03/04/2015

9.826.(3abr2015.10.01') Salgueiro Maia

Nasceu a 1jul1944
e morreu a 4ab1992
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SOMOS TODOS CAPITÃES
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Resultado de imagem para salgueiro maia
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Sophia de Mello Breyner Andresen
fez poema a:
SALGUEIRO MAIA
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele
Pessoa disse
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2016

A história definitiva do homem certo no sítio certo no dia certo. Que falava alto, que cantava desafinado, que não se encolhia, que foi maltratado depois de protagonizar História, que enganou enquanto pôde o que a tristeza lhe tirou na infância e na morte – o direito a ter o que é devido. Um herói português

http://expresso.sapo.pt/multimedia/2016-07-06-O-capitao-que-quase-enganou-a-tristeza-1
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https://www.youtube.com/watch?v=pqk7ApwYNWE
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Via expresso
http://expresso.sapo.pt/salgueiro-maia-o-capitao-sem-medo-morreu-ha-20-anos=f716814
"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado: os Estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui!"

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/salgueiro-maia-o-capitao-sem-medo-morreu-ha-20-anos=f716814#ixzz3WEfMaB3h

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Exposição de Eduardo Gajeiro na FAvante

http://www.avante.pt/arquivo/1337/3703b2.html
Avante! — As fotos escolhidas para a exposição podem ser vistas como símbolos do 25 de Abril?
Eduardo Gageiro  Acho que sim, especialmente uma que considero mais significativa, que foi precisamente na altura em que a Revolução, de certo modo, foi ganha. A cena passa-se no Terreiro do Paço, os tanques da Cavalaria 7 acabavam de aderir ao movimento e o Salgueiro Maia vem a morder o lábio - numa entrevista posterior ele conta que era para não chorar.
Para mim este foi o momento culminante, porque inclusivamente minutos antes eles tiveram de convencer o major Pato Anselmo a render-se. Eu segui de perto os acontecimentos, aliás tive a sorte de ser o único fotógrafo que lá estava. Quando avanço atrás do grupo de Salgueiro Maia para o major se render, este viu-me com a máquina fotográfica, chamou-me pelo nome - eu nem sabia que ele me conhecia - e disse: «Gageiro, se me tiras a fotografia, eu mato-te!». Eu tirei a fotografia e ele não me matou... Depois ele acabou por se render.
Antes passou-se também uma cena interessante. O Pato Anselmo deu ordem de fogo duas vezes. Eu estava do lado de cá, do lado das chaimites, que eram uma coisinha mínima. Os outros tanques eram enormes e se disparassem para o Terreiro do Paço aquilo ficava feito num oito.
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Via DN

 http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=1212172&especial=A%20revolu%E7%E3o%20de%20Abril&seccao=POL%CDTICA
Fernando José Salgueiro Maia nasce a 1 de Julho de 1944 em Castelo de Vide. Filho de Francisco da Luz Maia, ferroviário, e de Francisca Silvéria Salgueiro.
Frequenta a escola primária em São Torcato, Coruche. Faz os estudos secundários em Tomar e em Leiria. Em Outubro de 1964 Salgueiro Maia ingressa na Academia Militar, em Lisboa. Dois anos mais tarde Salgueiro Maia apresenta-se na EPC (Escola Prática de Cavalaria), em Santarém para frequentar o tirocínio. E em 1968 é integrado na 9ª Companhia de Comandos, parte para o Norte de Moçambique. Dois anos depois é promovido a capitão. Em Julho de 1971 embarca para a Guiné. 
Em 1973 regressa a Portugal, sendo colocado na EPC. Começam as reuniões do MFA. Delegado de Cavalaria, faz parte da Comissão Coordenadora do Movimento. A 16 de Março, de 1974 acontece o «Levantamento das Caldas». Em 25 de Abril, comanda a coluna de carros de combate que, vinda de Santarém, põe cerco aos ministérios no Terreiro do Paço e força depois, já ao fim da tarde, a rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo. Em 25 de Novembro  de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do presidente da República. No fim dos anos 80 manifesta-se a doença cancerosa que o irá vitimar. É submetido a uma intervenção cirúrgica em 1991. Morre em 4 de Abril de 1992.