrâneo e o Mar Vermelho.
Antes de De Lesseps, engenheiros e cientistas haviam tentado planear uma ligação entre os dois mares, mas fracassaram devido a um erro de cálculo de uma equipa encarregada por Napoleão, em 1800, que queria um enorme canal ao marchar sobre o Egipto com os seus soldados em 1798. Entretanto, o então imperador francês foi responsável por um dos fracassos da obra, já que havia sugerido erroneamente a construção de eclusas. Mesmo com as medições contestadas já em 1830, os engenheiros continuavam inseguros para planear o canal novamente.
Convencido de que os níveis dos mares eram os mesmos, o ex-cônsul francês Lesseps convenceu o recém-coroado rei Said Pascha sobre a viabilidade do projecto, após ter passado um mês na sua corte para conseguir a permissão da obra. Finalmente, em 30 de Novembro de 1854, a permissão foi concedida.
O primeiro passo foi criar a Companhia Geral do Canal de Suez, que recebeu a concessão para administrar o canal durante 99 anos. No dia 25 de Abril de 1859, a obra foi iniciada.
Com elevado custo, esse foi o maior projecto da navegação marítima mundial: o canal foi construído com 171 quilómetros de comprimento, larguras que variavam entre 160 e 200 metros e uma profundidade média de 16,2 metros. Após dez anos de obras, no dia 17 de Novembro de 1869, o caminho que aproximava a Europa da Ásia era aberto à navegação. Estima-se que 1,5 milhão de egípcios tenham participado na construção do canal e que 125 mil morreram, principalmente de cólera.
Não demorou muito tempo para o canal começar a ser motivo de disputas políticas. No final dos trabalhos, o Egipto e a França eram os proprietários do canal. A dívida externa do Egipto obrigou o país a vender a sua parte do canal ao Reino Unido, que garantia assim a sua rota para as Índias. Portanto, os direitos da Companhia Geral passaram para os ingleses em 1875. O caminho marítimo diminuía em 10 mil quilómetros a distância até às colónias na Ásia. França, Inglaterra e Egipto haviam decidido a neutralidade da área, mas a criação de Israel, em 1948, levou o presidente egípcio Gamal Abdel Nasser a proibir a passagem de navios israelitas.
Posteriormente, em guerras que aconteceram na região, o canal foi bombardeado várias vezes, chegou a ser bloqueado e até mesmo fechado, em 1967. Durante oito anos, os europeus foram obrigados a contornar o Cabo da Boa Esperança para chegar à Ásia. Só em 1975, o presidente egípcio Anuar el Sadat mandou reabrir aquele caminho.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Litografia que retrata a construção do Canal
Ferdinand de Lesseps, construtor do canal
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/25-de-abril-de-1859-inicio-da.html?spref=fb&fbclid=IwAR0maUXrA7XPtZuxx_2KB1M7LYEwyYCzf8tb7dTyARmt1gVN0W-xTusMdRw***



