15/07/2016

4.459.(15jul2016.8.22') Batalhas Históricas: Lepanto, Grunwald e Actium

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http://www.lepanto.com.br/historia/a-batalha-de-lepanto/
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http://www.areamilitar.net/HISTbcr.aspx?N=78
A batalha de Lepanto, entre reinos cristãos e os turcos foi a maior batalha naval no Mediterrâneo depois da batalha de Actium em 31 Antes de Cristo.

A batalha teve como objectivo impedir a progressão dos Turcos Otomanos, depois que estes tomaram possessões da República de Veneza no Mediterrâneo oriental.

Veneza recorreu ao Papa, para que tentasse organizar uma aliança com os países do Mediterrâneo Ocidental, tradicionais rivais de Veneza, com o objectivo de impedir a progressão de um poder otomano que acabaria por ser negativo para todos os países.

O Papa iniciou então uma série de contactos com os países cristãos do ocidente. A França não participou em qualquer iniciativa, aliás até porque tinha praticamente sido expulsa do mediterrâneo pelos países pertencentes ao Sacro Império de Carlos V, que posteriormente passou para Filipe II.

A monarquia dos Habsburgos[1] tinha interesses importantes no Mediterrâneo, porque alguns dos seus reinos mais importantes, dependiam do comércio nesse mar para sobreviver e manter as suas economias baseadas no comércio. A Coroa de Aragão e os seus reinos de Valência e Nápoles, bem como os seus aliados de Génova estavam a favor de uma intervenção do monarca.

Evidentemente que para criar uma força capaz de enfrentar os turcos, seriam necessários navios e homens, e é baseado nesse binómio que se vai criar a Santa Liga.


Mapa do Mediterrâneo: A esquadra cristã reuniu-se em Messina.
A República de Veneza, que era quem se sentia directamente mais ameaçada, construiria uma frota de mais de 100 navios de guerra. A essa frota juntam-se cerca de 40 navios do Papa, de Génova e de outros pequenos estados e mais 36 navios dos reinos espanhóis de Filipe II, juntamente com 11 galeras de Génova, mas subsidiadas pelos cofres do Reino de Castela.

Embora com uma participação relativamente reduzida em termos de navios os Habsburgos participariam com a maior parte da gente de guerra, ou seja os soldados que deveriam combater quando os navios das duas esquadras entrassem em contacto.
Dos cerca de 30.000 homens de armas que deveriam embarcar, dois terços eram pagos pela coroa dos Habsburgos e os restantes por venezianos, genoveses, estados do Papa e cavaleiros da Ordem de Malta.

Depois de várias movimentações e após a esquadra se ter reunido em Messina, no estreito que separa a península itálica da Sicília, a frota dirige-se para oriente para enfrentar os turcos, que julgava serem em menor numero.

As duas frotas enfrentam-se na manhã do dia 7 de Outubro e cada uma delas divide-se em três grupos. 

O principal combate ocorre no grupo central, quando as forças turcas sob o comando de Ali Pashá atacam directamente a engalanada Galera Real onde seguia Juan de Áustria


Na imagem: Galeaça (topo) e Galé de Veneza. A Sereníssima República construiu a maioria dos navios da esquadra cristã.
Ocorre que a disposição da frota cristã, incluía um tipo de navio construído nos arsenais de Veneza, o qual tinha sido mantido secreto.
Em frente da primeira linha central das forças de galeras cristãs, foram colocadas duas grandes Galeaças venezianas. Estes navios, tinham uma mobilidade reduzida, mas ao contrário das galeras, tinham um castelo de proa redondo equipado com nove canhões e ao mesmo tempo dispunham de seis canhões que permitiam disparar bordadas contra as galeras turcas.

Quando a frota turca, segue a grande galera de Ali Pashá, que se atira contra o navio de Juan de Áustria, sofre um intenso ataque de artilharia das enormes galeaças venezianas. Quando os navios turcos e cristãos se engancham, vários ocorrem para ajudar no combate, tendo lugar praticamente um combate terrestre a bordo de vários navios encostados uns aos outros numa enorme confusão de fumo, sangue e pólvora.

Porém, os navios turcos que vão em socorro da galera de Ali Pashá, não conseguem chegar sem antes serem fortemente bombardeados pelos lentas e desajeitadas galeaças de Veneza, que embora desajeitadas contam com 40 canhões de vário tipos.

Nestas condições as forças cristãs conseguem vantagem táctica, porque conseguem fazer chegar navios frescos à refrega, enquanto que os turcos não o conseguem fazer. É assim afundado o navio de Ali Pashá e o destino da batalha começa a tornar-se óbvio.

Entretanto, as galeaças que tinham sido deixadas para trás, voltam lentamente para a refrega, utilizando o poder dos seus 40 canhões, para destruir ou danificar muitos dos navios turcos que entretanto se tinham desviado para norte.

As outras duas batalhas que ocorreram com as restantes divisões, também acabaram por ser favoráveis aos cristãos, mercê da superioridade da artilharia dos navios venezianos e da intervenção de uma pequena esquadra de reserva de cerca de 30 galeras comandadas por Álvaro de Bazan.

A Batalha de Lepanto, foi a mais memorável vitória militar de Veneza, e o dia passou a ser feriado nacional. Ela marcou que também no Mediterrâneo, era o poder dos canhões de navios pesados que decidia o destino dos conflitos.

Para a coroa dos Habsburgos, a batalha também foi um sucesso, mas os comandantes Hispânicos não conseguiram retirar nenhum tipo de lição da batalha, e concluíram que a batalha se ganhou por causa da capacidade dos seus navios transportarem homens em quantidade para vencer a refrega no mar, com infantaria e não por causa da artilharia.

Esse tremendo erro de análise, viria a assombrar o império dos Áustrias, e acabaria por influenciar o resultado da batalha que haveria de ocorrer 17 anos depois, com aquela que ficou conhecida pelos britânicos como Armada Invencível.

Ao ter tirado conclusões erradas, os comandantes militares hispânicos não entenderam que a realidade da guerra naval tinha efectivamente mudado. Essa falha e o erro nas conclusões tiradas permitem afirmar que embora com uma vitória, é em Lepanto, que começa o longo declínio naval do império dos Habsburgos espanhóis.

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15jul1410
Batalha de Grunwald
Teutónicos queriam converter para o cristianismo a população pagã da Prússia oriental - História da Polónia
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Os Cavaleiros teutónicos foram derrotados nesta batalha
Battle of Grunwald by Jan Matejko (1878)
Battle of Grunwald by Jan Matejko (1878)
http://www.historytoday.com/richard-cavendish/battle-grunwald

(tradução via tradutor Google)
Fundada na Terra Santa em 1190, os Hospitalários de Santa Maria dos teutões em Jerusalém, ou Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, logo se mudou para a Europa Oriental. Com o apoio dos imperadores romanos santamente e do papado, na década de 1230 eles partiram para conquistar a Prússia oriental do rio Vístula e para converter sua população pagã ao cristianismo. Os cavaleiros cortar a Polónia fora do Báltico e pelos 1.346 que governou a costa do Mar Báltico a partir do Vístula à Estónia e do Golfo da Finlândia, o que naturalmente despertou intensa oposição dos poloneses e lituanos. Os poloneses já estavam Católica Romana e em 1386 a Rainha da Polônia se casou com o grão-duque da Lituânia, que, como parte do acordo também se tornou governante da Polónia e aceitou o catolicismo romano para o seu povo, removendo principal justificativa dos cavaleiros para as suas actividades de cruzada. Em julho 1410 um exército polaco-lituana invadiu a Prússia e marcharam em direção a fortaleza da Ordem em Marienburg (Malbork agora na Polônia). O movimento levou os cavaleiros de surpresa e os exércitos opostos colidiram perto do amanhecer nos campos perto das aldeias de Tannenberg e Grunwald. Os cavaleiros eram comandados por seu Grão-Mestre, Ulrich von Jungingen, os poloneses e lituanos por seu rei e seu grão-duque. relatos contemporâneos do que aconteceu são extremamente esboçado, embora alguns cronistas sublinhou que os cavaleiros foram muito menor número. O exército polaco-lituana alinhada com a cavalaria pesada polonesa no lado esquerdo ea cavalaria ligeira Lituano à direita. Aparentemente, eles foram acompanhados por batedores tártaros comandado por um ex-Khan da Horda de Ouro e os guerreiros da Boémia sob o líder hussita Jan Zizka. Depois de horas de luta feroz von Jungingen liderou uma força de cavaleiros que ele tinha mantido na reserva em uma acusação contra os poloneses, na esperança de matar o rei polonês, mas ele foi morto a si mesmo, a carga falhou e exército da Ordem quebrou. Alguns cavaleiros fugiram para a floresta e pântanos próximos, outros retiraram-se para a aldeia de Grunwald, onde organizaram uma defesa de vagões amarrados com correntes (em antecipação dos séculos Wild West mais tarde). A defesa foi quebrado e foi dito que o povo da aldeia se juntaram no abate e mais corpos foram encontrados lá do que em qualquer outro lugar no campo de batalha. Os cavaleiros realizaram a sua fortaleza de si Marienburg, mas muitos castelos da Prússia se rendeu aos poloneses e lituanos. Para fazer a paz em 1411 a Ordem teve que pagar uma indenização substancial. A vitória Lituano Polonês marcou o início do declínio dos Cavaleiros Teutônicos como uma potência militar e a batalha foi classificada desde então como um dos mais importantes de toda a história polaca.
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batalha de Actium em 31 Antes de Cristo.

02 de Setembro de 31 a.C. : Batalha de Actium: As forças de Octávio derrotam as esquadras de Marco António e Cleópatra.



Batalha naval ocorrida a 2 de Setembro de 31 a. C., na antiga Grécia, perto do promontório de Áccio - consagradoa Apolo -, à entrada do Golfo de Arta. Também conhecida como batalha de Ácio, opôs Marco António a Octávio, ofuturo imperador romano Augusto, e foi favorável a este último. A frota de Octávio era comandada por Marco Agripa e a de António apoiada pelos barcos de guerra da rainha Cleópatra do Egipto. O resultado foi uma vitória decisiva de Octávio, que findou a oposição ao seu poderio crescente. Esta data é por isso usada para marcar o fim da República e início do Império Romano.


Após o fim do segundo triunvirato em 32 a. C., o poder Romano dividia-se entre as intenções de Octávio e MarcoAntónio. O primeiro contou com o apoio de um contingente militar novo, defendendo o Ocidente das ameaças doOriente, simbolizado por António, que se apoiava na grande nobreza, e que mantinha uma forte ligação com oEgipto e com a sua rainha, Cleópatra.

Com o apoio do senado, Octávio declarou guerra ao Egipto. O apoio de António à rainha egípcia envolveu-o nacontenda e, em Áccio, deu-se o confronto, vencido por Octávio. As duas frotas eram constituídas por cerca de 400 navios cada uma. Este número é apenas uma estimativa, visto que as fontes históricas são contraditórias neste aspecto. A táctica usada por Marco António foi valer-se da maior tonelagem das suas embarcações, carregá-las com artilharia e bombardear o inimigo. No entanto, os barcos comandados por Marco Agripa eram mais leves e manobráveis e conseguiram evitar estas investidas e eliminar o perigo. Durante a luta, Cleópatra decidiu fugir e António depressa a seguiu. A fuga do comandante não foi descoberta e a luta prosseguiu até Agripa conseguir incendiar e afundar a frota de António. António retirou as suas tropas naesperança de poder combater o seu adversário mais tarde no Egipto ou na Síria. Contudo, o abandono das suaslegiões retirou-lhe qualquer hipótese de resistência. Marco António suicidou-se em Julho e Cleópatra em Agosto,data em que Octávio se apoderou do Egipto. Uma referência à batalha é feita na Eneida de Virgílio.
Batalha de Áccio2 de Setembro de 31 a.C., por Lorenzo A. Castro, pintada em 1672
Disposição das tropas durante a batalha de Áccio