08/10/2015

9.091.(8ouTU2015.12.44') Svetlana Aleksievitch

nasceu a 31maio1948
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8out2015
ganha o nobel
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Via Jornal de Letras:
https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=10153583110658904&id=81788673903&fref=nf&pnref=story
"Escrevo, procuro nos grãozinhos, nas migalhas da história do socialismo "doméstico"... "interior". A maneira como ele vivia na alma humana. Atrai-me sempre esse pequeno espaço - a pessoa... Uma pessoa. Na verdade, é aí que tudo acontece" 
 in O Fim do Homem Soviético.
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O Fim do Homem Soviético
http://www.fnac.pt/O-Fim-do-Homem-Sovietico-Svetlana-Aleksievitch/a869143
Volvidas mais de duas décadas sobre a desagregação da URSS, que permitiu aos russos 
descobrir o mundo e ao mundo descobrir os russos, e após um breve período de enamoramento,
 o final feliz tão aguardado pela história mundial tem vindo a ser sucessivamente adiado. O mundo 
parece voltar ao tempo da Guerra Fria. Enquanto no Ocidente ainda se recorda a era Gorbatchov 
com alguma simpatia, na Rússia há quem procure esquecer esse período e o designe a Catástrofe 
Russa. E, desde então, emergiu uma nova geração de russos, que anseia pela grandiosidade de 
outros tempos, ao mesmo tempo que exalta Estaline como um grande homem.Com uma acuidade 
e uma atenção únicas, Svetlana Aleksievitch reinventa neste magnífico requiem uma forma polifónica
 singular, dando voz a centenas de testemunhas, os humilhados e ofendidos, os desiludidos, o homem
 e a mulher pós-soviéticos, para assim manter viva a memória da tragédia da URSS e narrar a pequena
 história que está por trás de uma grande utopia.Considerado em França o livro do ano 2013
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http://www.sabado.pt/gps/livros/detalhe/critica_o_fim_do_homem_sovietico.html
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Via Citador
http://www.citador.pt/frases/citacoes/a/svetlana-alexievich

Declarações após ter recebido o Prémio Nobel de Literatura 2015
Com dinheiro posso comprar uma coisa, posso comprar liberdade. Eu levo muito tempo a escrever os meus livros - de cinco a dez anos. (...) Tenho ideias para dois novos livros, estou contente porque agora estarei livre para trabalhar neles.
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Eu investigo a vida à procura de observações, nuances, detalhes. Porque o meu interesse na vida não é o evento em si, não a guerra como tal, não Chernobyl como tal, não o suicídio como tal. O que me interessa é o que acontece com o ser humano, o que acontece com ele nos nossos tempos. Como o homem se comporta e reage. Quanto do homem biológico está nele, quanto do homem do seu tempo, quanto o homem do homem.

http://alexievich.info
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in Vozes de Chernobyl: a História Oral de um Desastre Nuclear
Existirá algo mais assustador do que pessoas?
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Mostrem-me um romance fantástico sobre Chernobyl - não existe nenhum! Porque a realidade é sempre mais fantástica.
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A morte é a coisa mais justa do mundo. Nunca ninguém ficou de fora. O mundo leva toda a gente - o bondoso, o cruel, os pecadores. Fora isso, não existe nada que seja justo no mundo.
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http://economico.sapo.pt/noticias/nobel-da-literatura-2015-atribuido-a-svetlana-alexievich_231154.html
A bielorrussa, Svetlana Alexievich, foi distinguida hoje com o Nobel da Literatura 2015, anunciou a Academia Sueca. A jornalista de investigação escreve essencialmente sobre o período pôs soviético. 
Da autora foi publicado pela Porto Editora este ano em Portugal o livro "O fim do homem soviético".
O prémio tem um valor monetário de oito milhões de coroas suecas (cerca de 860.000 euros).
Em 2014 o Nobel da Literatura foi atribuído ao escritor francês Patrick Modiano.
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Via Jero:
 (Biografia)
Filha de dois professores, sendo o pai bielorrusso e a mãe ucraniana, Svetlana Alexijevich nasceu em Stanislav, hoje Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, mas cresceu na Bielorrússia. Estudou jornalismo na Universidade de Minsk
a partir de 1967 e depois de completar o curso mudou-se para Beresa, na província de Brest, para trabalhar no jornal e escola locais. Durante esse tempo debateu-se entre a tradição familiar de trabalhar no ensino e no jornalismo. Trabalhou depois como repórter na imprensa local de Narowla, no voblast de Homiel.

Desde os seus dias de escola já tinha escrito poesia e artigos para a imprensa escolar. Também foi jornalista da revista literária Neman de Minsk, para a que escreveu ensaios, contos e reportagens. O escritor bielorrusso Ales Adamovich inclinou-a definitivamente para a literatura apoiando um novo género de escrita que denominou "novela coletiva", "novela-oratório", "novela-evidência", "gente dançando com lobos" ou "coro épico", entre outras fórmulas. De facto, nos seus textos a meio caminho entre a literatura e o jornalismo usa a técnica de collage justapondo testemunhos individuais, com o que consegue aproximar-se mais à substância humana dos acontecimentos. Usou este estilo pela primeira vez no seu livro A guerra não tem rosto feminino (1983), em que a partir de uma série de entrevistas aborda o tema das mulheres russas que participaram na Segunda Guerra Mundial.
A sua obra é uma crónica pessoal da história dos homens e mulheres soviéticos e pós-soviéticos, a quem entrevistou para as suas narrativas durante os momentos mais dramáticos da história do seu país, como por exemplo a Segunda Guerra Mundial, a Guerra do Afeganistão, a queda da União Soviética e o desastre de Chernobyl. Abandonou a Bielorrússia em 2000 e viveu em Paris, Gotemburgo e Berlim. Em 2011 Alexievich voltou a Minsk.
Vários livros seus têm sido publicados na Europa, Estados Unidos, China, Vietname e Índia. Desde 1996 tem recebido numerosos prémios internacionais, como o polaco Ryszard-Kapuściński em 1996, o Prémio Herder em 1999 e o Prémio da Paz dos Editores Alemães (2013), entre outros. Está traduzida em 22 línguas e algumas das suas obras foram adaptadas a peças de teatro e documentários. Alexievich recebeu, entre outras distinções, o Erich Maria Remarque Peace Prize, em 2001, e o National Book Critics Circle Award, em 2006(Wikipedia).