26/03/2015

9.800.(26mar2015.18.18.18") Hj morreu Luís Miguel Rocha

Nasceu a fev1976
e morreu a 26mar2015
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Via página dele:
https://www.facebook.com/rochaluism?pnref=story

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https://www.facebook.com/photo.php?fbid=288259384598709&set=t.100002439504081&type=3&theater
Luís Miguel Rocha dá nome a um passaporte falso de um chefe da Gestapo, no novo livro de Eric Frattini, "OURO DO INFERNO". Acho que já sei quem vai ter uma morte lenta no meu próximo livro. — com Eric Frattini.

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Esteve em Alcobaça na Feira do Livro de 2011
a apresentar o  seu livro MENTIRA SAGRADA
http://www.tintafresca.net/News/newsdetail.aspx?news=331ccfd4-bc2f-4fa5-b8f5-2114b15d816d&edition=131
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Via Gisela Mendonça:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205461561492006&set=a.1181415429102.28176.1639690204&type=1&theater
E deixou-nos hoje Luis Miguel Rocha, escritor prestigiado internacionalmente, tão novo ainda... 39 anos de promessa! Narrador estudioso de histórias dentro da História, inquieto e simpático, autor de livros que valem a pena, imortalizando-o entre nós... Ficou muito por dizer, calculo... mas quantos nos disseram tanto?! 
À família e amigos, pela leitura das suas palavras, singela Homenagem... RIP*
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Sobre A FILHA DO PAPA
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https://portuguesdefacto.wordpress.com/2013/06/02/a-filha-do-papa-luis-miguel-rocha/
«- Vossa Eminência vai querer pernoitar cá? Posso preparar-lhe os seus aposentos num instante – repetiu a freira.
O prelado reflectiu. As dúvidas, sempre as dúvidas. O que é que eu vim aqui fazer? Não devia ter vindo.(…) O prelado lançou-lhe um último olhar e dirigiu-se à porta da rua. Sonja prontificou-se a abri-la e uma baforada de vento e chuva impeliu-o para o interior.(…) – Disse que a irmã partiu esta manhã?
-Correcto, Eminência. (…) – Boa noie, Sonjia – despediu-se o prelado, virando-lhe as costas e descendo os degraus em direcção ao carro./O que me obrigou a fazer, irmã Pasqualina? – murmurou para si.
Apressou-se a subir as escadas para saber dela. Lá fora, a tempestade continuava a não dar tréguas. Teve pena do cardeal. Pela tempestade e por tudo o resto. Quando chegou ao corredor do primeiro andar ouviu o choro compulsivo de um recém-nascido. Ajoelhou-se e persignou-se.»
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Sobre A MENTIRA SAGRADA
a mentira sagrada.jpg
http://opoderdapalavra.blogs.sapo.pt/41623.html
Confesso que não sou um grande amante da leitura de “Thrillers”.
Mas quando tive a felicidade de ler o ultimo livro do Luis Miguel Rocha “ A Mentira Sagrada” fiquei curioso, com uma espécie de sensação mergulhada no ventre de uma qualquer das múltiplas personagens que o Luis nos oferece, não gratuitamente, mas inteligentemente, e fui viajando pelas frases, pelos capítulos, por vezes escondendo-me para que nenhum dos “maus da fita” me vissem ( pois não seria muito agradável), ou que outros não se distraíssem das investigações em que estavam concentrados.
De facto, e eu sempre fui aberto a novas experiências, não podemos pensar que nunca vamos mudar de opiniões. Confesso que não gostei muito da experiência de ler “O Código Da Vinci”, pois pareceu-me sempre uma escrita previsível, uma espécie de formula mágica, em que não se pode sair dessas linhas ou então já não se sabe escrever. O que me surpreende, e que eu gosto, na escrita do Luis, é que ele tem a sua assinatura no seu formato de escrita, como todos nós autores, mas mostra ser muito criativo e versátil no conto, na condução do leitor pela história. E isso sem nenhuma formula mágica, de forma simples e sincera para quem lê.
“ A Mentira Sagrada” fala-nos de um mistério que atravessa os séculos. Quem foi afinal Jesus? Será que ele foi quem a Igreja Católica diz ter sido?  Terá sido mesmo crucificado?
E tudo começa com uma carta. Reescrevo um excerto, não do Luis, mas que está no inicio deste livro...
“ Instruam todos os confidentes para que vo-lo apresentem na primeira noite de cada eleição. Que a sua leitura seja o primeiro acto oficial de todos os herdeiros de Pedro. É de importância vital que tomem agnição deste segredo. Guardem-no em local esconso e não permitam que seja lido por mais alguém. Qualquer quebra neste ritual, nos próximos séculos, poderá significar o fim da nossa tão bem amada e estimada Igreja.
                                                Clemente VII, 17 de Junho de 1530”

Este é o mote deste livro. O Papa Bento XVI toma posse e é-lhe entregue uma carta. Um escrito que passa de Papado em Papado e só o Sumo Pontifício pode ler.
E depois existe um manuscrito secreto na mãos de um milionário Israelita, Ben Isaac, que encerra muitos segredos, demasiados, um Evangelho.
A minha personagem preferida é Rafael. Um agente do Vaticano que é enviado para analisar e investigar o Evangelho. Gosto da sua fé, quase imperturbável, mas que se torna demasiado frágil com a Verdade, esse “Monstro” que nenhuma Igreja gosta muito.
Em certa parte do livro está escrito:
“ Eu não sou filho de Deus, mas sei o caminho para Ele.
                        Evangelho de Jesus”

Acho que devem ler, pois trata-se de um livro apaixonante, muito bem construído e onde se vão sentir, como já o disse, parte de uma história que vai obrigar-vos a questionarem-se sobre as vossas próprias crenças.
O Luis é de facto versátil, depois de um livro como “A Virgem”, deu-me agora o prazer de ler este “A Mentira Sagrada” que revela uma astúcia e um caráter de escrita únicos.
O Vaticano?
Não sei, mas quanto à minha fé, ela apenas é uma circunstância da minha existência, quanto à vossa, depois de lerem este livro, talvez passe a ser um defeito da vossa personalidade.
Já está à venda e é para lerem.
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Via Visão e Lusa
Lisboa, 26 mar (Lusa) - O escritor Luís Miguel Rocha, 39 anos, autor de obras como "O Último Papa", morreu hoje em Mazarefes, distrito de Viana do Castelo, vítima de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte próxima da família.
De acordo com a mesma fonte, o escritor encontrava-se doente há algum tempo, esteve internado no Hospital de Viana do Castelo e nos últimos dias estava em casa da família, em Mazarefes.
Nascido no Porto, em fevereiro de 1976, o autor português escreveu vários livros com sucesso internacional, como o "O Último Papa" (2006, editora Saída de Emergência), que expõe uma teoria sobre a misteriosa morte de Albino Luciani, o Papa João Paulo I, envolvendo a maçonaria italiana, e "A Filha do Papa" (2013, Porto Editora), sobre segredos do Vaticano.


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