25/09/2018

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Babilónia
 
 https://historiadomundo.uol.com.br/babilonia/mapa-babilonia.htm
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 (em babilônio: Bâbili, "porta de Deus" persa antigo, abirush), antigo reino da Mesopotâmia, conhecido originalmente como Sumer e depois como Sumer e Acad, entre os rios Tigre e Eufrates, ao sul da atual Bagdá, Iraque.

A civilização babilônica, que existiu do século XVIII ao VI a.C., era, como a suméria que a precedeu, de caráter urbano, embora baseada mais na agricultura do que na indústria. O país era constituído por 12 cidades, cercadas de povoados e aldeias. No alto da estrutura política estava o rei, monarca absoluto que exercia o poder legislativo, judicial e executivo. Abaixo dele havia um grupo de governadores e administradores selecionados. Os prefeitos e conselhos de anciãos da cidade eram encarregados da administração local.

Os babilônios modificaram e transformaram sua herança suméria para adequá-la a sua própria cultura e maneira de ser e influenciaram os países vizinhos, especialmente o reino da Assíria, que adotou praticamente por completo a cultura babilônica.

As escavações arqueológicas realizadas permitiram que fossem encontradas importantes obras de literatura. Uma das mais valiosas é a magnífica coleção de leis (século XVIII a.C.) denominada Código de Hamurabi, que, junto com outros documentos e cartas pertencentes a diferentes períodos, proporcionam um amplo quadro da estrutura social e da organização econômica do império da Babilônia.

Mais de 1200 anos se passaram desde o glorioso reinado de Hamurabi até a conquista da Babilônia pelos persas. Durante esse longo período, a estrutura social e a organização econômica, a arte e a arquitetura, a ciência e a literatura, o sistema judicial e as crenças religiosas babilônicas, sofreram considerável mudança. Baseados na cultura do Sumer, os feitos culturais da Babilônia deixaram uma profunda impressão no mundo antigo e particularmente nos hebreus e gregos. A influência babilônica é evidente nas obras de poetas gregos como Homero e Hesíodo, na geometria do matemático grego Euclides, na astronomia, astrologia, heráldica e na Bíblia.

 Uma das primeiras cidades construídas no mundo, é mencionada em documentos escritos há mais de 5000 anos a.C.
Foi edificada numa parte do mundo onde nasceram as mais velhas civilizações, nas margens do rio Eufrates, no Iraque, no Vale da Mesopotâmia.

Cresceu em importância há 4.000 anos, quando um grande rei, Hamurabi, governou-a. Conquistou ele todas as cidades e tribos ao redor e dirigiu sabiamente o seu reino. Suas leis, escritas em caracteres cuneiformes, em blocos de barro, foram descobertas por arqueólogos. Outros desses blocos demonstraram que a Babilônia devia ter sido, então, uma cidade com muitas casas confortáveis e templos magnificentes.

Os sacerdotes desses templos administravam todas as finanças de toda a Babilônia.

Depois da morte de Hamurábi, a Babilônia foi conquistada sucessivamente por muitas tribos; seu segundo período de grandeza não foi atingido senão no ano de 600 a.C. Pouco antes disso, os assírios (que dominaram com crueldade grande parte da região) foram derrotados por uma tribo de caldeus, cujo chefe se tornou rei da Babilônia. seu filho, Nabucodonosor, conquistou gradualmente outras tribos e determinou, então, transformar Babilônia na mais bela cidade do seu tempo. Construiu enormes muralhas e torres para protegê-la contra os inimigos. Edificou templos e palácios que foram enfeitados com lindos mosaicos coloridos e transparentes.

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 (em babilônio: Bâb-ilim ou Babil, ‘porta de Deus’), uma das cidades mais importantes da Antigüidade, cuja localização é assinalada, atualmente, por uma região de ruínas a leste do rio Eufrates, a 90 km ao sul de Bagdá, no Iraque. Babilônia foi a capital do Império Babilônico durante os milênios II e I a.C. Na Antigüidade, a cidade se beneficiava de sua posição na importante rota comercial terrestre que ligava o golfo Pérsico com o Mediterrâneo.
 Esta gravura, pintada à mão pelo artista holandês Maerten van Heemskerck, no século XVI, representa os jardins suspensos da Babilônia, uma das "sete maravilhas do mundo" antigo, criadas pelo rei Nabucodonosor II por volta de 600 a.C.
 
 De mais fama foram os jardins suspensos, que ele construiu para satisfazer sua esposa. A vegetação desse jardim crescia em terraços construídos uns acima dos outros, sendo que podiam ser vistos de qualquer ponto da cidade.
 https://historiadomundo.uol.com.br/babilonia/babilonia-cidade.htm
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 No século VI a.C., houve a deportação forçada de hebreus para a cidade da Babilônia*
 No século VI a.C., houve a deportação forçada de hebreus para a cidade da Babilônia*
O Cativeiro da Babilônia, ou Exílio na Babilônia, ocorrido no século VI a.C., é um dos mais importantes da história da civilização hebraica. Esse fato ocorreu na época em que a cidade da Babilônia (situada no atual Iraque) passou a instituir-se como um poderoso império na região do Oriente Médio sob a pessoa do rei Nabucodonosor II. Além das fontes arqueológicas, as fontes dos livros históricos e proféticos da Bíblia, como os livros de Daniel, Ezequiel, Jeremias, Neemias e Esdras, são de importância salutar para a compreensão dos acontecimentos que marcaram esse momento.

A região da Palestina, considerada, na tradição hebraica (e judaica), como a “Terra Prometida”, na qual foi erguido o Reino de Israel e suas províncias, como Samaria e Judeia, passou a ser alvo da expansão de impérios que se formaram na Mesopotâmia. Dois impérios principais, o dos assírios e o dos babilônios, fustigaram os hebreus, assim como outros povos na época em que estiveram no poder. Quando estiveram sob o domínio babilônico, os hebreus sofreram uma deportação forçada de sua terra natal para os domínios da cidade da Babilônia e lá se tornaram escravos. Um desses escravos foi o profeta Daniel, cujo livro contém detalhes imprescindíveis para a compreensão desse evento.

A primeira grande deportação ocorreu no ano de 598 a.C. Nessa fase houve o saque do templo de Jerusalém, mas não sua destruição. A destruição do templo ocorreu com a segunda leva de deportações, efetuada em 587 a.C. Ambas foram executadas a mando do então imperador Nabucodonosor II, responsável também por destruir e subjugar o Império Assírio, que o precedeu. Os hebreus permaneceram no cativeiro até o ano de 538 a.C., quando Ciro, o Grande, o habilidoso imperador persa, conseguiu controlar toda a região médio-oriental. Ciro partilhava do ideal de uma política de respeito às culturas dos povos que conquistava e permitiu aos hebreus que retornassem à sua terra de origem e aos seus costumes religiosos.

Foi a partir dessa concessão de Ciro que os hebreus puderam reorganizar-se e, inclusive, reconstruir o templo de Jerusalém, como pode ser consultado em livros bíblicos, como o de Esdras. Veja o que disse o historiador Simon Schama no trecho abaixo:
Décadas tinham transcorrido desde que o rei Ciro, em conformidade com a política persa de fazer voltar os deportados e restaurar os cultos locais (esperando obter, com esse favor, a lealdade dos subjugados), autorizou por decretos, ''no primeiro ano'' (2º Crônicas, 36,22) de seu reinado, o retorno dos israelitas a Yahud, como conta o Livro de Esdras. O jovem príncipe Zorobabel, que alegava provir da antiga linhagem real davídica, fora escolhido para liderar, junto com o sumo sacerdote Yeshua, a volta de alguns milhares de israelitas para Jerusalém.” [1]
 https://historiadomundo.uol.com.br/hebreus/cativeiro-babilonia.htm
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https://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Neobabil%C3%B4nico
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25 de Setembro de 605 a.C. : Nabucodonosor II é coroado rei da Babilónia


No dia 25 de Setembro de 605 a.C., após a morte do seu pai, Nabopolassar, Nabucodonosor é coroado rei do Império Neo-babilónico. Pouco antes da sua coroação, ele havia vencido os egípcios em Kharkemish,  expulsando-os do Médio Oriente. Nabucodonosor reinaria durante 43 anos, até 562.
  
As tropas da Mesopotâmia invadiram a Judeia em 597, comandadas pelo seu monarca, que ordenou a  destruição  do Templo de Jerusalém e, quando os seus habitantes se revoltaram contra os babilónios em 587, fez deportar todos os judeus para a Babilónia. Este exílio, chamado "cativeiro da Babilónia", marca o começo da primeira diáspora. O monoteísmo seria reforçado e Javé apareceria então como a única divindade do universo. 
O nome de Nabucodonosor é mundialmente conhecido, a pessoa do rei, muito pouco. Somente alguns versículos da Bíblia e a ópera de Verdi, Nabuco, preservam a sua memória. No entanto, este monarca desempenhou um papel de primeira grandeza no antigo Médio Oriente .
Quando nasceu em 632 a.C., a situação política da região estava em total convulsão. O seu pai, há cinco anos no trono, tentava expulsar do país os assírios, que saqueavam as colheitas. Aliou-se aos medas que desencadearam um violento contra-ataque tomando as principais cidades assírias em 612. Mesmo quando os seus aliados de circunstância se retiraram, os babilónios continuaram a luta, empurrando os assírios para oeste.  
Muito jovem, Nabucodonosor assumiu o comando do exército. Venceu os egípcios e durante cerca de 60 anos a Babilónia governou  a região compreendida entre o Tigre-Eufrates e o Mediterrâneo.


Assumindo o título oficial de “Rei da Babilónia” era, como todos os predecessores, um monarca absoluto, todavia resolveu governar conforme os usos e costumes do povo. 
  
As populações da região aceitaram o poder de Nabuco. Chefes locais substituíram os governantes assírios e ele aceitou tal estado de coisas, desde que a entrega regular e anual dos impostos fosse mantida. 
  
Dois Estados da região representavam uma real ameaça: o porto de Tiro, actual Líbano, e o reino da Judeia. O primeiro controlava a rota marítima; a capital do segundo, Jerusalém, a rota terrestre. O conflito com Tiro foi mais rude. A sua determinação de independência inquietava Nabucodonosor. Queria anexá-lo à força, mas Tiro era uma ilha e os babilónios não possuíam marinha. Após 13 anos de bloqueio terrestre, de 585 a 572, os babilónios renunciaram ao seu projecto e firmaram um acordo de paz. 
  
Nesse meio tempo, Nabucodonosor trabalhou activamente na reconstrução da Babilónia. A tarefa era gigantesca, o centro do país estava destruído depois da guerra contra os assírios, a salinização da terra sacrificava as colheitas e faltava mão-de-obra. As estruturas políticas, sociais e administrativas, porém, mantiveram-se intactas. O rei dedicou-se aos restauros arquitectónicos.


Mandou reconstruir os templos das principais divindades por todo o país e iniciou a tarefa de embelezamento da capital, Babilónia. As suas defesas foram remodeladas, cercou-se de uma muralha externa de 17 quilómetros e uma interna de 8 quilómetros – o Muro de Medas. Transformou a cidade num centro cultural, comercial e financeiro do mundo antigo.
A maior realização do seu reinado, além das muralhas, da Torre de Babel com mais de 100 m de altura —na verdade um zigurate em forma piramidal— e um canal  que ligava os rios Tigre e Eufrates, foram os Jardins Suspensos. A obra é considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Eram compostos por seis terraços construídos como andares,. Os andares tinham cerca de 120 m², apoiados por colunas que chegavam a medir até 100 metros. Cada superfície era adornada com jardins botânicos que continham inúmeras árvores frutíferas, esculturas dos deuses cultuados pelos acádios e cascatas, situadas numa planície rectangular.
A fim de preservar a beleza dos Jardins Suspensos, escravos mantinham o sistema de roldanas e baldes para encher as cascatas e piscinas. Por mais que se imagine a estonteante beleza dos Jardins Suspensos, muito pouco se sabe de como eram mantidos, e qual foi sua finalidade ou o motivo da sua destruição. Em nenhum documento se encontra registo da existência desta obra. O que se sabe está registado em anotações de historiadores da Grécia Antiga, mas as informações são muito vagas. 
Após sua morte, sem contar com um sucessor com a mesma força, os babilónios caem diante dos exércitos persas de Ciro II, que liberta os judeus.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Representação dos jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck. Na pintura, a Torre de Babel aparece ao fundo.

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/25-de-setembro-de-605-ac-nabucodonosor.html
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