13/06/2016

3.450.(13jun2016.18.55') W.B. Yeats

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Nasceu a 13jun1865
e morreu a 28jan1939
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15jan2018
Dolores O'Riordan, vocalista dos Cranberries morre com apenas 46 anos!!! 1 vivaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa às bELAS interpretAÇÕES...
Via Neuza Salvador
Antes de me dirigir ao túmulo de Yeats colocava sempre este teu hino ao poeta. E agora???? Descansa nessa nossa ilha linda...........
https://www.youtube.com/watch?v=nKKS_qfswIw&feature=share
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Yeat's Grave by the Cranberries, with Lyrics NOTE: I DO NOT own any of these pictures, nor do I own the song.All copyrights go to the pictures' owners and the song to it's owners. Lyrics: Nah, nah, nah, nah, nah Silenced by dead in the grave (Nah, nah, nah, nah) William Butler Yeats vouldn't save (Nah, nah, nah, nah) Why did you stand here? Were you sickened in time? But I know by now Why did you sit here, oh Oh... In a grave In a gra-a-ave In a grave In a gra-a-a-ave Why should I blame her, That she filled my days with misery Or that she would of late Have taught to ignorantmen Most violent ways Or hurled the little street upon the greant Had they but courage Equal to desire Sad that Maud Gonne couldn't stay (Nah, nah, nah, nah) But she had McBride anyway (Nah, nah) And you sit here with me On the Isle Inistee And you're writing down everything But I know by now Why did you sit here, oh Oh... In a grave In a gra-a-ave In a grave In a gra-a-a-a-ay-- Ladee de da Ladee de da Ladee da Dadee dada da Ladee de da Ladee de da Ladee da Dadee dada da (William Butler, William Butler, William Butler, William Butler) Why did I blame her? ... Had they but courage equal to desire ... I gave her courage equal to desire
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Sete poemas de W. B. Yeats

William Butler Yeats (1865-1939) foi daqueles raros poetas que, não satisfeitos em fechar uma era e iniciar outra - no que dominou dois estilos de poesia tanto quanto díspares -, emergiu com voz própria, a maior do século XX na língua inglesa segundo Haroldo Florescência.(...)

http://vulgatalatrina.blogspot.pt/2011/03/sete-poemas-de-w-b-yeats.html

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QUEM VAI COM FERGO? (1893)Quem conduz com Fergo agora,
E pinça a alfombra de úmbreos troncos,
E dança sobre areias alvas?
Desfranze o rosto, jovenzinho,
E lentos olhos, ninfa, os alça,
E aquietas terna e não mais temas.

E não mais fujas nem aquietas
O acro lampejo dos amantes;
Pois conduz Fergo em áureas rodas,
E reina todos troncos úmbreos,
E o calmo seio do mar fosco,
E os andarilhos astros todos.

*
O BANDEAR DOS SIDHE. (1899)

O bando corre por Knockarea
E sobre a tumba de Clooth-na-Bare;
Caoilte agita sua crina em brasa
E Niahm chamando 
Acá, venha acá:
Teus sonhos mortais os deixa já.
Os ventos sustam, as folhas dançam,
O rosto é pálido, os cachos lançam,
A fronte pesa, os olhos esplendem,
Os braços rugem, os lábios fremem;
E se algum fitar tropel avante,
Ficamos entre ele e o feito de seu punho,
Ficamos entre ele e o pulso de seu peito,
A tropa por noite e dia errante,
E donde há maior impulso ou feito?
Caoilte agita sua crina em brasa
E Niahm chamando 
Acá, venha acá.
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UM AVIADOR IRLANDÊS PREVÊ SUA MORTE. (1918)

Encontrarei meu fim no meio
Das nuvens de algum céu sobejo,
Os que combato, eu não odeio,
Também não amo os que protejo;
Kiltartan Cross é meu país,
Seus pobres são a minha gente,
Nada a fará mais infeliz
Do que já era, ou mais contente.
Não é por lei ou por dever,
Turba ou políticos, que luto,
Mas pelo afã de me entreter,
A sós, nas nuvens em tumulto.
Tudo na mente foi pesado:
Nada que espere ou que recorde
Vale-me a pena comparado
Com esta vida ou esta morte.

[In: ASCHER, Nelson. Poesia alheia, São Paulo: Imago, 1998]
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SEM SEGUNDA TRÓIA. (1916)

Por que culpá-la por encher minha existência
De miséria e, mais tarde, enquanto a ação expande,
Aos ignorantes ensinar a violência,
Ou atirar rua pequena contra grande,
Mesmo sem a coragem que o anelar reclama?
Como seria tranquila, com aquela mente
Que a nobreza moldou singela como a flama?
Ou com o encanto do arco retesado, um ente
Não natural em nosso mundo, por seu jeito
Muito severo e sempre altivo e singular?
Ora, sendo como é, que mais teria feito?
Havia nova Tróia para ela queimar?

[In: VIZIOLI, Paulo (trad.). Poemas de W. B. Yeats, São Paulo: Companhia das Letras, 1992]
*
OS ACADÊMICOS (1929 ver.)
Péla-cabeças, ciosos do pecado,
Doutos, vetustos, pélas admirados,
Editam e analisam verso-a-verso
Que outrora jovens em divãs largados
Rimaram em paixão e tibiez
À orelhinha ignorante da beleza.

Agitam-se e engasgam-se com tinta;
Arrastam o carpete nos sapatos;
Assumem o que todos outros pensam;
Afastam quem não têm averiguado;
Que diriam, a torto e a direito,
Se Catulo rebolasse desse jeito?

*
A SEGUNDA VINDA. (1919)

Rodando em giro cada vez mais largo,
O falcão não escuta ao falcoeiro;
Tudo esboroa; o centro não segura;
Mera anarquia avança sobre o mundo,
Maré escura de sangue avança e afoga
Os ritos da inocência em toda parte;
Os melhores vacilam, e os piores
Andam cheios de irada intensidade.

Aí vem por certo uma revelação.
Por certo próxima é a Segunda Vinda.
Segunda Vinda! Digo essas palavras,
E do 
Spiritus Mundi vasta imagem
Turba-me a vista: ao longe, no deserto,
Um corpo de leão com rosto de homem,
O olhar vazio e duro como o sol,
As lerdas coxas move, enquanto em torno
Rondam sombras de pássaros coléricos.
Retorna a escuridão; mas ora eu sei
Que a vinte séculos de sono pétreo
Vexou o pesadelo de um bercinho;
E que rude animal, chegado o tempo,
Arrasta-se a Belém para nascer?
[In: VIZIOLI, Paulo (trad.). Poemas de W. B. Yeats, São Paulo: Companhia das Letras, 1992]
*
CUCHULAIN CONSOLADO. (1939)


Um homem tinha seis golpes mortais, um homem
Violento e meritório vagava entre os mortos;
Olhos despontam dos arbustos, logo somem.

Sudários uns que sussurravam ombro a ombro
Vieram e sumiram. Sobre sangue e golpes
Como se meditasse, se escorou num tronco.


Um Sudário cujo semblante era notório
Veio mediante os canoros seres, cedendo
Um feixe de linho. E os Sudários, pouco a pouco,

Ante o homem inofenso iam bruxuleando.
E o Sudário-linheiro aferiu sem demora:
'Tua vida será tão mais doce se fiando


'Um sudário seguires nossa velha norma;
Somente tanto e pelo pouco que sabemos
O agito daqueles braços nos atemora.'

'No olho d'agulha erramos; tudo que fazemos
Fazemos em conjunto.' Dito e feito, o manto
empunhou o mais próximo e trouxe o fiamento.

Agora cantaremos, e o melhor cantemos,
Porém antes lhe revelamos nosso ganho:
Covardes todos nós, talhados pelo sangue,

Ou dele expulsos, reles a morrer de pranto.'
Cantaram, mas não era humano o tom e o coro,
Contanto fora tudo feito como dantes;

Cingiram suas gargantas e tinham-nas canoras.
***
William Butler Yeats nasceu em 13 de junho de 1865, em Dublin, Irlanda, onde se desenvolveu em um meio culto e criativo. Poeta e autor teatral, Prêmio Nobel (1923) de Literatura. Foi o representante máximo do Renascimento irlandês e um dos escritores mais destacados do século XX."

http://www.culturapara.art.br/opoema/williambutleryeats/williambutleryeats.htm
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via Maria Elisa Ribeiro
De W. B. Yeats-in Net
Leda e o cisne
Súbito golpe: as grandes asas a bater
Sobre a virgem que oscila, a coxa acariciada
Por negros pés; a nuca, um bico a vem reter;
O peito inane sobre o peito, ei-la apresada.

Dedos incertos de terror, como empurrar
Das coxas bambas o emplumado resplendor?
Pode o corpo, sob esse impulso de brancor,
O coração estranho não sentir pulsar?
Um tremor nos quadris engendra incontinenti
A muralha destruída, o teto, a torre a arder
E Agamêmnon, o morto.
Capturada assim,
E pelo bruto sangue do ar sujeita, enfim
Ela assumiu-lhe a ciência junto com o poder,
Antes que a abandonasse o bico indiferente?
*Zeus tomou a forma de cisne para apossar-se de Leda, mulher de Tíndaro, rei da Lacônia
**Helena, então engendrada, seria a causa da ruína de Tróia; Clitemnestra, também filha de cisne, matou Agamêmnon, seu marido, ao voltar este de Tróia.
O soneto foi escrito em 18 de setembro de 1923
(Tradução e notas de Péricles Eugênio da Silva Ramos)
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LEDA E O CISNE
Súbito golpe: as grandes asas a bater
Sobre a virgem que oscila, a coxa acariciada
Por negros pés, a nuca, um bico a vem reter;
O peito inane sobre o peito, ei-la apresada.
Dedos incertos de terror, como empurrar
Das coxas bambas o emplumado resplendor?
Pode o corpo, sob esse impulso de brancor,
O coração estranho não sentir pulsar?
Um tremor nos quadris engendra incontinenti
A muralha destruída, o teto, a torre a arder
E Agamêmnon, o morto.

Capturada assim, 
E pelo bruto sangue do ar sujeita, enfim
Ela assumiu-lhe a ciência junto com o poder,
Antes que a abandonasse o bico indiferente?
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RUMO A BIZÂNCIO
I
Este país não é para velhos. Jovens
Abraçados, pássaros que nas árvores cantam
- essas gerações moribundas -
Cascatas de salmões, mares de cavalas,
Peixe, carne, ave, celebrando ao longo do Verão
Tudo quanto se engendra, nasce e morre.
Prisioneiros de tão sensual música todos abandonam
Os monumentos de intemporal saber.

II
Um velho é coisa sem valor,
Um andrajo apoiado num bordão, a não ser que
A alma aplauda e cante, e cante mais alto
Cada farrapo da sua mortal veste.
Nem há escola de canto somente o estudo
Dos monumentos de seu próprio esplendor;
Por isso cruzei os mares e cheguei
À sagrada cidade de Bizâncio.


III

Oh, sábios que estais no sagrado fogo de Deus
Qual dourado mosaico sobre um muro,
Vinde desse fogo sagrado, roda que gira,
E sede os mestres do meu canto, da minha alma.
Devorai este meu coração; doente de desejo
E atado a um animal agonizante
Ele não sabe o que é; juntai-me
Ao artifício da eternidade.


IV

Da natureza liberto jamais de natural coisa
Retomarei minha forma, meu corpo,
Mas formas outras como as que o ourives grego
Em ouro forja e esmalta em ouro
Para que o sonolento Imperador não adormeça;
Ou em dourado ramo pousado, cantarei
Para damas e senhores de Bizâncio
Cantarei o que passou, o que passa, ou o que virá

(tradução: José Agostinho Baptista)

.
QUANDO FORES VELHA
Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,
Dormitando junto à lareira, toma este livro,
Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar
Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profundas;

Muitos amaram os momentos de teu alegre encanto,
Muitos amaram essa beleza com falso ou sincero amor,
Mas apenas um homem amou tua alma peregrina,
E amou as mágoas do teu rosto que mudava;

Inclinada sobre o ferro incandescente,
Murmura, com alguma tristeza, como o Amor te abandonou
E em largos passos galgou as montanhas
Escondendo o rosto numa imensidão de estrelas.

.
A CANÇÃO DO DELIRANTE AENGUS (1899)
Eu fui para uma floresta de nogueiras,
Porque minha mente estava inquieta,
Eu colhi e limpei algumas nozes,
E apanhei uma cereja, curvando o seu fino ramo;
E, quando as claras mariposas estavam voando,
Parecendo pequenas estrelas, flutuando erráticas,
Eu lancei framboesas, como gotas, em um riacho
E capturei uma pequena truta prateada.
Quando eu a coloquei no chão
E fui soprar para reativar as chamas,
Alguma coisa moveu-se e eu pude ouvir,
E, alguém me chamou pelo meu nome:
Apareceu-me uma jovem, brilhando suavemente
Com flores de maçãs nos cabelos
Ela me chamou pelo meu nome e correu
E desapareceu no ar, como um brilho mais forte.
Talvez eu esteja cansado de vagar em meus caminhos
Por tantas terras cheias de cavernas e colinas,
Eu vou encontrar o lugar para onde ela se foi,
E beijar seus lábios e segurar suas mãos;
Caminharemos entre coloridas folhagens,
E ficaremos juntos até o tempo do fim do tempo, colhendo
As prateadas maçãs da lua,
As douradas maçãs do sol.

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A ROSA DO MUNDO
Quem sonhou que a beleza passa como um sonho?
Por estes lábios vermelhos, com todo o seu magoado orgulho,
Tão magoados que nem o prodígio os pode alcançar,
Tróia desvaneceu-se em alta chama fúnebre,
E morreram os filhos de Usna.

Nós passamos e passa o trabalho do mundo:
Entre humanas almas que se agitam e quebram
Como as pálidas águas e seu fluxo invernal,
Sob as estrelas que passam, sob a espuma do céu,
Vive este solitário rosto.

Inclinai-vos, arcanjos, em vossa incerta morada:
Antes de vós, ou de qualquer palpitante coração,
Fatigado e gentil alguém esperava junto ao seu trono;
Ele fez do mundo um caminho de erva
Para os seus errantes pés.

(tradução: José Agostinho Baptista)
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VERSOS ESCRITOS EM DESALENTO
Quando é que eu vi pela última vez
Os olhos verdes redondos e os corpos longos vacilantes
Dos leopardos escuros da lua?
Todas as bruxas selvagens, aquelas senhoras muito nobres,
Por todas as suas vassouras e as suas lágrimas,
Suas lágrimas de raiva, fugiram.
Os santos centauros das colinas desapareceram;
Não tenho nada para além do amargado sol;
Banida mãe lua heróica e desaparecida,
E agora que cheguei aos cinquenta anos
Tenho que aguentar o tímido sol.

( tradução: António de Campos )
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COM O TEMPO A SABEDORIA
Embora muitas sejam as folhas, a raiz é só uma;
Ao longo dos enganadores dias da mocidade,
Oscilaram ao sol minhas folhas, minhas flores;
Agora posso murchar no coração da verdade.

(tradução: José Agostinho Baptista)
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UMA CAPA
Uma capa fiz do meu canto
Debaixo a cima
Bordada
De antigas mitologias;
Mas tomaram-na os tolos
Para exibi-la ao mundo
Como se por eles fora lavrada.
Deixa, canto, que a tomem
Pois maior feito existe
Em andar nú.

(tradução: José Agostinho Baptista)
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OS CINES SELVAGENS DE COOLE
Em sua outonal beleza estão as árvores,
Secas as veredas do bosque;
No crepúsculo de Outubro as águas
Reflectem um céu tranquilo;
Nessas transbordantes águas sobre as pedras
Banham-se cinquenta e nove cisnes.

Dezenove outonos se passaram desde que
Os contei pela primeira vez;
E, enquanto o fazia, vi
Que de repente todos se erguiam
E em largos círculos quebrados revolteavam
As clamorosas asas.

Contemplei esses seres resplandecentes,
E agora há uma ferida no meu coração.
Tudo mudou desde o dia em que ouvindo ao crepúsculo,
Pela primeira vez nesta costa,
A alta música dessas asas sobre a minha cabeça,
Com mais ligeiro passo caminhei.

Infatigáveis, amante com amante,
Movem-se nas frias
E fraternas correntes ou elevam-se nos ares;
Os seus corações não envelheceram;
Paixão ou conquista solicitam ainda
Seu incerto viajar.
Mas vagueiam agora pelas quietas águas,
Misteriosos, belos;
Entre que juncos edificarão sua morada,
Junto a que lago, junto a que charco,
Deliciarão o olhar do homem quando um dia eu despertar
E descobrir que voando se foram?

(tradução: José Agostinho Baptista)
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MORTE
Nem temor nem esperança assistem
Ao animal agonizante;
O homem que seu fim aguarda
Tudo teme e espera;
Muitas vezes morreu,
Muitas vezes de novo se ergueu.
Um grande homem em sua altivez
Ao enfrentar assassinos
Com desdém julga
A falta de alento;
Ele conhece a morte até ao fundo —
O homem criou a morte.

(tradução: José Agostinho Baptista)
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TUDO PODE TENTAR-ME
Tudo pode tentar-me a que me afaste deste ofício do verso:
Outrora foi o rosto de uma mulher, ou pior —
As aparentes exigências do meu país regido por tolos;
Agora nada melhor vem à minha mão
Do que este trabalho habitual. Quando jovem,
Não daria um centavo por uma canção
Que o poeta não cantasse de tal maneira
Que parecesse ter uma espada nos seus aposentos;
Mas hoje seria, cumprido fosse o meu desejo,
Mais frio e mudo e surdo que um peixe.

(tradução: José Agostinho Baptista)
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A ESPORA
Parece-te horrível que luxúria e ira
Cortejem a minha velhice;
Quando jovem não me flagelavam assim;
Que mais tenho eu que me esporeie até cantar?


(tradução: José Agostinho Baptista)
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Via Amélia Vieira
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=474251942782387&set=a.271616623045921.1073742131.100005927551960&type=3&theater
***
Via Maria Elisa Ribeiro:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1445724702110761&set=a.104671869549391.10003.100000197344912&type=3&theater
O PRAZER DO DIFÍCIL
Tradução: Augusto de Campos

O prazer do difícil tem secado
A seiva em minhas veias. A alegria
Espontânea se foi. O fogo esfria
No coração. Algo mantém cerceado
Meu potro, como se o divino passo
Já não lembrasse o Olimpo, a asa, o espaço,
Sob o chicote, trêmulo, prostrado,
E carregasse pedras. Diabos levem
As peças de teatro que se escrevem
Com cinqüenta montagens e cenários,
O mundo de patifes e de otários,
E a guerra cotidiana com seu gado,
Afazer de teatro, afã de gente,
Juro que antes que a aurora se apresente
Eu descubro a cancela e abro o cadeado.