e morreu a 13dez1955...Lisboa
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Casa Museu Egas Moniz
A "CASA DO MARINHEIRO" agora transformada em CASA MUSEU EGAS MONIZ, conserva um ambiente de extremado gosto, despertando em rediviva evocação a individualidade relevante que nela passava grandes temporadas e onde em cada pormenor deixou expressos os seus gostos e as suas predilecções.Nessa casa haviam nascido os seus antepassados e nela nasceu o Professor Egas Moniz, Prémio Nobel da Medicina em 1949 pelos seus excelsos trabalhos sobre a Angiografia e Leucotomia Pré – Frontal.
Para a salvar da ruína mandou-a reconstruir em 1915 segundo um projecto do Arquitecto Ernesto Korrodi, sob a direcção do padre António Maria Pinho, tendo sido encarregue da decoração Álvaro Miranda da Granja.
Ampliou-a e enriqueceu-a, dando-lhe a feição que hoje apresenta e uma semelhança com as antigas casas solarengas do século XVIII. Sem descendentes, o extremoso casal muitas vezes ponderou o destino a dar à Casa que com tanto carinho se tinham dedicado. Acabou por decidir que nela se criasse um Museu Regional que, conforme desejo expresso da esposa, seria denominada "CASA MUSEU EGAS MONIZ".
Ficaria assim ligado à sua querida aldeia, esta recordação da sua vida como demonstração de apreço pelos seus amigos do concelho de Estarreja e Murtosa, pois aproveitará a toda essa região ribeirinha, cujas populações sempre o acompanharam nas horas de alegria e momentos de tristeza em boa camaradagem e alegria.
Em 14 de Julho de 1968 a CASA MUSEU EGAS MONIZ era uma realidade. No seu interior tudo se conserva como em tempo do insigne Professor e Investigador Científico, com excepção de algumas dependências que foram construídas para albergar as suas colecções.
O Recheio da Casa Museu
As suas valiosas colecções
A CASA MUSEU EGAS MONIZ, apresenta no seu interior um belíssimo conjunto arquitectónico com os seus belos tectos em caixotão com apainelados aliado ao bom gosto do seu mobiliário de estilo D. José, D. João V, D. Maria, Luís XVI, Império, Holandês e Charão.Como emérito e exigente coleccionador que era, com o seu bom gosto e perspicácia, Egas Moniz conseguiu ao longo da sua vida adquirir belíssimas peças que passam por inúmeras colecções e que hoje podemos apreciar deleitando-nos com o requinte e beleza de algumas peças, como é o caso de peças de Porcelana da Companhia das Índias, Cantão, Saxe, Sevres, Porcelanas e Faianças antigas Portuguesas.
Na pintura (com obras representativas da pintura portuguesa de Carlos Reis, João Reis, Falcão Trigoso, Eduarda Lapa, Silva Porto, Henrique Medina, José Malhôa, Abel Salazar, entre outros), gravura, escultura desenho, vidro (com espécies de vidro e cristais portugueses da fábrica da Vista Alegre e Marinha Grande e cristais de Bacará), na ourivesaria e tapeçaria conseguiu Egas Moniz peças de raridade e beleza, antiguidade e minucia que hoje se encontram na CASA MUSEU EGAS MONIZ e que nos permitem vislumbrar um pouco da sua vida pessoal, como que reencontrando-nos espiritualmente com o eminente cientista, analisando-o, numa perspectiva um pouco diferente - na sua intimidade.
Sente-se uma harmonia e ordem perfeitas que imediatamente dão ao espírito do visitante a certeza de que nada de banal se encontra lá dentro e que a pessoa criadora de tal ambiente tem a necessidade espiritual de dar a tudo que a rodeia, um pouco de si mesmo, rodeando-se assim de mil e uma coisas que disso sejam dignas.
Para além da sua Secção Artística a Casa Museu Egas Moniz possui a sua Secção Científica que nos apresenta os objectos referentes às suas descobertas científicas da Angiografia, até à pragnante exposição gráfica das etapas sucessivas das investigações que conduziram à primeira visualização radiológica das artérias cerebrais do Homem Vivo e da Leucotomia Pré-Frontal, no género de exposição que foi apresentada pelos seus colaboradores de Santa Maria e aquando do congresso de Neurocirurgia pelos seus colaboradores do Hospital Júlio de Matos.
Em suma, poderíamos definir a Casa Museu Egas Moniz numa frase do seu patrono: "Os Museus por modestos que sejam são centros de educação e regalo espiritual, quisera um em cada cidade, em cada vila e em cada aldeia para que o povo se elevasse na comunhão espiritual de Belo".
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António Egas Moniz (1874 – 1955) ganhou o prémio Nobel da Medicina de 1949 pelos seus estudos relacionados com a lobotomia. Foi médico neurologista, investigador, político e escritor português.
Ficou conhecido mundialmente por ter desenvolvido a angiografia cerebral e a leucotomia pré-frontal tendo recebido o Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina em 1949.Teve vários cargos em hospitais e outras entidades ligadas à saúde, mas também na política, tendo desempenhado o cargo de Ministro dos negócios Estrangeiros durante a presidência de Sidónio Pais.
Deixou ainda uma extensa bibliografia com mais de 300 títulos que são da sua autoria ou contaram a sua colaboração. Entre estes trabalhos conta-se literatura ligada à Medicina, à política e também literatura.
No ano em que recebeu o Nobel da Medicina, Egas Moniz fez uma declaração sobre ciência, gravada pela Emissora Nacional.
Nesta declaração afirma que não existe, na sua vida, maior alegria que a descoberta de novos factos científicos.
http://ensina.rtp.pt/artigo/egas-moniz/
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Egas_Moniz
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"Não existe, na sua vida, maior alegria que a descoberta de novos factos científicos."
"Os Museus por modestos que sejam são centros de educação e regalo espiritual, quisera um em cada cidade, em cada vila e em cada aldeia para que o povo se elevasse na comunhão espiritual de Belo".
"Ser pobre mental é não aceitar o conselho dos outros."
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António Egas Moniz foi o primeiro português a receber um prémio Nobel, o que veio a acontecer em Outubro de 1949, na quinta vez em que foi proposto para ser galardoado com esta recompensa máxima para com as pessoas que se destacam pelas suas especiais contribuições para com a sociedade.
António Egas Moniz foi o primeiro português a receber um prémio Nobel, o que veio a acontecer em Outubro de 1949, na quinta vez em que foi proposto para ser galardoado com esta recompensa máxima para com as pessoas que se destacam pelas suas especiais contribuições para com a sociedade.
No entender do seu tio, estes apelidos não podiam deixar de ser utilizados no seio da sua família aristocrática e directamente descendente de Egas Moniz, o Aio, importante figura da história inicial de Portugal, por ter tido a seu cargo a educação de Afonso Henriques.
António Egas Moniz, prémio Nobel, estudou Medicina em Coimbra e foi um reconhecido neurologista, professor e investigador, mas a sua influência na sociedade não se ficou apenas por esta área do saber, tendo-se destacado também como político e escritor.

António Egas Moniz foi o primeiro português a receber um prémio Nobel em 1949 (Autor: Imagem em domínio público)
Em 1927, foi António Egas Moniz quem desenvolveu o chamado “método da angiografia cerebral”. Esta técnica permitiu, pela primeira vez, observar as diversas artérias do cérebro, o que veio a revelar-se fundamental para uma melhor compreensão dos processos cerebrais e para o consequente diagnóstico das enfermidades que lhe pudessem estar associadas.
Posteriormente, em 1935 desenvolveu, com sucesso, a operação ao cérebro designada por leucotomia, mas mais vulgarmente chamada e reconhecida por “lobotomia”, tendo sido este o trabalho que lhe mereceu o Prémio Nobel.
A lobotomia é uma forma de manipulação cirúrgica do cérebro – a primeira que se conheceu – que implica a remoção de partes do cérebro. Sabe-se hoje, no entanto, que tem efeitos secundários gravíssimos, como sérias alterações na personalidade dos pacientes, chegando mesmo a ocorrer, em elevado número de casos, a morte daqueles que são submetidos a este tipo de intervenção.
Por estes motivos, aliados ao desenvolvimento de outro tipo de terapêuticas não invasivas, como os medicamentos, está actualmente ultrapassada e é praticamente aceite de forma universal, que não mais deve ser utilizada.
Na época de António Egas Moniz, no entanto, não existam medicamentos que pudessem combater a esquizofrenia, a depressão ou a epilepsia, e a lobotomia foi utilizada para o tratamento destas doenças.
Muito embora António Egas Moniz sempre tenha defendido que esta cirurgia apenas deveria ser aplicada a casos graves e, muito em particular, naqueles doentes que apresentassem tendências suicidas, esta prática acabou por generalizar-se, muito em particular em países como o Japão e os Estados Unidos.
Esta aplicação desmedida da lobotomia veio salientar, como não poderia deixar de ser, todos os seus aspectos negativos, o que levou, mais recentemente, ao aparecimento de um grupo de pessoas (especialmente constituído por familiares de pacientes a quem foi realizada esta cirurgia), que contesta a prática desenvolvida por António Egas Moniz, exigindo mesmo que lhe fosse retirado o Prémio Nobel, reivindicação que, no entanto, não foi atendida.
Isto porque, se é certo que hoje em dia, com todos os avanços da ciência, há inúmeras alternativas a uma técnica que actualmente pode mesmo ser considerada por alguns como bárbara, não é menos verdade, que nas primeiras décadas do século XIX não só não se lhe conhecia qualquer alternativa, como, na época, a mesma representou um avanço no conhecimento do cérebro e das suas patologias. O que acabou por se revelar fundamental para a posterior evolução e progresso dos conhecimentos neste campo.
https://www.emforma.net/9325-antonio-egas-moniz
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27 de Outubro de 1949: O Prémio Nobel da Medicina é atribuído ao professor e investigador português Egas Moniz.
Neurologista
português, nasceu a 29 de Novembro de 1874, em Avanca, Estarreja, e morreu a
13 de Dezembro de 1955, em Lisboa. Formou-se em Medicina na Universidade de
Coimbra em 1898, na qual foi nomeado professor em 1902. A partir de 1911 e até
1944 passou a ocupar a recém-criada cadeira de Neurologia da Faculdade de
Medicina de Lisboa, onde foi o primeiro professor. Em 1927 efectuou a primeira
angiografia cerebral no homem. Este novo processo permitiu obter em películas
radiográficas a imagem dos vasos sanguíneos intracranianos e constituiu o maior
progresso da cirurgia cerebral dos últimos 50 anos. Egas Moniz levou à criação
da cirurgia vascular no encéfalo e trouxe uma contribuição fundamental para os
diagnósticos dos tumores cerebrais. Nos traumatismos cranianos também o método
do neurologista português se revelou importante porque indica com segurança a
presença de hematomas. Em 1935 concebeu uma nova forma de intervenção cirúrgica
cerebral, a leucotomia pré-frontal, muito utilizada no tratamento de certas
psicoses graves, o que lhe valeu o Prémio Nobel da Medicina em 1949, partilhado
por W. R. Hess. Na justificação para o Prémio, a Academia sublinhava a
“descoberta do valor terapêutico da leucotomia em algumas psicoses“. Egas Moniz
pretendia, assim, utilizar a cirurgia cerebral no tratamento de doenças do foro
mental. O
uso e abuso desta técnica levou a que muitos pacientes ficassem completamente
inactivos e sem qualquer capacidade de iniciativa, falhando o objectivo de
tratamento de perturbações psicológicas.
De
Leucotomia, o processo de Egas Moniz passou a Lobotomia. O método caíu em desuso
a partir dos anos 60, altura em que o aparecimento e proliferação dos
anti-depressivos votou ao quase total abandono, por parte da comunidade médica,
uma técnica cirúrgica já profundamente deturpada em relação à que valera a Egas
Moniz, o primeiro Nobel português.
Egas
Moniz publicou uma extensa autobiografia da qual se destacam: Confidências de
um Investigador Científico (1949) e A Nossa Casa (1950). Egas Moniz
também se dedicou à política, tendo ocupado o cargo de Ministro dos Negócios
Estrangeiros. A sua atividade política decorreu no período entre 1903 e
1917.
Fontes: Egas Moniz (médico). In Infopédia [Em
linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
wikipedia
(Imagem)
Retrato de Egas Moniz da autoria de Henrique
Medina
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/27-de-outubro-de-1949-o-premio-nobel-da_27.html?spref=fb&fbclid=IwAR2FnCqJfOI-tWBQ0caOmSIPfk_ky9CXoi9JwGNjP32azhIJBGEVTgXLeNA*
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/11/144-aniversario-do-nascimento-de-egas.html?fbclid=IwAR1OCS7ZdE-jhhtNW_o9TFe8GPg0bGfJ7p1yHgjx7HVLsIQ68m2AKTy2eIo
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Premium
história
A mulher que ajudou Egas Moniz a ganhar o Nobel
Maria
de Lourdes Bettencourt fez parte da equipa de Egas Moniz de 1947 a
1949. Com 100 anos feitos em janeiro, conta como foram os dias no
Hospital Júlio de Matos antes da entrega do Prémio Nobel.
"Puxava
o cabelo todo para este lado, fazia-a, puxava-a e prendia-a. Era a
coisa mais simples para mim. Fazia-a de manhã e à noite abria-a, estava
livre. Só quando ela se desprendia é que se tornava um dia maluco.
Casei-me assim, com um chapéu feito de propósito para a trança." Maria
de Lourdes Bettencourt vai fazendo os gestos como se os seus cabelos
ainda fossem longos e negros, como mostram as fotografias que tem
pousadas numa das mesas do apartamento que ocupa numa residencial para
idosos de Lisboa.
Pega numa delas e descreve: "Aqui está o cônsul da Suécia e a mulher; esta é a mulher do Egas Moniz e o Egas Moniz; aqui está o representante do governo e uma Mimi, que era amante dele. Esta sou eu. Tinha 28 anos." O registo é de 10 de janeiro de 1949; a ocasião a entrega do Prémio Nobel da Medicina a Egas Moniz que, impedido de se deslocar à Suécia, recebeu o galardão em casa. "Nunca perdoei ao Salazar não o ter deixado ir receber o prémio", desabafa.
Pega numa delas e descreve: "Aqui está o cônsul da Suécia e a mulher; esta é a mulher do Egas Moniz e o Egas Moniz; aqui está o representante do governo e uma Mimi, que era amante dele. Esta sou eu. Tinha 28 anos." O registo é de 10 de janeiro de 1949; a ocasião a entrega do Prémio Nobel da Medicina a Egas Moniz que, impedido de se deslocar à Suécia, recebeu o galardão em casa. "Nunca perdoei ao Salazar não o ter deixado ir receber o prémio", desabafa.
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