20/07/2016

6.166.(20jul2016.13.31') Calouste Gulbenkian

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Nasceu a 23mar1869
e morreu a 20jul1955
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http://ensina.rtp.pt/artigo/gulbekian/

Calouste Gulbenkian (1869-1955) chegou a Portugal durante a 2ª Guerra Mundial e apaixonou-se pelo país, ficando aqui a residir. Após a morte deixou a fortuna para criar uma fundação, com o objetivo fomentar a cultura nacional, e que tem o seu nome.

Nasceu na Turquia e estudou em Inglaterra, adotando mais tarde a nacionalidade daquele país .
Filho de famílias ricas, aumentou a fortuna pessoal utilizando os seus conhecimentos para mediar negociações entre países orientais e europeus que procuravam novas fontes de matérias-primas energia, nomeadamente, petróleo.
Em 1942 chegou a Portugal. Vinha adoentado e na confusão da guerra acabou por ficar mais tempo do que previra, apaixonando-se pelo país.
Deixou parte da sua fortuna e da sua coleção de arte a uma fundação criada com o seu nome. Trata-se de uma das mais importantes fundações culturais do país.
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http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2017/03/23-de-marco-de-1869-nasce-calouste.html

23 de Março de 1869: Nasce, Calouste Gulbenkian, mecenas e coleccionador de arte

Calouste Gulbenkian nasceu em Scutari, Istambul, a 23 de Março de 1869, filho de Sarkis e Dirouhie Gulbenkian, membros de uma ilustre família arménia cujas origens remontam ao século IV. 
Calouste Gulbenkian começou os seus estudos em Kadikoy (Calcedónia), primeiro na escola Aramyan-Uncuyan, depois na escola francesa de St. Joseph. Esteve em Marselha, a aprofundar os conhecimentos de francês. Foi no King's College de Londres, que se diplomou, com distinção, em engenharia (1887). 
Aos 22 anos, Calouste Gulbenkian viajou pela Transcaucásia e visitou os campos petrolíferos de Baku. Corria o ano de 1891. A jornada inspirou a escrita de um livro - «La Transcaucasie et la Péninsule d'Apchéron - Souvenirs de Voyage» - do qual alguns capítulos foram reproduzidos na «Revue des Deux Mondes» com o título «Le pétrole, source d' énergie». Detentor de uma fortuna colossal, o bem sucedido homem de negócios tornara-se num dos mais notáveis coleccionadores de arte do século XX.
A paixão de Calouste Gulbenkian pela arte revela-se cedo. É acima de tudo a beleza dos objectos que lhe interessa. Junta ao longo da vida, ao sabor das viagens e conduzido pelo seu gosto pessoal, por vezes após longas e laboriosas negociações com os melhores peritos e comerciantes especializados, uma colecção muito eclética, única no mundo. São hoje mais de 6000 peças, desde a Antiguidade até ao princípio do sec. XX. O seu apego às obras que vai adquirindo é tal que as considera suas filhas. 
 Em busca de tranquilidade, chegou a Lisboa em Abril de 1942, tendo passado os últimos treze anos da sua vida no Hotel Aviz, onde viria a morrer a 20 de Julho de 1955. 
Reconhecido pela boa hospitalidade “que nunca havia sentido em mais lado nenhum”, presenteou, entre 1949 e 1952, o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa com um importante núcleo de azulejos oriundos do Médio Oriente, uma escultura egípcia do período ptolomaico, um torso grego do século V a.C., bem como um notável conjunto de arte europeia com obras de Lucas Cranach, o Velho, Van Dyck, Largillière, Hubert Robert, Reynolds, Hoppner, Dupré, Courbet e Rodin.
Fontes:www.gulbenkian.pt/
wikipedia (imagens)

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20jul1956
inaugurada a Fundação
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20jul2016
60 anos da fundAÇÃO Gulbenkian...que bELOS momentos vivi neste territóRIO de Lisboa...vou abriR postAGEm no UNIR
Calouste Gulbenkian
https://gulbenkian.pt/fundacao/calouste-sarkis-gulbenkian/
Graças à sua persistência, capacidade negocial e flexibilidade para acomodar novos interesses e adaptar-se a novas situações, foi ganhando um respeito considerável nos meios ligados à indústria petrolífera. No resto do mundo, era conhecido simplesmente como “Senhor Cinco por cento”, um dos homens mais ricos do mundo.
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O jardim
https://gulbenkian.pt/jardim/
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página no face
https://www.facebook.com/fundacaocaloustegulbenkian/?pnref=story
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A 20 de Julho, para comemorar o Dia do Fundador, o Museu Calouste Gulbenkian e todas as exposições temporárias terão entrada gratuita, entre as 10h00 e as 18h00.
Venha celebrar connosco!

https://www.facebook.com/fundacaocaloustegulbenkian/photos/a.57085473906.71677.49386033906/10153763826323907/?type=3&theater
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20jul1955
http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2016/07/20-de-julho-de-1955-morre-em-lisboa.html

20 de Julho de 1955: Morre em Lisboa, Calouste Gulbenkian, mecenas e coleccionador de arte

Calouste Gulbenkian nasceu em Scutari, Istambul, a 23 de Março de 1869, filho de Sarkis e Dirouhie Gulbenkian, membros de uma ilustre família arménia cujas origens remontam ao século IV. 
Calouste Gulbenkian começou os seus estudos em Kadikoy (Calcedónia), primeiro na escola Aramyan-Uncuyan, depois na escola francesa de St. Joseph. Esteve em Marselha, a aprofundar os conhecimentos de francês. Foi no King's College de Londres, que se diplomou, com distinção, em engenharia (1887). 
Aos 22 anos, Calouste Gulbenkian viajou pela Transcaucásia e visitou os campos petrolíferos de Baku. Corria o ano de 1891. A jornada inspirou a escrita de um livro - «La Transcaucasie et la Péninsule d'Apchéron - Souvenirs de Voyage» - do qual alguns capítulos foram reproduzidos na «Revue des Deux Mondes» com o título «Le pétrole, source d' énergie». Detentor de uma fortuna colossal, o bem sucedido homem de negócios tornara-se num dos mais notáveis coleccionadores de arte do século XX.
A paixão de Calouste Gulbenkian pela arte revela-se cedo. É acima de tudo a beleza dos objectos que lhe interessa. Junta ao longo da vida, ao sabor das viagens e conduzido pelo seu gosto pessoal, por vezes após longas e laboriosas negociações com os melhores peritos e comerciantes especializados, uma colecção muito eclética, única no mundo. São hoje mais de 6000 peças, desde a Antiguidade até ao princípio do sec. XX. O seu apego às obras que vai adquirindo é tal que as considera suas filhas. 
 Em busca de tranquilidade, chegou a Lisboa em Abril de 1942, tendo passado os últimos treze anos da sua vida no Hotel Aviz, onde viria a morrer a 20 de Julho de 1955. 
Reconhecido pela boa hospitalidade “que nunca havia sentido em mais lado nenhum”, presenteou, entre 1949 e 1952, o Museu Nacional de Arte Antiga de Lisboa com um importante núcleo de azulejos oriundos do Médio Oriente, uma escultura egípcia do período ptolomaico, um torso grego do século V a.C., bem como um notável conjunto de arte europeia com obras de Lucas Cranach, o Velho, Van Dyck, Largillière, Hubert Robert, Reynolds, Hoppner, Dupré, Courbet e Rodin.
Fontes:www.gulbenkian.pt/
wikipedia (imagens)

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26maio2015 - expresso

Gulbenkian. "Os homens do petróleo são como gatos"


http://expresso.sapo.pt/cultura/2015-05-26-Gulbenkian.-Os-homens-do-petroleo-sao-como-gatos

A historiadora Fernanda Rollo apresentou esta terça-feira a tradução portuguesa de "Pantaraxia - Autobiografia", de Nubar Gulbenkian. Um livro que conta histórias picarescas e questiona o testamento de seu pai, Calouste Gulbenkian. 

"Os homens do petróleo são como gatos, costumava dizer meu pai. Uma pessoa nunca sabe, quando os ouve, se estão a lutar ou a fazer amor" é uma das frases que se lê na contracapa do livro "Pantaraxia - Autobiografia", de Nubar, filho do grande mecenas da cultura e investigação em Portugal.  Além de ser um curioso relato de intrigas e episódios, muitos deles picarescos, o livro divulga 13 cartas trocadas entre Lorde Radcliffe e Azeredo Perdigão, os dois advogados de Calouste Gulbenkian, a propósito da fixação ou não em Portugal da Fundação que tem o seu nome.

Radcliffe e Perdigão tinham ideias diferentes sobre a forma como deveria ser executado o testamento do magnata arménio do petróleo, e sobre se a fundação que foi criada em 1956 deveria ficar ou não em Portugal. Salazar interveio no processo com o objetivo de defender os interesses do Estado português. 

Nas palavras de Nubar, "Cyril Radcliffe só se retirou após ter explorado todos os meios ao seu dispor para alcançar uma conclusão satisfatória". "Obteve aconselhamento jurídico de dois distintos professores portugueses. Teve duas longas conversas com o primeiro-ministro português, Dr. Salazar. Falou com outros ministros do Governo português. Manteve uma correspondência prolongada e detalhada com o Dr. Perdigão, que inicialmente acreditava estar a atuar como intermediário entre ele o Governo português. Teve mais discussões com o então Embaixador português em Londres. Desde o início até à sua decisão de não aceitar a presidência do Conselho, em junho de 1956, quase um ano após a morte de meu pai, Lord Radcliffe e eu mantivemos estreito contacto.".

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José Rodrigues dos Santos sobre o romance que escreveu
https://www.publico.pt/culturaipsilon/jornal/quando-calouste-e-kaloust-a-sua-vida-romanesca-da-um-romance-27130038
O Homem de Constantinopla é o primeiro romance sobre Gulbenkian. José Rodrigues dos Santos imaginou a vida do filantropo e mostra como era um dos homens mais ricos do mundo. Mas é ficção
Quando Calouste Sarkis Gulbenkian morreu, em 1955, a revista norte-americana Time, no obituário a que deu o título Oil: Mr. 5%, atribuía-lhe uma frase que se poderia constituir como o traço de uma personalidade: "Tenho apenas um amigo e o seu nome é solidão." A história do homem que, com a fundação criada no ano seguinte teria um papel decisivo na cultura e na ciência em Portugal, foi agora romanceada por um dos autores portugueses que mais vendem, o jornalista José Rodrigues dos Santos.
A história de Gulbenkian não é completamente desconhecida, nem os detalhes sobre um perfil de excentricidade são uma novidade, mas o romance, que se apresenta dividido em dois volumes - O Homem de Constantinopla, lançado ontem em Lisboa e que segue o "rapaz mais esperto de Trebidonza", na velha Turquia, até se transformar no "senhor 5%", já em Londres; o segundo, Um Milionário em Lisboa, que dá mais atenção à criação da fundação, só sairá em Novembro - é a tentativa de "usar a ficção para nos ajudar a compreender Calouste", diz Rodrigues dos Santos ao PÚBLICO. "Mas o veículo que corporiza essa compreensão não é Calouste, é Kaloust", sublinha, antecipando eventuais críticas dos que venham a ler este romance como um relato factual da vida do maior filantropo do país. Os dois volumes são obra de "um romancista e não de um biógrafo", insistiu, e o seu protagonista é apenas "uma figura de ficção inspirada em Calouste Gulbenkian [1869-1955]".
Por isso, explica, não consultou arquivos, baseando a investigação, "sobretudo, em matéria biográfica já publicada e numa conversa que [teve] com o filho de Azeredo Perdigão". Falar com os descendentes do milionário arménio nascido em Istambul que escolheu deixar a Portugal boa parte da sua fortuna e da sua riquíssima colecção de arte foi uma hipótese que pôs de lado depois de "contactos indirectos através dos quais [foi] informado de que a família Gulbenkian desencoraja[va] qualquer investigação em torno de Calouste".
Contactada pelo PÚBLICO a Fundação informou, contudo, que os dois membros da família que pertenceram ao conselho de administração, Mikhael Essayan, o filho, e Martin Essayan, neto, não foram contactados. Na apresentação de ontem, na Sociedade de Geografia, esteve um sobrinho-neto, Mikaël Gulbenkian, que Rodrigues dos Santos contactou há dias e que leu no livro "uma homenagem extraordinária ao filho de Gulbenkian, Nubar, uma figura muito injustiçada neste país, e também um homem brilhante".
Nubar, que no livro dá pelo nome de Krikor, é chamado a Lisboa quando o pai está quase moribundo e encontra nos seus papéis dois volumes intituladosUm Homem em Constantinopla Um Milionário em Lisboa, que lhe dão conta da vida e do modo como Kaloust construiu o seu império.
De certa forma, Rodrigues dos Santos emula assim o gesto que Nubar teve ao passar a Ralph Hewins as memórias do pai, até agora inéditas, que estariam na base de O Senhor Cinco Por Cento, uma biografia que a fundação não reconhece como oficial e que foi editada em 1957 em Inglaterra (em português existe apenas desde 2009, com a chancela da Texto). É fácil reconhecer no primeiro volume do romance, que termina com o início da Primeira Guerra Mundial, quando o filantropo que enriqueceu com o comércio mundial de petróleo tinha 45 anos, muita da informação que Hewins avança, no que toca à vida particular de Gulbenkian, mas também aos negócios.
No lançamento de ontem o autor falou da forma como a fundação foi criada, tema que aparece no segundo volume, explicando que "a razão pela qual Gulbenkian trouxe a fundação para Portugal foi para não pagar impostos", acrescentando que vivia num hotel, o Aviz, "também para fugir ao fisco". De fora da apresentação ficaram, compreensivelmente, temas que se adivinham polémicos, como "o problema da corrupção" e o facto de, como disse ao PÚBLICO o escritor, "Gulbenkian ter sempre uma menina menor à sua disposição". Estas e outras questões são também abordadas pelo autor britânico Ralph Hewins, que teve acesso às memórias de Gulbenkian e a Nubar para escrever O Senhor Cinco por Cento, mas em cuja obra o académico Jonathan Conlin não confia: "[É uma biografia] inexacta, até nos elementos mais básicos", garantiu por email.
Conlin, da Universidade de Southahampton, dirige uma equipa de investigadores que entre 2018 e 2019 lançará, nos 150 anos do nascimento de Gulbenkian, uma biografia que, diz, "será a primeira baseada nas fontes em arquivo".
Os interesses de Gulbenkian, explica o coordenador, "espalharam-se pelo mundo e qualquer biógrafo que lhe queira fazer justiça necessita, naturalmente, de consultar os arquivos, tanto os privados como os públicos, os das empresas e os de Estado, numa diversidade de países, dos Estados Unidos a Inglaterra, de França e Portugal à Turquia e Rússia". O material a ter em consideração é vasto, sublinha, acrescentando que não seria possível trabalhá-lo sem a ajuda de uma equipa ou o apoio da universidade e da Fundação, que financiou a iniciativa da universidade em 300 mil libras (355 mil euros) e abriu os seus arquivos, não tendo contudo, salientou o autor e confirmou a Fundação, qualquer controlo sobre o resultado final.
Definitivamente ficção?
Mas a questão que o romance de Rodrigues dos Santos coloca é de outra ordem, porque, não se cansa de sublinhar, o autor não tem nenhum compromisso com o rigor, embora reconheça partir de factos. A ficção serve-lhe sobretudo, explica, para dar vida a acontecimentos históricos e "preencher as lacunas" de discurso não ficcional, "muito espartilhado por hipóteses e documentação". "O poder da ficção", entre outros, é o de permitir "partilhar experiências": "De repente não estamos no comboio a ir para o trabalho, estamos a ver Kaloust Sarkisian a viajar no Expresso do Oriente, a atravessar o Bósforo, a seduzir a filha do banqueiro ou a fechar o negócio que fará dele o homem mais rico do mundo."
Com 50 mil exemplares lançados ontem no mercado, O Homem de Constantinopla apresenta-se como um fresco sobre um milionário que até ao fim da vida quis responder a uma pergunta: "O que é a beleza?"
Kaloust dirá a Madame Duprés, o que o autor imagina (e escreve) que Calouste terá dito a Elize, sua secretária: "A menina que actualmente ocupa a minha suite já completou 18 anos. O seu prazo de validade está esgotado. Quando eu regressar de Londres, faça o favor de a dispensar." Duprés oferecer-lhe-á dez mil francos, "o habitual", até Kaloust lhe dizer: "Esta manhã fui tomar o pequeno-almoço ao Procope e reparei numa empregada novinha que eles agora lá têm. [...] Fale com ela e prepare-a como de costume... Flores, jóias da Cartier e tudo o resto!"
Ralph Hewins escreve que "um dos deveres [de Elize Soulas] era tratar do embelezamento da matéria prima de Gulbenkian. Por vezes, ele avistava uma rapariga simples num café, ou até na rua, e decidia imediatamente que ela tinha estofo de obra de arte". E Francisco Corrêa Guedes, autor de outra biografia do filantropo arménio (Calouste Gulbenkian, Uma Reconstituição, Gradiva, 1992) descreve que Gulbenkian "exigia que entre as recrutadas estivessem obrigatória e permanentemente jovens com idade inferior a 17-18 anos".
No romance episódios como este são frequentes e Rodrigues dos Santos diz que teve "o cuidado de os inserir no contexto da época e da mentalidade então dominante". São, acrescenta, "coisas moral e eticamente complicadas", porém, "naquele tempo eram encaradas como normais". Basta dizer que, em 1892, Calouste se casou, aos 23 anos, com Nevarte, então com 17, depois de vários anos de corte.
A mesma distância de época é precisa para lidar com o modo Gulbenkian aprendeu a negociar, baseando-se no pagamento de subornos, prática que Rodrigues dos Santos diz ter sido "corrente no Império Otomano", sem "a carga negativa que hoje lhe é associada".
Não seria preciso que o autor escrevesse que "a vontade de negociar era, em Kaloust, um instinto". "Ele tinha o espírito mais fascinante e mais poderoso também que alguma vez tinha encontrado. Era uma experiência mágica vê-lo trabalhar num problema e vê-lo chegar à solução", disse a Corrêa Guedes o curador Kenneth Clark, a propósito de Calouste Gulbenkian. Clark, que foi director da National Gallery entre 1933 e 1945, é uma personagem no romance e apresentado como o homem que explicará a Kaloust "o que é a beleza". Num diálogo decorrido em frente à pintura Os Embaixadores, de Holbein, Rodrigues dos Santos sugere que uma conversa com o curador terá ajudado à definição: "A arte é uma forma complexa de cultura." Em Uma Reconstituição é o próprio Kenneth Clark que responde ao biógrafo Corrêa Guedes "que costumava conversar horas a fio" com Gulbenkian.
Para Rodrigues dos Santos, "há pormenores da vida pessoal, e em particular da vida sexual, que fazem parte da dimensão humana mas que estão naturalmente ausentes da documentação. [...] Quase tudo teve de ser romanceado: diálogos, situações, negócios. Claro que sei que essas situações e esses negócios ocorreram, há registo deles, mas a ficção tem de lhes dar vida."