08/11/2017

7.416.(8noVEMbro2017.13.31') 2.ª Grande Guerra

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3ouTUbro1941...Hitler anuncia a derrota da URSS...
Só que depois...A URSS conseguiu derrotar a besta-nazi
e começou a libertação
até Berlim!!!
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1seTEMbro1939
Invasão da Polónia pelos nazis: começo da II GGuerra
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01 de Setembro de 1939: Início da Segunda Guerra Mundial

Na madrugada de 1 de Setembro de 1939 foram disparados os primeiros tiros de uma guerra que acabaria com a derrota da Alemanha de Hitler pelas forças aliadas no ano de 1945.

Depois do incêndio do Reichstag, em fins de Fevereiro de 1933, os deputados passaram  reunir-se nas instalações da casa de ópera Krolloper, em Berlim. Seis anos após a tomada de poder pelo NSDAP (Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores) e do seu "Führer" Adolf Hitler (1898-1945), esses deputados  aceitavam submissos, as directrizes definidas pelo governo, sem qualquer autonomia para decisões próprias.

Todos os deputados eram membros do NSDAP e todos os outros partidos políticos estavam proibidos, os seus líderes tinham sido assassinados, presos, exilados ou silenciados de alguma outra forma. Naquele dia 1 de Setembro de 1939, reinava uma atmosfera de tranquilidade antes do início da sessão parlamentar.

Às 10 horas da manhã, Hitler tomou a palavra, afirmando que o Exército polaco teria invadido o território alemão "com soldados comuns", abrindo fogo. A Alemanha estaria a ripostar. Mais tarde, o governo nazi iria forjar um ataque de franco-atiradores polacos à emissora de rádio alemã em Gleiwitz, nas proximidades da fronteira polaca, atribuindo a esse facto a suposta razão da guerra. No ataque, afirmavam os nazis, teriam sido disseminadas palavras de ordem contra os alemães e um técnico teria sido assassinado. O ataque não passava de uma encenação, tendo sido executado sob o comando de Reinhard Heydrich, ao qual estava subordinado o Sicherheitsdienst (serviço secreto da SS).


Enquanto o entusiasmo entre os deputados era grande, a população mantinha-se relativamente contida. Para muitos, as lembranças da Primeira Guerra Mundial ainda estavam muito recentes na memória para qualquer espécie de júbilo em relação à notícia de um ataque à Polónia.

De início, as preocupações não eram justificadas, uma vez que o Exército alemão derrotou a Polónia em pouco mais de seis semanas. Em 1940, chegaria a vez da ocupação da Dinamarca e Noruega. No dia 10 de Maio de 1940, as tropas alemãs atacaram a Bélgica, Holanda e Luxemburgo e a seguir também a França.

No dia 21 de Junho de 1940, negociadores franceses assinaram um acordo de tréguas. Exactamente seis semanas e três dias após o seu início, a Blitzkrieg ("guerra relâmpago") terminava no oeste da Europa. Hitler era celebrado como o "maior comandante de todos os tempos". 

No mesmo ano (1941) em que a conquista da Inglaterra ("a batalha aérea pela Inglaterra") fracassava, as tropas alemãs ocupavam toda a região dos Balcãs e  posicionavam-se, em conjunto com as forças italianas (parceiras de aliança), no norte de África.

O Exército alemão e os seus aliados pareciam invencíveis. A mesma impressão tinha-se também por ocasião do início da guerra contra a União Soviética.

O ataque aéreo do Japão – aliado da Alemanha na guerra – à base naval norte-americana em Pearl Harbor, no dia 7 de Dezembro de 1941, mudaria, contudo, a situação de forma radical. Em função do ataque a Pearl Harbor, os EUA entraram na guerra contra a Alemanha. Em poucos meses, toda a economia norte-americana voltar-se-ia para a produção bélica.

Além deste fortalecimento dos Aliados, começaram as primeiras derrotas militares da Alemanha. Em finais de Janeiro de 1943, a batalha de Estalinegrado terminou com uma derrota fulminante das tropas alemãs sob o comando do general Friedrich Paulus. Essa derrota viria a marcar uma mudança de curso na Segunda Guerra Mundial.

A partir deste momento, as tropas soviéticas estavam a encurralar a Alemanha pelo leste, enquanto as forças aliadas se aproximavam pelo oeste. Em Abril de 1945, Berlim encontrava-se cercada por todos os lados, sendo bombardeada pelas forças adversárias. A capitulação alemã aconteceria no dia 9 de Maio de 1945.

A Segunda Guerra Mundial atingiu directamente cerca de 100 milhões de pessoas; 50 milhões morreram nos campos de batalha entre a África e o norte da Noruega ou em consequência da perseguição e morte ocorrida nos campos de concentração nazis.
wikipedia (Imagens)

Plik:Germans at Polish Border (1939-09-01).jpg
Invasão da Polónia por soldados alemães
Ficheiro:Julien Bryan - Look - 47270.jpg
Varsóvia em ruínas após o intenso bombardeio promovido pela Luftwaffe alemã durante a invasão da Polónia https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/09/01-de-setembro-de-1939-inicio-da.html
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1seTEMbro2014

75 anos depois, nova aproximação à fronteira russa.



segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Passam hoje 75 anos sobre a data que marca o início da invasão hitleriana da Polónia, dia normalmente considerado o primeiro da chamada Segunda Guerra Mundial. A data deve ser lembrada, não como mera efeméride que amanhã será imediatamente esquecida, mas como momento cujo significado histórico não pode ser ignorado.

Muitos lembrarão que se os alemães invadiram pelo ocidente, os soviéticos avançaram por oriente. A coisa, assim posta, gera as mais precipitadas conclusões. Sobre o assunto aconselho vivamente a leitura de "1939-1945: uma guerra desconhecida", de Paul-Marie de la Gorce, em boa hora editado pela antiga Editorial Caminho. O autor refere os esforços soviéticos para concertar posições com França, Inglaterra e Polónia, bem antes do muito referido (mas pouco compreendido) pacto germano-soviético, o tal que só foi assinado depois de em Munique franceses e ingleses terem acordado com a Alemanha a desgraça da Checoslováquia.

Paul-Marie de la Gorce refere, sobre o avanço soviético sobre solo polaco, que o Exército Vermelho procurava sobretudo ganhar o tempo e o espaço (físico) que a Polónia nunca lhe quis conceder, negando assim aos nazis uma aproximação inaceitável às fronteiras da URSS. Tratou-se pois de uma manobra defensiva, por oposição à invasão hitleriana, que teve objectivos ofensivos declarados, e que se enquadrava na estratégia de guerra do alto comando fascista.

Não forçando paralelismos, sempre perigosos e não raras vezes forçados, tenho-me lembrado muito do tema a propósito do avanço da NATO em direcção à fronteira russa, um movimento provocatório e de consequências imprevisíveis, que países como a Polónia, a Geórgia e agora também a Ucrânia muito têm feito por explorar.

A NATO, da qual Portugal faz parte (contrariando o artigo 7º da Constituição da República Portuguesa, que refere explicitamente que "Portugal preconiza a abolição do imperialismo, do colonialismo e de quaisquer outras formas de agressão, domínio e exploração nas relações entre os povos, bem como o desarmamento geral, simultâneo e controlado, a dissolução dos blocos político-militares e o estabelecimento de um sistema de segurança colectiva, com vista à criação de uma ordem internacional capaz de assegurar a paz e a justiça nas relações entre os povos."), sente-se dona e senhora de um mundo que - fora das fronteiras etnocêntricas do "Ocidente" - a começa a deplorar profundamente.

No dia em que se evocam os 75 anos do primeiro passo hitleriano em direcção à fronteira da URSS, a NATO aponta baterias directamente ao mais sacrificado dos povos da Guerra 1939-1945, avançando as fronteiras da sua influência imperial até ao Donbass. Fá-lo procurando aprisionar a Ucrânia dentro da teia que tem na Rússia (embora não apenas a Rússia) o seu alvo principal. Ao lado da NATO os nazis da Praça Maidan [1] [2]. A história tem caprichos deste calibre.

Notas:
[1] "Azov, o batalhão neonazi que vai defender Mariupol - É um dos batalhões mais ferozes de entre as dezenas que lutam ao lado do Exército oficial da Ucrânia. A sua missão é "liderar as raças brancas do mundo numa cruzada final pela sua sobrevivência"."
http://manifesto74.blogspot.pt/2014/09/75-anos-depois-nova-aproximacao.html
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10abril1945
NÃO ESQUECEMOS!!!...
Via José Eduardo Oliveira: 
"O nosso ideal é a construção de um mundo novo, na paz e na liberdade. Devemo-lo aos nossos camaradas mortos". Do juramento dos sobreviventes do campo de concentração nazi de Buchenwald, na Alemanha... libertado a 10 de Abril de 1945.
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10209482432812318&set=a.1029365188983.3914.1670949754&type=3&theater
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16jul1945...II Guerra Mundial. Explode a primeira bomba atómica no deserto do Novo México, EUA.
O teste “Trinity” no deserto de Novo México em Alamogordo vê explodir em 16 de Julho de 1945 às 05h29 minutos e 45segundos a primeira bomba atómica da história. O artefacto não foi lançado de avião, mas colocado numa torre, arrasada pela explosão enquanto a areia ao redor ficou vitrificada e um cogumelo de 300 metros de diâmetro se elevou.
Esta experiência marcou a concretização do Projecto Manhattan que permitiu construir três bombas nucleares. Esta primeira, denominada "Gadget", utilizou o plutónio, elemento químico radioactivo, explosivo termonuclear, como aquela que seria lançada em Nagasaki. O artefacto que explodiria sobre Hiroxima era constituído por urânio 235.
Planos para a construção de uma bomba de urânio pelos aliados foram elaborados em princípios de 1939, quando o físico italiano emigrado Enrico Fermi se encontrou com oficiais do Departamento da Marinha dos Estados Unidos para discutir o emprego de substâncias fissionáveis para fins militares. No mesmo ano, Albert Einstein escreveu ao presidente Franklin Roosevelt defendendo a teoria de que uma reacção nuclear descontrolada em cadeia teria um grande potencial como base para uma arma de destruição em massa.
Em Fevereiro de 1940, a Casa Branca concedeu um total de 6 milhões de dólares para as pesquisas científicas. Contudo, no começo de 1942, com os EUA já em guerra contra as potências do Eixo, um crescente temor que a Alemanha estivesse a trabalhar para ter a sua própria bomba de urânio levou o Departamento de Defesa a prestar uma atenção mais activa. Limitações de recursos para o projecto foram então removidas.
O brigadeiro-general Leslie R. Groves, ele próprio um engenheiro, ficou encarregado, com poderes especiais do projecto, buscando logo reunir os melhores cérebros científicos e descobrir como aproveitar o poder do átomo para levar a guerra a um fim decisivo. O Projecto Manhattan, assim chamado porque foi onde a pesquisa teve início, passaria por muitos lugares durante o período inicial da exploração teórica, o mais importante deles a Universidade de Chicago, onde Fermi conseguiu realizar com sucesso a primeira reacção em cadeia de fissão atómica.
Todavia, o projecto só assumiu formato definitivo no deserto do Novo México, onde, em 1943, o físico Robert Oppenheimer passou a dirigir o Projecto Y num laboratório em Los Alamos, ao lado de cérebros como Hans Bethe, Edward Teller e Enrico Fermi. Ali teoria e prática caminharam juntos, à medida que os obstáculos para alcançar a massa crítica – uma explosão nuclear – e a construção de uma bomba transportável foram sendo superados. Finalmente, na manhã de 16 de Julho, no deserto do Novo México, 200 quilómetros ao sul de Santa Fé, a primeira bomba atómica foi detonada. A questão crucial suscitada pelos EUA era sobre que país a bomba deveria ser lançada. A Alemanha, que era o alvo original, já havia capitulado incondicionalmente em 8 de Maio. Restava um único país beligerante, o Japão que estava agonizante.
Fontes: Opera Mundi


wikipedia (imagens)



O primeiro teste nuclear Trinity em 16 de Julho de 1945




 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/16-de-julho-de-1945-ii-guerra-mundial.html
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9ouTUbro1944
STALIN, CHURCHILL E O MUNDO REPARTIDO EM IALTA (UMA FANTASIA HISTÓRICA)
Em 9 de Outubro de 1944 Churchill chegou a Moscovo para se encontrar com Stalin. Por causa das eleições presidenciais dos EUA, a conferência tripartida com Roosevelt foi temporariamente adiada e Churchill mostrava muita pressa.
A delegação soviética estava “com a pulga atrás da orelha”. A insistência de Churchill em viajar para Moscovo desconcertava-os. Que pretendiam os britânicos? Porque queriam reunir com eles sem a presença de Roosevelt?
Da primeira conversa entre ambos conhecemos a versão falsa de Churchill que aparece nas suas Memórias. É o famoso repartir percentual de influência nos Balcãs, onde os britânicos ficavam com 90% da Grécia e concediam 75% da Bulgária e 90% da Roménia aos soviéticos, enquanto a Jugoslávia e a Hungria era repartida em partes iguais.
Como era evidente, os países interessados não opinavam nada, os grandes repartem o mundo à custa dos pequenos, os soviéticos são iguais aos imperialistas britânicos, os soviéticos também repartiram a Polónia com os nazis em 1939 (Pacto Molotov-Ribbentrop), depois repartiram o mundo em Ialta com a cumplicidade de Roosevelt… Não há cretino que não tenha repetido estras tretas umas mil vezes. Não há que recorrer a um motor de busca para se convencer disso. É incrível que alguém possa dar algum significado ao facto de que dois países repartam entre si em percentagens quantitativas algo tão subtil como a “influência” sobre um país soberano. Mas tratando-se de Stalin ou da URSS qualquer coisa é possível (sobretudo se vem de um farsante como Churchill).
Quando se realiza a reunião de Moscovo, o Exército Vermelho já levava um mês na Roménia e Bulgária, pelo que Churchill não podia ceder nem negociar nada. Havia ficado completamente fora de jogo, assim como os Estados Unidos.
É verdade que os britânicos pateavam por causa disso e queixavam-se que a URSS havia agido unilateralmente durante a ocupação militar de ambos os países. Mas foi exactamente isso que eles fizeram em Itália, onde chegaram no Verão de 1943. Na Itália ocupada, Estados Unidos e Grã-Bretanha faziam e desfaziam sem contar com a URSS para nada e deixando no poder a maior parte dos quadros do regime fascista de Mussolini.
Além de mentir, nas suas memórias Churchill concede à reunião de Moscovo uma importância que ele não teve, em absoluto, porque Moscovo não estava disposta a falar de nada com ele sem a presença dos Estados Unidos. Para eles tratava-se de uma mera preparação da reunião de Ialta, onde Roosevelt estaria presente. Ao não estar presente, a URSS negou-se a adoptar qualquer acordo com Churchill, e muito menos uma repartição do mundo.
Quase tudo o que Churchill diz nas suas memórias sobre aquela reunião é falso. Mesmo a agenda foi muito diferente da que ele descrevia. A primeira questão que ele tratou com Stalin foi a das futuras fronteiras polacas e, quanto aos Balcãs, não chegaram a um acordo.
No dia seguinte as conversações não melhoraram, apesar das tentativas de Anthony Eden, também presente, em regatear com Molotov. Nem sequer concordaram nas preferências. Para um (Eden) interessava-lhe falar dos Balcãs; para o outro (Molotov) da Polónia. Ou seja: os britânicos queriam chantagear Stalin com a Polónia para chegar a um acordo sobre os Balcãs.
Mas Churchill deixou Moscovo com os bolsos vazios. Absolutamente vazios; não houve acordo, não houve partilha… Nada de nada.
Agora, o falso relato de Churchill sobre a sua entrevista com Stalin tem várias sequelas históricas. Uma delas é o Tratado de Ialta, que não seria mais do que a formalização da distribuição por escrito, de acordo com os golpistas. É uma calúnia idêntica à anterior: em Ialta ninguém repartiu nada porque não havia nada para repartir.
A outra sequela é o fracasso da revolução na Grécia, um dos tópicos favoritos do trotskismo desde há 70 anos. A explicação é que Stalin devia e podia ajudar a revolução na Grécia em 1945 e não o fez distribuindo o bolo que ele havia anteriormente realizado com Churchill. Mais especificamente, Stalin é acusado da sua passividade diante do massacre cometido contra os antifascistas e comunistas gregos em Dezembro de 1944 em Atenas.
Explicar aquele acontecimento é complexo, como é complexo tudo o que respeita aos Balcãs. Em meados de Setembro, o Exército Vermelho estava na Bulgária, na fronteira com a Grécia. As tropas alemãs corriam o risco de ficar cercadas. Só podiam fugir através da Jugoslávia. Então, segundo outras memórias, as do nazi Albert Speer, o general Alfred Jödl pactuou com os britânicos. Os alemães mantinham o porto de Salónica contra o Exército Vermelho para dar tempo aos britânicos de desembarcarem no sul da Grécia e ocupar a península. Os britânicos comprometiam-se a não atacar os alemães para que pudessem retirar-se ordenadamente. Os nazis só deviam preocupar-se com o Exército Vermelho e a guerrilha.
Graças ao acordo, os britânicos puderam desembarcar sem oposição, aliviar os ocupantes nazis e esmagar a guerrilha. Para sermos mais exactos, a matança de Atenas foi cometida por tropas britânicas transportadas em barcos norte-americanos desde Itália, onde os aliados deixaram de combater os nazis para atacar os antifascistas gregos.
A estratégia militar do Exército Vermelho era muito diferente da britânica. Consistia em esmagar os nazis. Por isso, da Bulgária não se dirigiu para a Grécia mas sim para a Jugoslávia, onde uniu as suas forças à guerrilha antifascista.
Desde o século XIX a Grécia era um ponto estratégico de grande importância para o Império Britânico. Durante toda a guerra Churchill havia insistido em desembarcar no Mediterrâneo e, mais concretamente, nos Balcãs.
Ao fracassar os seus planos, desde Maio de 1944 que vinha a realizar enormes esforços diplomáticos para que lhe deixassem as mãos livres na Grécia, o que deu uma troca de correspondência entre os três dirigentes (Churchill, Roosevelt e Stalin) durante mais de dois meses, onde não se depreende nenhum tipo de acordo.
É possível que Churchill interpretasse o silêncio dos outros (Roosevelt e Stalin) como uma aceitação tácita dos planos que perseguia desde Setembro de 1943. Mas, tanto na Grécia como em Itália, a guerra impôs o facto consumado: nos territórios ocupados mandava o primeiro a chegar.
Sobre a Grécia Churchill não alcançou nenhum acordo com Stalin. Ao contrário, pactuou com o III Reich. Ele pensava mais no pós-guerra que na própria guerra. O verdadeiro inimigo não era o III Reich mas os comunistas gregos. Para implementar a sua política, Londres voltava ao ponto de partida: havia que romper a aliança e procurar uma paz em separado com os alemães, sem a presença da URSS.
O relato de Churchill serviu, também, para eximir de responsabilidade o único responsável do massacre dos antifascistas em Atenas em Dezembro de 1944: o próprio Churchill, com a cumplicidade de Roosevelt.
Fonte: Resistencia Popular
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25 de Agosto de 1944: Paris é libertada da ocupação nazi

No dia 25 de Agosto de 1944, após mais de quatro anos de ocupação nazi, Paris foi libertada pela 2ª Divisão Blindada francesa e pela 4ª Divisão de Infantaria dos Estados Unidos. 




O general Leclerc recebeu em Paris, diante da estação de comboios de Montparnasse, a rendição das tropas alemãs. Desembarcado na Normandia, ao comando da 2ª Divisão Blindada, dois meses antes, ele foi o primeiro francês da resistência a entrar na capital pela Porta de Orleães. O general Von Choltitz, comandante das tropas alemãs, havia empreendido duas semanas antes a evacuação da cidade na previsão da chegada dos Aliados. No dia seguinte, o general De Gaulle  instalou-se no Ministério da Guerra na qualidade de chefe do governo provisório. 



A resistência alemã foi débil, pois o general Dietrich von Choltitz desafiou uma ordem de Hitler de fazer explodir os marcos históricos de Paris e destruir a cidade pelo fogo. Choltitz assinou a rendição formal na tarde daquele dia e em 26 de Agosto, Charles De Gaulle, o comandante dos Franceses Livres, liderou uma alegre marcha de libertação ao longo da avenida Champs Elysées. 


  


Paris havia caído nas mãos da Alemanha nazi no dia 14 de Junho de 1940, um mês após a Wehrmacht ter invadido a França. Oito dias depois a França assinou um armistício com os alemães e um Estado francês "fantoche" foi montado em Vichy. O general De Gaulle e os Franceses Livres, no entanto, continuaram a resistir e a Resistência  espalhou-se na França ocupada para enfrentar o governo nazi e o de Vichy. 

  

A 2ª Divisão Blindada francesa havia sido formada em Londres no final de 1943 com o propósito expresso de liderar a libertação de Paris durante a invasão aliada da França. Em Agosto de 1944, a divisão chegou à Normandia sob o comando do general Jacques-Philippe Leclerc e subordinada ao 3º Exército norte-americano sob o comando do general George Patton. Em 18 de Agosto, as forças aliadas já se aproximavam de Paris. Os trabalhadores na cidade entraram em greve enquanto os combatentes ‘maquis’ da Resistência emergiam dos seus esconderijos e começaram a atacar as forças e as fortificações alemãs. 

  

Em 21 de Agosto, Eisenhower encontra-se com De Gaulle e conta-lhe dos seus planos de evitar entrar em Paris. De Gaulle insta-o a reconsiderar a decisão, assegurando-lhe que Paris poderia ser tomada sem maiores dificuldades. O general francês inclusive alertou-o de que a poderosa facção comunista da Resistência poderia ser bem-sucedida em libertar Paris, ameaçando, dessa forma, o estabelecimento de um governo democrático. De Gaulle polidamente adiantou a Eisenhower que se não desse ordem de avançar sobre Paris, a 2ª Divisão do general Leclerc o faria por sua conta. 



Em 22 de Agosto, Eisenhower concorda em proceder à libertação de Paris. No dia seguinte, a 2ª Divisão avançou sobre a cidade pelo norte e a 4ª Diivisão de Infantaria norte-americana pelo sul. 


Enquanto isso, em Paris, as forças do general Dietrich von Choltitz combatiam a Resistência e completavam as suas defesas em torno da cidade. Hitler ordenou que Paris fosse defendida até ao último homem e exigiu que a cidade não caísse nas mãos dos Aliados a não ser uma “cidade completamente devastada e em ruínas”. Choltitz, consciente dos seus deveres, começou a instalar explosivos sob as pontes de Paris e em muitos dos seus marcos, mas desobedeceu a ordem de começar a destruição. Não queria entrar para a História como o homem que destruiu a cidade mais celebrada da Europa. 



A 2ª Divisão Blindada avançou debaixo da artilharia inimiga, sofrendo pesadas baixas, mas em 24 de Agosto conseguiu atravessar o rio Sena e alcançar os subúrbios de Paris. Ali, os soldados foram saudados entusiasticamente pelos habitantes que deles se acercavam lançando flores, dando beijos e ofertando vinho. No fim da tarde daquele dia, Leclerc tomou conhecimento de que a 4ª Divisão de Infantaria norte-americana decidiu adiantar-se a ele na tomada de Paris. Ordenou então às suas exaustas tropas que marchassem num redobrado esforço. Pouco antes da meia-noite de 24 de Agosto. Leclerc chega ao Hôtel de Ville no coração de Paris. 


A resistência alemã  desvaneceu-se durante a noite. Mais de 20 mil soldados renderam-se ou fugiram e os que se dispuseram a lutar foram prontamente suplantados. Na manhã de 25 de Agosto, a 2ª Divisão já dominava claramente a metade ocidental de Paris enquanto a 4ª Divisão de Infantaria fazia o mesmo na região oriental. Paris estava libertada. 

No começo da tarde, Choltitz foi preso no seu quartel-general pelas tropas francesas. Logo depois, assinou a capitulação cedendo o controlo da cidade ao governo provisório de De Gaulle. Ele próprio chegaria à cidade mais tarde quando a noite caia. Em 26 de Agosto, De Gaulle e Leclerc comandariam uma marcha triunfal de libertação pela avenida Champs Elysees. 

  

De Gaulle encabeçou dois sucessivos governos provisórios até 1946, quando renunciou por desacordos constitucionais. De 1958 a 1969, foi presidente francês sob a chamada Quinta República. 

Fontes: Opera Mundi

wikipedia (imagens)
Crowds of French patriots line the Champs Elysees-edit2.jpg
Tropas francesas desfilam pela Champs-Élysées logo após a libertação da cidade
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/25-de-agosto-de-1944-paris-e-libertada.html
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19janeiro
1944...II Guerra Mundial. O Exército Vermelho reconquista Novgorod.
1945...II Guerra Mundial. O Exército Vermelho ocupa Tilsit e Cracóvia, na Polónia. No Japão, tropas norte-americanas desembarcam em Iwo-Jima.
A verdadeira história da 2ª Grande Guerra poucos a conhecem...O que se conhece são os super-heróis que quase sozinhos destruíram Hitler...O que se propaga são carradas de mentiras sobre o exército soviético!!!
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10 de Julho de 1940: A França dá início ao regime colaboracionista de Vichy

No dia 10 de Julho de 1940, no casino da cidade das águas de Vichy (Auvérnia, centro da França), a Assembleia Nacional, eleita em 1936, aprova a concessão de plenos poderes ao marechal Philippe Pétain, então conhecido como o “leão de Verdun”. Poucos deputados se opõem à decisão, que marca o fim da III República e o começo do que se denominou de “regime de Vichy”, um dos capítulos mais vergonhosos e humilhantes da história francesa.

Tudo começou com a invasão alemã de 10 de Maio de 1940 que, primeiramente,  empurrou a sede do governo francês de Paris para Bordéus e, em seguida, em 29 de Junho, de Bordéus para Vichy. A França estava incondicionalmente derrotada pelas forças de Hitler.

Entre finais de Junho e início de Julho, notou-se urgência no Executivo e entre os deputados presentes em Vichy em restaurar alguma autoridade capaz de negociar as condições da paz com o invasor e de tirar o país da crise nascida com o êxodo das populações civis e com a vergonhosa derrota militar - metade do território do país ocupado, incluindo Paris. A França ainda existia na base de um armistício assinado em 22 de Junho.

A ideia inicial partiu de Pierre Laval, então vice-presidente do Conselho de ministros, que propõe um projecto de lei constitucional confiando plenos poderes ao marechal, herói da I Guerra Mundial e que passara a ocupar o cargo de Presidente do Conselho (chefe de governo) há menos de um mês. O objectivo era que ele promulgasse uma nova Constituição garantindo “os direitos do trabalho, da família e da pátria”.

A priori, a vontade de restaurar uma autoridade forte não incluía a necessidade de suspender as leis constitucionais de 1875 e promulgar uma nova Constituição. Pétain gozava de sustentação parlamentar ampla e incontestável e de grande popularidade como herói de guerra.
O projecto de Laval é aprovado em 4 de Julho pelo Conselho e apresentado ao Parlamento no dia 8 de Julho. A exposição de motivos alegou “a necessidade de profunda reforma do sistema político da III República”. Entretanto, além de “dotar a França de um regime eficaz” o projecto de lei “permitiria compreender e aceitar a necessidade de uma revolução nacional” passando por um retorno aos “valores tradicionais”.


Na noite de 8 de Julho, o deputado radical-socialista Vincent Badie redige uma moção assinada por 27 deputados afirmando que, apesar de reconhecer “a necessidade imperiosa de uma reorientação moral e económica do nosso infeliz país” e “que se fazia indispensável conferir ao marechal Pétain, que nessas horas encarna tão perfeitamente as virtudes tradicionais, todos os poderes para levar a bom termo a obra da salvação pública e da paz” se recusavam a votar um projecto de lei que “conduziria inevitavelmente ao desaparecimento do regime republicano” ao confiar-lhe poderes ditatoriais.

A aplicação imediata de um artigo do regimento da Câmara de Deputados permitiu colocar o projecto de lei a voto. A emenda constitucional foi aprovada por 569 votos contra 80, 20 abstenções e 176 ausências.

Pierre Laval, então vice-presidente do Conselho, foi o encarregado de ler diante dos deputados a carta do marechal, solicitando plenos poderes com vista a elaborar uma nova Constituição. Assim que o pedido foi aceite, a Câmara foi dissolvida e o novo chefe de Estado, extrapolando a missão que lhe havia sido concedida, começa, aos 84 anos, uma carreira de ditador.

O marechal passa prontamente a ser objecto de um verdadeiro culto de personalidade.  Muitas sumidades colocam-se ao lado do homem apontado como grande vencedor da Batalha de Verdun, que determinou os rumos da I Guerra Mundial, com a esperança de regenerar o país graças a uma “revolução nacional”.

O que era para ser uma medida desesperada para retomar a soberania e dignidade francesas, num país que tinha sido facilmente ocupado pela Alemanha nazi, torna-se um governo fantoche e colaborador de Hitler, mandando milhares de judeus franceses para os famigerados campos de concentração, entre outras séries de irregularidades, abolindo direitos fundamentais e implantando um regime autoritário. Com direito a um pronunciamento oficial anunciando a França como uma nação colaboracionista em Outubro de 1940.

Após a libertação do país pelas tropas aliadas, a ordenação de 9 de Agosto de 1944, restabeleceu a legalidade republicana sobre o país, declarando nula e sem efeito a acta de 10 de Julho de 1940. Pétain acabou acusado de alta traição e crime de indignação nacional, é condenado à pena de morte - pena que é transformada em prisão perpétua pelo seu sucessor, o líder da resistência francesa, Charles de Gaulle. Morre na prisão, em 1951.
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

O Marechal Philippe Pétain por Marcel Baschet 
Pétain e Hitler em Montoire
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/10-de-julho-de-1940-franca-da-inicio-ao.html
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07 de Agosto de 1942: Segunda Guerra Mundial: tem início a Batalha de Guadalcanal.

Guadalcanal é uma das ilhas do arquipélago de Salomão, situando-se na parte meridional deste, no Pacífico Ocidental, não longe da Austrália. Antiga colónia britânica, as ilhas achavam-se ocupadas pelos Japoneses na sequência do ataque surpresa a Pearl Harbour, Hawai, na madrugada de 7 de dezembro de 1941. Depois das batalhas de Midway e do mar de Coral, no primeiro semestre de 1942, os Aliados, encabeçados pelos norte-americanos, mas integrando forças da Austrália e da Nova Zelândia, apostaram tudo numa grande ofensiva pelo ar, mar e terra contra o avanço inexorável das tropas japonesas no Pacífico Sul. As matérias-primas australianas (carvão, minerais metálicos, trigo, lã) eram o zénite da cobiça nipónica. A fraqueza e derrotas sucessivas dos Britânicos em Singapura e dos Holandeses na Indonésia abriam as portas da Austrália a Tóquio. Era imperativo estrangular a ofensiva japonesa e virar a guerra, na direção do Japão.
A ilha de Guadalcanal foi a escolhida, a par das ilhas vizinhas de Florida, Gavutu, Tanambogo e Tulagi, para se inverter o curso dos acontecimentos, numa operação denominada Watchtower ("atalaia", "torre de vigia"). Entre 7 de agosto de 1942 e 9 de fevereiro de 1943, 60 000 tropas [ ]de ar, terra e mar dos EUA, Austrália e Nova Zelândia (além de naturais de Tonga e das Ilhas Salomão), comandadas pelos vice-almirantes Robert Ghormley e Frank J. Fletcher (comando tático), o Major-General marine Alexander Vandegrift (comando das operações terrestres), secundados pelos almirantes William Halsey e Richmond K. Turner e pelo general marine Alexander Patch, lutaram contra cerca de 37 000 (ou 30 000) nipónicos, comandados pelo general Hyakutake Haruyoshi (Exército Imperial) e pelo almirante Gunichi Mikawa (Armada Imperial), além dos alimirantes Isoroku Yamamoto e Nishizo Tsukahara e do vice-almirante Jinichi Kusaka.
As baixas foram enormes do lado japonês, saldando-se em cerca de 25 000 mortos em terra, 3500 no mar, 1200 em combates aéreos e 1000 prisioneiros, não esquecendo cerca de 40 navios afundados e perto de 900 aviões abatidos. Do lado dos vencedores, os Aliados, cerca de 1800 militares tombaram em combates terrestres, quase 5000 no mar e aproximadamente 400 no ar, além de 30 navios e mais de 600 aviões abatidos.
A posição assaltada foi a japonesa, cujos efetivos se entrincheiraram nas referidas ilhas, mais em Guadalcanal, onde estavam, à data do começo das operações, a construir um aeroporto, que teria como objetivo a interceção de comunicações e ligações aeronavais entre os EUA e a Austrália. Num ataque relâmpago, o aeroporto em construção foi atacado e ocupado pelos Aliados, passando a chamar-se de Henderson Field, sem que tivesse havido grande resistência. O que parecia uma operação fácil e rápida logo se revelou sangrenta e delicada, pois o contra-ataque japonês foi fulminante: a 8 de agosto de 1942, no dia seguinte à tomada do aeroporto, deu-se a mais importante batalha naval depois de Pearl Harbour, no Pacífico, na Segunda Guerra Mundial. Os Aliados foram derrotados na chamada batalha da ilha de Savo. Os Aliados perdiam o controlo da rota de apoio logístico a Henderson Field, mas este aeroporto não caiu nas mãos dos Japoneses, o que fez o contra-ataque destes um insucesso. Mantida a pista de aviação nas mãos dos Aliados, sustida a contraofensiva nipónica, chegou a vez daqueles, de atacar e banir a ocupação japonesa de toda a ilha e outras circundantes. O poder de fogo e a diferença na capacidade de abastecimento, de tecnologia, além do número de efetivos, potenciaram o decurso favorável aos EUA e seus aliados.
Uma vitória dura e sangrenta, que se tornou o teatro decisivo da campanha do Pacífico, pois passou-se de uma lógica de defesa e contra-ataque dos Aliados para uma estratégia ofensiva e de combinação inter-armas para impor derrotas sucessivas ao Japão, conquistando-se ilha por ilha, atol por atol.
Guadalcanal foi assim o ponto de viragem da Guerra do Pacífico, como o foi a Normandia na Europa ou El-Alamein em África.
Esta campanha militar tornou-se num dos ícones históricos e de memória dos EUA em relação à Segunda Guerra Mundial, só comparável a Pearl Harbour, Iwo Jima ou Okinawa, para não falar em Hiroshima e Nagasáki, entre outros marcos decisivos da vitória sobre o Império do Sol Nascente.
Além da literatura e dos ensaios de história militar e contemporânea, além das memórias de ex-combatentes, destacam-se as produções fílmicas, desde logo do final da guerra, como Flying Leathernecks, de Nicholas Ray (1951) e, mais recentemente, uma da obras-primas do cinema contemporâneo, The Thin Red Line, de Terence Malick (1998), onde se destaca o quotidiano, palmo a palmo, da batalha terrestre de Guadalcanal.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
Fuzileiros cruzam rio na ilha de Guadalcanal, 1942

GuadPatrol.jpg

 O USS Wasp afunda em chamas após ser atingido por torpedos
 
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2seTEMbro1945
relembrado em seTEMbro2015
Conselho Português para a Paz e Cooperação
70.º ANIVERSÁRIO DO FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA ÁSIA
No momento em que se assinala o 70.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Ásia, confirmado com a rendição incondicional do Japão a 2 de Setembro de 1945, o Conselho Português para a Paz e Cooperação lembra os milhões de vítimas e realça a luta e o papel desempenhado pelos povos dos vastos territórios ocupados pelo militarismo japonês para o desfecho da guerra e para o impetuoso movimento de libertação nacional que se lhe seguiu.
A guerra na Ásia não só terminou mais tarde do que na Europa como começou muito mais cedo. À semelhança do que sucederia mais tarde com a Alemanha nazi, o Japão militarista desde cedo que deixou claras as suas tendências expansionistas, aproveitando a passividade das grandes potências, nomeadamente as colonialistas: desde o início dos anos 30 que o Japão detinha protectorados e territórios ocupados no continente asiático e no Pacífico, como a Manchúria, a Coreia e as ilhas Kurilas e Sakalina. Em 1937, forças nipónicas invadiram a República da China, conquistando em Dezembro desse ano a capital Nanquim, que seria palco de um dos maiores massacres da história: 300 mil chineses – soldados e civis – foram massacrados pelos militaristas japoneses; em 1939, deram-se vários recontros fronteiriços com a União Soviética, desembocando na batalha de Khalkhin Gol, em que as tropas japonesas sofreram uma pesada derrota e foram forçadas a firmar um pacto de neutralidade com a URSS, permitindo a este país concentrar-se na defesa das suas fronteiras ocidentais; em 1940, o Japão invadiu a Indochina francesa e no ano seguinte ocupou e atacou pontos detidos por potências ocidentais, o que levou à declaração de guerra dos EUA e Reino Unido; nos anos de 1942-43, o expansionismo nipónico estendeu-se ao Sudeste Asiático, Índico e Pacífico, atingindo a Birmânia, Java, Timor e Nova Guiné.
Para a derrota do Japão convergiram a tenaz resistência dos povos dos territórios ocupados, as acções militares aéreas, navais e terrestres dos EUA, Reino Unido e Austrália e a entrada do exército soviético na guerra contra o Japão, após a rendição alemã. Os criminosos bombardeamentos nucleares de Hiroxima e Nagasáqui pelos Estados Unidos da América constituíram, mais do que um acto final da Segunda Guerra Mundial, uma primeira acção daquela que ficou conhecida por «Guerra Fria», sendo mais uma demonstração de força dirigida à União Soviética do que a um Japão já então cercado e derrotado.
Tal como na Europa, também na Ásia ao final da guerra sucedeu-se um período de impetuoso avanço nos processos de libertação nacional e emancipação social, iniciando a derrocada do sistema colonial, patente na libertação e independência de diversos países e na revolução chinesa, vitoriosa em 1949. Com a derrota do Japão, os EUA, sustentados no poderio económico com que saíram da guerra e no monopólio da arma atómica (que mantiveram até 1949), procuraram refrear este movimento libertador, ocupando metade da Coreia e, mais tarde, substituindo os franceses na ocupação do Vietname.
Setenta anos passados, a situação no Extremo Oriente é preocupante, com a permanente tensão no paralelo 38, que ainda hoje divide a Coreia, a proliferação de bases e instalações militares dos EUA em torno da China e da Rússia e recrudescimento do militarismo do Japão, onde permanecem milhares de militares norte-americanos.
O desarmamento, o fim das bases militares estrangeiras e o respeito pela soberania dos países são questões fundamentais para garantir a paz na região e no mundo – para que um tal horror, nunca mais aconteça!
A Direcção Nacional do CPPC,
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02 de Setembro de 1945: Segunda Guerra Mundial. Sessão formal de assinatura da rendição do Japão, a bordo do USS Missouri.

No dia 2 de Setembro de 1945, o Império do Sol Nascente rende –se aos Estados Unidos, pondo fim à Segunda Guerra Mundial. A Alemanha havia capitulado quatro meses antes. A acta de capitulação foi assinada na baía de Tóquio, a bordo do navio de guerra norte-americano Missouri na presença do general Douglas MacArthur e representantes das potências aliadas.

Aliado da Alemanha de Hitler e da Itália de Mussolini, no seio do Eixo, o Japão do imperador Hiroito entrou na guerra mundial ao atacar sem prévio aviso a base naval norte-americana de Pearl Harbor. Débil demais para poder suplantar a primeira potência industrial do mundo, o Japão não cessara de perder terreno após o aniquilamento da sua frota em Midway. Contudo, nem a perda das ilhas distantes após combates encarniçados, nem os bombardeios convencionais sobre as grandes cidades do arquipélago japonês fizeram diminuir a determinação dos dirigentes militares nipónicos.

Segundo definição da Casa Branca, para poder obrigar o governo japonês a capitular era necessário o emprego das poderosas bombas atómicas, estadas no deserto de Alamogordo, Novo México.

O presidente Harry Truman autorizou o lançamento de duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, o que ocorreu em 6 e 9 de Agosto respectivamente.


Na véspera do ataque a Nagasaki, a União Soviética havia declarado guerra ao Japão e no dia seguinte, 9 de Agosto, invadiu a Manchúria, uma colónia japonesa.

Todavia, de acordo com as previsões de Washington, seriam as vítimas de Hiroshima e Nagasaki que convenceriam o governo japonês a encerrar uma resistência desesperada.

No dia 14 de Agosto, os japoneses, surpresos, ouvem pela primeira vez a voz de seu imperador - o mikado – pelos altifalantes instalados por todas as ruas.

Com voz grave e embargada, Hiroito anuncia a decisão de pôr termo à guerra. Consternação, gritos lancinantes e choros sacodem as multidões, sem excluir que no íntimo de muitos cidadãos havia um alívio secreto ante a perspectiva de paz. Aterrados, altos escalões do regime e oficiais de hierarquia escolheram pôr fim aos seus dias segundo o ritual nipónico.

Em 2 de Setembro, o novo ministro dos Negócios Estangeiros Mamoru Shigemitsu e o chefe do Estado-Maior da Armada Imperial, o general Yoshijiro Umezu, proibido de se suicidar pelo imperador, assinam a rendição sobre a ponte do cruzador Missouri, ancorado no porto de Tóquio. Na presença do general norte-americano Douglas MacArthur, assinam a capitulação do seu país. A Segunda Guerra Mundial estava terminada e o mundo passava a ser assaltado pelo temor de um apocalipse nuclear.
O tratado de paz propriamente dito foi assinado seis anos mais tarde, em São Francisco, em 8 de Setembro de 1951, pelos representantes do Japão e os dos Estados Unidos e pelas 47 nações aliadas na Segunda Guerra Mundial. A União Soviética e a China popular  abstiveram-se de qualquer assinatura.

Pelo referido tratado de paz, o Japão reconhecia a independência da Coreia e renunciava a qualquer reivindicação sobre as suas antigas possessões das ilhas Kurilas e Sakalinas, que passaram para a soberania soviética, assim como sobre Taiwan (Formosa) e os seus arquipélagos do Pacífico, que passaram para a tutela de Washington. Renunciava a toda intervenção militar externa e foi apenas autorizado a constituir uma “força de auto defesa” não nuclear.


Com a entrada em vigor do tratado, em 28 de Abril de 1952, o Japão pôde, por fim, recuperar a sua independência política e libertar-se da tutela norte-americana, embora mantendo laços especiais.Com a reconstrução paulatinamente concluída, o país ingressou, desde então, numa fase de expansão acelerada que permitiu que em poucos anos alcançasse o patamar de um dos países mais ricos do planeta.


wikipedia (imagens)

Ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão Mamoru Shigemitsu assina a Ata de rendição do Japão no USS Missouri
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9noVEMbro...
ver em baixo
DI contra o fascismo e o anti-semitismo
"Noite dos Cristais" e
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7noVEMbro2017
os russos comemoraram a libertação da mãe pátria
e deixaram para o PCRusso as comemorações da Revolução bolchevique
em 7noVEMbro1941 houve uma parada das tropas soviéticas em frente ao Kremlin...
É bom ter presente:
os nazis dominavam a Europa toda, desde a península ibérica às portas de Moscovo...
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Via abrilabril
Em finais de 1941, as forças fascistas dominavam a Europa continental, da Península Ibérica até às portas de Moscovo. Aos comunistas e à URSS coube a cara tarefa de lutar contra o nazi-fascismo e salvar a Humanidade. 
Na Segunda Guerra Mundial, a URSS assumiu o papel determinante de derrotar o nazi-fascismo, num processo que o povo soviético designou como a «Grande Guerra Pátria».
Em Junho de 1941, com as mais poderosas forças militares até então conhecidas na história, a Alemanha invade a URSS. As divisões nazis avançam até Moscovo, onde tem lugar a primeira grande batalha em Setembro de 1941, Estalinegrado e Leninegrado, alvo de um cerco de cerca de 900 dias.
Momento fundamental de viragem na guerra foi a batalha de Estalinegrado, entre Novembro de 1942 e Fevereiro de 1943, na qual foram aniquiladas 20 divisões alemãs com mais de 330 mil militares.
Na contra-ofensiva soviética tiveram lugar outras importantes batalhas, entre as quais a batalha de Kursk (em Julho-Agosto de 1943), uma das maiores da história, onde foram aniquiladas 50 divisões, que possibilitou o contínuo avanço do Exército Vermelho até Berlim; a libertação do Campo de Concentração de Auschwitz, a 27 de Janeiro de 1945; e a tomada do Reichstag, a 8 de Maio de 1945.
A batalha pela produção de armamento foi ganha pela transferência maciça de empresas da indústria pesada e de mão-de-obra para os Urais, que, a par da formação de operários qualificados, possibilitou o crescimento exponencial na produção de aviões, tanques e canhões, suplantando a produção alemã no mesmo período.  
Na obra The wages of destruction  The making & breaking oh the nazy economy, sobre a história económica da Alemanha nazi, Adam Tooze, refere que, «apesar de ter sofrido perdas territoriais e devastação, que se traduziu numa quebra de 25% do produto nacional total, a União Soviética, em 1942, conseguiu produzir mais do que a Alemanha em quase todas as categorias de armamentos».  
Importa recordar que, só depois da Conferência de Teerão (de Estaline com Churchill e Roosevelt), nos finais de 1943, em que se tornou evidente que, com o avanço do Exército Vermelho, a União Soviética estava em condições e a caminho de libertar a Europa com as suas próprias forças, as tropas britânicas e norte-americanas desembarcaram na Normandia em 6 de Junho de 1944.










No seguimento da II Guerra Mundial e do decisivo contributo da URSS para a vitória sobre o nazi-fascismo, alterou-se profundamente a correlação de forças no plano mundial, dando origem a uma nova ordem democrática e antifascista, que inscreveu na Carta das Nações Unidas o respeito pela soberania dos povos, o desarmamento, a solução pacífica e negociada de conflitos entre estados.
A violação destes princípios pelo imperialismo levou ao desencadeamento da chamada «guerra fria», obrigando a URSS a um grande esforço para se dotar do mais moderno e avançado armamento, dando origem a um forte poder militar que permitiu conter a agressividade do imperialismo e criou condições mais favoráveis à luta pela paz e pela libertação dos povos do domínio colonialista e imperialista, de que foi expressão a Revolução de Abril de 1974, em Portugal.



Churchill, Roosevelt e Estaline na Conferência de Teerão


Também na Conferência de Paz de Helsínquia para a Segurança e Cooperação Europeia, concluída em 1975, o papel decisivo da URSS permitiu alcançar importantes acordos de desarmamento e tratados para a limitação das armas nucleares. 
Se a Revolução de Outubro e a construção de uma sociedade socialista significaram extraordinários avanços e transformações libertadoras, o desaparecimento da URSS e as derrotas do socialismo no Leste da Europa resultaram num grande salto atrás nos direitos e conquistas dos trabalhadores e dos povos.

O desastre económico e social da contra-revolução 

O imperialismo desencadeou uma violenta ofensiva a fim de recuperar as posições perdidas ao longo do século XX e impor a sua hegemonia no plano mundial. Como resultado, o mundo tornou-se menos democrático, mais injusto e mais perigoso, tendo-se aprofundado as injustiças e desigualdades sociais.
Desde a proclamação da derrota do socialismo, nos países que constituíam a URSS registam-se mais de 100 milhões de pobres, a esperança média de vida diminuiu e observou-se uma enorme recessão, com contracções do PIB e da produção industrial na ordem dos 50%.























A nova realidade abriu portas a guerras imperialistas (caso da ex-Jugoslávia) e à instauração de regimes ditatoriais e fascistas, como actualmente na Ucrânia.
A nível global, generalizaram-se as acções de desestabilização e as guerras de agressão, tendo-se instituído o ataque a liberdades e direitos fundamentais com a NATO e outros pactos agressivos.
Por outro lado, poderosas multinacionais passaram a comandar Estados e regiões inteiras, e novas formas de exploração foram sendo ensaiadas, aprofundando-se o fosso entre ricos e pobres.
A pobreza, a fome e a doença dominam vastas regiões do planeta, onde a exploração do trabalho infantil, o trabalho escravo, o tráfico de seres humanos, o comércio da droga, a corrupção e outras chagas do capitalismo não param de alastrar.
Com o argumento do combate ao terrorismo generalizaram-se políticas e medidas securitárias que interferem com direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos, da mesma forma que crescem os ataques ao movimento operário e sindical, e germinam forças xenófobas, racistas e fascistas.
No quadro de consequências políticas resultantes do imperialismo surge também o maior movimento de refugiados no pós-2.ª Guerra Mundial, a par da morte de milhares de pessoas no Mediterrâneo.
A 27 de Janeiro de 1945, as tropas soviéticas libertaram o campo de concentração de Auschwitz
A 27 de Janeiro de 1945, as tropas soviéticas libertaram o campo de concentração de AuschwitzCréditos
https://www.abrilabril.pt/internacional/outubro-salvou-humanidade
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13jul2017
No dia 11, a NATO publicou na sua página oficial de YouTube o filme «Forest Brothers. Fight for the Baltics», promovendo o revisionismo histórico e o enaltecimento do fascismo em detrimento da URSS.
Junto ao vídeo, de oito minutos, afirma-se que, «depois da Segunda Guerra Mundial, soldados do Báltico que tinham lutado em ambos os lados da guerra desapareceram nas florestas para travar a guerra de guerrilha mais sangrenta na Europa, contra as forças soviéticas ocupantes».
No mesmo dia, a Aliança Atlântica publicou na sua conta oficial de Twitter o trailerdo filme, com 55 segundos de duração, dizendo que se trata da história dos «Forest Brothers», Irmãos da Floresta, que «lutaram contra o Exército soviético pelas suas pátrias após a Segunda Guerra Mundial».
Trata-se de apresentar com visível dose de heroísmo a guerrilha que, entre 1944 e 1953, lutou contra as forças soviéticas pela independência da Lituânia, da Letónia e da Estónia, sem mostrar grande preocupação pelo facto de, nessas forças, estarem integrados muitos legionários das SS nazis ou os que, nos países bálticos, haviam colaborado com as forças invasoras nazi-fascistas.

Passado e presente

A propósito da publicação do filme pela NATO, o portal stalkerzone.org afirma que «a ideologia da russofobia parece subir mais um degrau […] e, daqui a pouco, torna-se moda e questão de prestígio falar da guerra contra o Exército Vermelho e apoiar o Terceiro Reich, como coisa gloriosa em nome da integração europeia».
No mesmo portal, lembra-se ainda que a tradição dos «irmãos da floresta» não foi esquecida, sendo que a Letónia, a Estónia e a Lituânia possuem forças paramilitares, que actuam em estreita ligação com os respectivos ministérios da Defesa e, depois, com a NATO.

O seu carácter anti-russo – e fascista – é assumido às claras e, segundo o portal, nos últimos três anos têm realizado exercícios conjuntos com «convidados ucranianos», nomeadamente do Batalhão de Azov e outros semelhantes.
Marcha de glorificação do nazismo na Letónia, em 2015
Marcha de glorificação do nazismo na Letónia, em 2015CréditosIgor Zarembo / Sputnik News


Repúdio da diplomacia russa

A propósito do vídeo, 
https://www.youtube.com/watch?time_continue=4&v=h5rQFp7FF9c
Maria Zakharova, a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, pediu hoje, na sua conta de Facebook, que «se veja com respeito as páginas trágicas da história e se repudie tão repugnante acção da Aliança Atlântica». Disse ainda esperar que «não seja necessário recordar os assassinatos massivos perpetrados por muitos dos membros dos Irmãos da Floresta».

Ontem, a representação da Rússia junto da NATO considerou que o material fílmico constitui uma nova tentativa de reescrever a história, para a colocar de acordo com os processos políticos nas ex-repúblicas socialistas do Báltico, onde prolifera o neofascismo e o nacionalismo, informa a Prensa Latina.
https://www.abrilabril.pt/internacional/nato-glorifica-colaboracionismo-com-nazis-no-baltico
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8mAIo1945

A Segunda Guerra Mundial termina oficialmente na Europa.

 
A Segunda Guerra Mundial termina oficialmente na Europa no dia 8 de Maio de 1945, às 23h01, no dia seguinte à capitulação da Alemanha nazi, assinada na véspera em Reims (nordeste da França).

O resultado final da guerra começou a desenhar-se em Estalinegrado em Fevereiro de 1943 quando o Exército Vermelho quebrou a espinha dorsal da Wehrmacht, dando início a uma gigantesca contra-ofensiva. E o quadro consolidou-se quando as tropas anglo-americanas desembarcaram na Normandia em Junho de 1944, abrindo uma poderosa frente ocidental.

Quando as tropas soviéticas já se encontravam em Berlim, Hitler, isolado no seu bunker, suicidou-se a 30 de Abril. Coube ao seu sucessor, o almirante Doenitz, determinar a cessação dos combates contra os soviéticos e os anglo-americanos.

Karl Doenitz envia o general Alfred Jodl, chefe do Estado Maior da Wehrmacht, a Reims, França, ao quartel-general das forças aliadas do general Dwight Eisenhower, a SHAEF (Supreme Headquarters Allied Expeditionary Force), instalado, desde Fevereiro de 1945, no grande edifício de tijolos vermelhos da Escola Profissional de Reims. O estabelecimento tem na actualidade  o nome de Liceu Roosevelt e a sala de capitulação transformou-se num museu público.


O general Alfred Jodl assina em 7 de Maio de 1945, às 02h41 da madrugada, a capitulação incondicional da Alemanha. Alguns meses mais tarde, ele seria denunciado ao Tribunal de Nuremberga e condenado à morte por ter dado ordens contrárias ao direito internacional, ou seja, mandado executar reféns e prisioneiros de guerra. Seria enforcado em 16 de Outubro de 1946.

Do lado dos vencedores, a acta de capitulação foi assinada pelo general Walter Bedell-Smith, chefe do Estado-Maior do general Eisenhower e pelo general soviético Ivan Susloparov. O general francês François Sevez, adjunto do general Juin e chefe do Estado Maior da França Livre foi convidado a assinar no final da cerimónia na qualidade de simples testemunha.

Na ausência de um oficial general alemão de hierarquia igual à sua, o general Eisenhower preferiu aguardar no seu posto de comando. Porém, coube a ele o anúncio radiofónico da vitória, às 03h39 da madrugada, na sala da assinatura. A cessação dos combates foi fixada para o dia seguinte, 8 de Maio, às 23h01, tempo suficiente para que as ordens necessárias pudessem ser comunicadas a todas as unidades. No entanto, centenas de tropas alemãs resistiriam além dessa data, nomeadamente na praça-forte de Saint-Nazaire.

Para Estaline, contudo, não era suficiente que a capitulação tivesse sido assinada em Reims, na zona ocupada pelas forças anglo-americanas. Era necessário também que fosse ratificada em Berlim, no coração do III Reich, acessoriamente na zona de ocupação soviética.

Esta formalidade teve lugar em 8 de Maio de 1945, às 15h00, no quartel general das forças soviéticas do marechal Zhukov, no bairro de Karlshorst.

As três Forças Armadas alemãs foram representadas pelo general-brigadeiro Hans Juergen Stumpff, comandante-em-chefe da Luftwaffe, o marechal Wilhelm Keitel, chefe do Estado-Maior da Wehrmacht e o almirante Hans Georg Von Friedeburg, da Kriegsmarine.

Após este acto de capitulação os chefes de Estado e de governo aliados puderam anunciar, praticamente ao mesmo tempo, em emissões radiofónicas a cessação oficial das hostilidades na Europa. Nos Estados Unidos, o anúncio da vitória coube ao presidente Harry Truman, visto que o  seu predecessor Roosevelt falecera havia menos de um mês em 12 de Abril de 1945.

A guerra não terminava com a capitulação da Alemanha nazi. O Japão do imperador Hiroito, aliado de Hitler no Eixo, dava sequência a um desesperado combate contra as tropas norte-americanas no sudeste do Pacífico. Duas explosões atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki, em 6 e 8 de Agosto de 1945, levaram o Império do Sol Nascente à capitulação.

E foi somente com esta capitulação do Japão em 2 de Setembro de 1945, quatro meses depois daquela da Alemanha, que a Segunda Guerra Mundial teve verdadeiramente fim.



Fontes: Opera Mundi

wikipedia (imagens)
http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2018/05/08-de-maio-de-1945-segunda-guerra.html
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9maio1945
9maio2017-Lisboa
Dia da Vitória da União Soviética sobre o nazismo
A festa que as associações Iúri Gagárin e Chance+ promovem esta tarde na Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, comemora o Dia da Vitória sobre o nazi-fascismo, ocorrido a 9 de Maio de 1945, e tem como objectivo aproximar a população portuguesa às comunidades imigrantes dos países que constituíam a URSS. 
«Regimento Imortal» em Viena, em 2016
O programa arranca às 12h com o desfile do «Regimento Imortal», uma iniciativa cívica de evocação do derrube do nazi-fascismo pelos soldados da União Soviética na Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, tem a intenção pedagógica de alertar as gerações presentes e futuras para o horror da guerra e das suas vítimas. 
A Associação Iúri Gagárin explica que o objectivo principal do desfile, que se realiza há alguns anos em várias cidades do mundo, é «devolver o sentimento de pertença de cada pessoa e da sua família à história da Pátria». 
Participar no desfile, adianta a associação, pressupõe que cada cidadão, honrando a memória do seu familiar-veterano, traz a fotografia deste para a Festa da Vitória e toma lugar na coluna do «Regimento Imortal».
O Comício da Vitória e da Paz, que se segue, junto à Fonte Luminosa, terá participações do presidente da Iúri Gagárin, Levy Baptista, e do Embaixador da Federação da Rússia em Portugal, Oleg Belous. 
A festa prossegue até às 18h com um programa recheado de momentos culturais mas também de comes-e-bebes com iguarias típicas de vários países. 
Há exposições de fotografias da época e um programa de espectáculos do qual se destaca Luísa Basto, acompanhada por Manuel Gomes, à guitarra, e Fernando Gomes, à viola. Agendado para as 16h, este espectáculo conta com a participação de mais de três dezenas de intérpretes russos, ucranianos, moldavos, portugueses e outros.
Além deste, e entre outros, também o Hill's Union actuará na Festa da Vitória e da Paz. Este projecto português representa, além de um tributo a Joe Hill, «um ponto de partida para novas abordagens às canções de Hill, para novos temas, ligados à vida, ao nosso dia-a-dia, à nossa realidade».
Este é o primeiro ano em que a associação Iúri Gagárin, até aqui convidada desta festa, participa na organização da iniciativa. 

9 de Maio: Dia da Vitória

O dia 9 de Maio de 1945 assinala a vitória da União Soviética sobre o nazi-fascismo e o fim da Segunda Guerra Mundial, em que pereceram mais de 60 milhões de pessoas, na sua maioria civis, e mais de 20 milhões de soviéticos.
Uma guerra perpetrada pelo capital para fugir à Grande Depressão de 1929 e para travar a luta operária e popular, bem como o avanço do socialismo na União Soviética.

Num tempo em que a ameaça do fascismo volta a pairar sobre a Europa, iniciativas como a desta tarde merecem toda a atenção. 
https://www.abrilabril.pt/internacional/lisboa-recebe-esta-tarde-festa-da-vitoria
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14maio2014
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1945
fim da 2.ª guerra mundial na Ásia...urge ter memória!!!
Conselho Português para a Paz e Cooperação
70.º ANIVERSÁRIO DO FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NA ÁSIA
No momento em que se assinala o 70.º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial na Ásia, confirmado com a rendição incondicional do Japão a 2 de Setembro de 1945, o Conselho Português para a Paz e Cooperação lembra os milhões de vítimas e realça a luta e o papel desempenhado pelos povos dos vastos territórios ocupados pelo militarismo japonês para o desfecho da guerra e para o impetuoso movimento de libertação nacional que se lhe seguiu.
A guerra na Ásia não só terminou mais tarde do que na Europa como começou muito mais cedo. À semelhança do que sucederia mais tarde com a Alemanha nazi, o Japão militarista desde cedo que deixou claras as suas tendências expansionistas, aproveitando a passividade das grandes potências, nomeadamente as colonialistas: desde o início dos anos 30 que o Japão detinha protectorados e territórios ocupados no continente asiático e no Pacífico, como a Manchúria, a Coreia e as ilhas Kurilas e Sakalina. Em 1937, forças nipónicas invadiram a República da China, conquistando em Dezembro desse ano a capital Nanquim, que seria palco de um dos maiores massacres da história: 300 mil chineses – soldados e civis – foram massacrados pelos militaristas japoneses; em 1939, deram-se vários recontros fronteiriços com a União Soviética, desembocando na batalha de Khalkhin Gol, em que as tropas japonesas sofreram uma pesada derrota e foram forçadas a firmar um pacto de neutralidade com a URSS, permitindo a este país concentrar-se na defesa das suas fronteiras ocidentais; em 1940, o Japão invadiu a Indochina francesa e no ano seguinte ocupou e atacou pontos detidos por potências ocidentais, o que levou à declaração de guerra dos EUA e Reino Unido; nos anos de 1942-43, o expansionismo nipónico estendeu-se ao Sudeste Asiático, Índico e Pacífico, atingindo a Birmânia, Java, Timor e Nova Guiné.
Para a derrota do Japão convergiram a tenaz resistência dos povos dos territórios ocupados, as acções militares aéreas, navais e terrestres dos EUA, Reino Unido e Austrália e a entrada do exército soviético na guerra contra o Japão, após a rendição alemã. Os criminosos bombardeamentos nucleares de Hiroxima e Nagasáqui pelos Estados Unidos da América constituíram, mais do que um acto final da Segunda Guerra Mundial, uma primeira acção daquela que ficou conhecida por «Guerra Fria», sendo mais uma demonstração de força dirigida à União Soviética do que a um Japão já então cercado e derrotado.
Tal como na Europa, também na Ásia ao final da guerra sucedeu-se um período de impetuoso avanço nos processos de libertação nacional e emancipação social, iniciando a derrocada do sistema colonial, patente na libertação e independência de diversos países e na revolução chinesa, vitoriosa em 1949. Com a derrota do Japão, os EUA, sustentados no poderio económico com que saíram da guerra e no monopólio da arma atómica (que mantiveram até 1949), procuraram refrear este movimento libertador, ocupando metade da Coreia e, mais tarde, substituindo os franceses na ocupação do Vietname.
Setenta anos passados, a situação no Extremo Oriente é preocupante, com a permanente tensão no paralelo 38, que ainda hoje divide a Coreia, a proliferação de bases e instalações militares dos EUA em torno da China e da Rússia e recrudescimento do militarismo do Japão, onde permanecem milhares de militares norte-americanos.
O desarmamento, o fim das bases militares estrangeiras e o respeito pela soberania dos países são questões fundamentais para garantir a paz na região e no mundo – para que um tal horror, nunca mais aconteça!
A Direcção Nacional do CPPC,
2 de Setembro de 2015
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Porque não vimos notícias destas manifestações?...Dia da Vitória 9 de maio 1945
Impressionante manifestação em São Petsburgo
ex -Lenigrado
Via facebook...Luís Cardoso
A cidade saiu à rua para festejar a vitória sobre a Alemanha nazi com as fotos dos seus familiares Heróis da Humanidade, digo bem Heróis da Humanidade. A cidade saiu à rua para lembrar as vítimas do cerco de Leninegrado que durou 900 dias: mais de 2 milhões de mortos e quase 2,5 milhões de feridos e doentes, soldados e civis soviéticos.
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22 de Junho de 1941: II Guerra Mundial. "Operação Barbarossa". Começa a invasão da URSS pelas tropas de Hitler

No dia 22 de Junho de 1941, mais de 3 milhões de soldados da Alemanha invadem a União Soviética em três ofensivas paralelas, no que seria a maior e a mais poderosa força militar de invasão da história. Dezanove divisões blindadas, 3 mil tanques pesados, 2,5 mil aviões e 7 mil peças de artilharia distribuíram-se numa frente de 1,5 mil quilómetros.



A despeito do facto que a Alemanha e a União Soviética terem assinado um pacto de não-agressão em 1939, garantindo uma nação a outra uma específica região de influência sem que uma interferisse na outra, as suspeitas permaneceram elevadas. Quando o Exército Vermelho avançou sobre a Roménia em 1940 para eventualmente defender o abastecimento de petróleo, Hitler viu nisso uma ameaça ao seu pretenso controlo sobre os poços petrolíferos dos Balcãs. Berlim respondeu imediatamente mobilizando para a região duas divisões blindadas e 10 divisões de infantaria na Polónia, posicionando-se para ameaçar directamente as linhas fronteiriças soviéticas. Mas o que parecia ser apenas um movimento táctico transformou-se num plano global de ataque à União Soviética.  

Na verdade, a ideia básica do assalto à União Soviética remontava a 15 anos antes. Hitler escrevera no seu livro Mein Kampf (Minha Luta): “Nós, nacional-socialistas, recomeçamos onde interrompemos há 600 anos. Vamos deter o interminável movimento ao sul e a oeste da Europa e voltar as nossas vistas para os países do Leste... Quando hoje falamos em novo território na Europa (Drang nach östen), devemos pensar principalmente na Rússia e nos seus Estados vassalos limítrofes. O próprio destino parece assinalar-nos o caminho nesse ponto... Esse colossal império no leste está amadurecido para a dissolução, e o fim do domínio judaico na Rússia será também o fim da Rússia como Estado.” 
  
Apesar das advertências dos seus conselheiros de que a Alemanha não deveria lutar em duas frentes, como a experiência da Primeira Guerra Mundial havia demonstrado, Hitler convenceu-se de que a Inglaterra iria resistir aos ataques alemães, recusando-se a render-se, porque Londres tinha firmado um acordo secreto com Moscovo. Temendo ser ‘estrangulado’ a leste e a oeste, firmou em Dezembro de 1940 a “Directiva 21: Operação Barbarossa”, um plano para invadir e ocupar a imensa nação que ele imaginava poder articular-se com o Eixo (Alemanha, Itália e Japão). 
  
Hitler traçou o objectivo geral da" Operação Barbarossa": “A massa do exército russo, na Rússia ocidental, deverá ser destruída em operações ousadas, por meio da penetração de profundas cunhas couraçadas, e a retirada de unidades intactas e capazes de batalhar na imensidão do território soviético deverá ser impedida. O objectivo final da operação é estabelecer uma linha de defesa contra a Rússia Asiática, a partir de uma linha que corra do rio Volga a Arkhangelsk.” 
  
Em 22 de Junho de 1941, após ter adiado a invasão da Rússia para poder tirar  a sua aliada Itália dos apuros em que se encontrava com a invasão da Grécia e assim evitar que os Aliados pudessem ocupar os Balcãs, três grupos de exércitos alemães atacaram pesadamente a União Soviética de surpresa. O Exército Vermelho era mais numeroso do que a inteligência germânica havia antecipado mas estava aparentemente desmobilizado no momento do assalto inicial.  
No final do primeiro dia da invasão, a força aérea alemã tinha destruído mais de mil aviões soviéticos. E a despeito da resistência e obstinação das tropas do Exército Vermelho e do armamento a sua disposição em tanques e artilharia, havia certa desorganização defensiva, o que permitiu a penetração da Wehrmacht em território russo em poucas semanas em cerca de 500 quilómetros. 
  
O exército alemão avançou ainda mais nos meses subsequentes, cercou Leningrado, chegou às portas de Moscovo e investiu para conquistar o sul do país. Até que se defrontou com Estalinegrado - a batalha que foi um ponto de viragem na guerra. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)
Bundesarchiv Bild 101I-209-0090-28, Russland-Nord, Infanterie und Panzer 35t.jpg
O avanço dos soldados alemães
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/06/22-de-junho-de-1941-ii-guerra-mundial.html
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9noVEMbro1938
Noite de Cristal...Lojas e habitações de judeus são destruídas. Sinagogas tb. A violência estende-se por +2 dias... NÃO SE ASSINALA NA ALEMANHA...e nos media portugueses...Porque será??? Quem derrotou, efectivamente, o nazismo??? quando é que apareceram na luta os "aliados"??? https://www.youtube.com/watch?v=TDT0ZAFH-Wo
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 http://estoriasdahistoria12.blogspot.pt/2016/11/09-de-novembro-de-1938-noite-de-cristal.html
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9noVEMbro1923
Golpe da Cervejaria - 1.ª tentativa nazi de tomada de poder - Munique...COMO CONSEGUIRAM CHEGAR AO poder e ainda por cima, pelo voto???...PORQUE SERÁ QUE os media não falam nestes factos tão importantes neste dia???...e só festejam a "vitória" sobre a RDA.bloco socialista...tds os países do bloco socialista tinham problemas, mas não tinham fome, nem falta de tratamento de saúde gratuito, nem tinham falta de educação gratuita!!! ninguém quer saber a verdade...vão tds na "liberdade", quando, de facto, passou a ser a "liberdade" para os agiotas explorarem os povos à fartazana

 https://www.youtube.com/watch?v=_WvcSteFt2o
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11 de Julho de 1944: O Conde Claus von Stauffenberg leva uma bomba até à residência de Hitler com intenção de assassinar o Führer

No dia 11 de Julho de 1944, o conde Claus von Stauffenberg, um alto oficial do exército alemão, transporta uma bomba ao quartel-general e residência de Verão de Adolf Hitler em Berchtesgaden, nos Alpes Bávaros, com a intenção de assassinar o Führer.

Assim que o sentido da guerra começou a virar contra os germânicos e as atrocidades cometidas às instâncias de Hitler cresciam por toda parte, um crescente número de alemães, dentro e fora das forças armadas, passaram a conspirar para a eliminação do seu líder.

Avaliando que seria bastante improvável que as massas se levantassem contra o homem em cujas mãos depositaram até então as suas vidas e o seu futuro, cabia aos homens próximos a Hitler, oficiais militares alemães, a tarefa de assassiná-lo. A liderança da conspiração coube a Claus von Stauffenberg, na época recém  promovido a coronel e chefe da equipa do estado-maior da reserva do exército o que lhe permitia acesso aos quartéis-generais de Hitler nas montanhas da Bavária, em Berchtesgaden e no nordeste da Alemanha, em Rastenburg.

Stauffenberg, que servia no exército germânico desde 1926, manifestou contrariedade com o cruel tratamento dispensado aos judeus e aos prisioneiros soviéticos pelos seus soldados e camaradas de farda enquanto servia como oficial do estado-maior na campanha contra a União Soviética. Depois disso, pediu para ser transferido para a África do Norte, onde perdeu o olho esquerdo, a mão direita e dois dedos da  mão esquerda.

Depois de se restabelecer dos ferimentos e estar determinado a ver Hitler removido do  poder, Stauffenberg viajou até Berchtesgaden no dia  3 de Julho, quando recebeu das mãos do oficial do exército Helmuth Stieff uma bomba com um detonador silencioso e suficientemente pequena para ser escondida numa pasta de couro.

Em 11 de Julho, Stauffenberg foi convocado a Berchtesgaden para apresentar pessoalmente a Hitler um relatório sobre a situação militar do momento. O plano era usar a bomba em 15 de Julho, mas no último minuto, Hitler foi chamado para o seu quartel-general em Rastenburg. Stauffenberg então foi designado para acompanhá-lo.

A tentativa de assassinato foi adiada para 20 de Julho em Rastenburg, no quartel-general, conhecido como a "Toca do Lobo (em alemão, "Wolfsschanze"). A conspiração e os detalhes da explosão das bombas foram relatadas em livros e no cinema, em especial no filme “Operação Valquíria”, - 2008 - protagonizado por Tom Cruise no papel do coronel Stauffenberg. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)

Stauffenberg em 1926
Entrada para a toca do lobo
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/07/11-de-julho-de-1944-o-conde-claus-von.html
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23 de Agosto de 1939: É assinado o pacto Molotov-Ribbentrop entre a URSS e a Alemanha

No dia 23 de Agosto de 1939 a União Soviética e a Alemanha assinam, em Moscovo, um pacto de não-agressão, válido por 10 anos. Contudo, ambos os chefes de Estado – Estaline e  Hitler –, a despeito das aparências, estavam a "jogar" conforme as suas necessidades políticas e estratégicas. 

Um protocolo secreto repartia as respectivas zonas de influência na Europa do leste. Hitler, que desta maneira obtinha a neutralidade da União Soviética, declararia guerra e invadiria a Polónia nove dias depois, em 1 de Setembro. Estaline aproveitaria então para avançar sobre a Finlândia, anexar os países bálticos e invadir a Roménia. O pacto seria rompido quando Hitler lançou um ataque contra a União Soviética em 22 de Junho de 1941. 

Após a invasão da Checoslováquia pela Alemanha, a Grã - Bretanha teria de tomar a crucial decisão de em que medida deveria intervir militarmente para conter a expansão germânica decidida por Hitler. O primeiro-ministro Neville Chamberlain, a princípio indiferente à ocupação por Hitler dos Sudetas, área de expressão alemã da Checoslováquia, de repente abriu os olhos quando a Polónia ficou tornou seriamente ameaçada. Era lógico que a Grã Bretanha se veria obrigada a socorrer a Polónia na eventualidade de uma invasão alemã. Mas ele queria, e necessitava, de um aliado. 

A única potência grande o suficiente para deter Hitler e com um avultado interesse em assim agir, era a União Soviética. No entanto, as relações de Estaline com o governo britânico estavam bastante frias depois do seu esforço para criar uma aliança com a Grã - Bretanha e a França contra a Alemanha nazi ter sido recusada um ano antes. Além do mais, os líderes polacos no exílio em Londres, quase todos ultra-conservadores, não queriam saber da perspectiva de terem a União Soviética como sua guardiã. Para eles, seria simplesmente uma ocupação por outro regime considerado opressor. 



Hitler acreditava que a Grã - Bretanha jamais iria atacá-lo sozinha, de modo que decidiu conter o seu temor e ódio ao comunismo e tentar granjear a amizade do chefe soviético, desse modo quebrando a iniciativa britânica. Ambos os lados mantinham-se extremamente desconfiados um do outro, tentando discernir os motivos por detrás da aproximação. Porém, Hitler tinha pressa. Os seus planos de invadir a Polónia já estavam decididos de maneira que deveria agir rapidamente antes que o Ocidente pudesse concordar com uma frente unificada – Inglaterra, França e União Soviética. Concordando basicamente em fatiar partes da Europa Oriental – deixando cada lado livre para agir – o ministro dos Negócios Estrangeiros de Hitler, Joachim von Ribbentrop, voou para Moscovo e assinou o Pacto de Não-Agressão com o seu homólogo da União Soviética, Viatsheslav Molotov (razão pela qual o pacto é historicamente conhecido como Pacto Molotov-Ribbentrop). 



Defensores do bolchevismo em todo o mundo tiveram a sua visão romântica do “internacionalismo socialista” abalada. Estavam ultrajados e não admitiam que Estaline pudesse estabelecer qualquer tipo de ligação com o ditador nazi. 

Exactamente três anos depois da assinatura do pacto, em Agosto de 1942, Estaline deu ao primeiro-ministro britânico, então numa missão em Moscovo, algumas das razões para sua decisão: “Tivemos a impressão que os governos inglês e francês não estavam resolvidos a ir à guerra se a Polónia fosse atacada, mas que esperavam que o alinhamento diplomático da Inglaterra, França e Rússia deteria Hitler. Estávamos certos de que tal não aconteceria.” 

“Quantas divisões”, Estaline perguntara, “enviará a França contra a Alemanha mobilizada?” A resposta seria: “perto de 100”. Então indagou: “Quantas enviará a Inglaterra?” A resposta foi “Duas, e duas mais tarde”. “Ah, duas, e duas mais tarde”, Estaline repetiu. “Sabe”, perguntou ele “quantas divisões teremos de colocar na frente russa se formos à guerra contra a Alemanha?” Houve uma pausa. “Mais de 400”. 
Fontes: Opera Mundi
wikipedia (imagens)


Cerimónia de assinatura: Molotov a assinar, Ribbentrop atrás (com os olhos fechados), com Estaline à sua esquerda


À esquerda as fronteiras conforme o Pacto Molotov-Ribbentrop. À direita, as fronteiras reais em 1939
Caricatura no jornal semanal "Mucha", de Varsóvia, em 8 de Setembro de 1939, já com a invasão Nazi em andamento. Ribbentrop faz reverência a Estaline
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/08/23-de-agosto-de-1939-e-assinado-o-pacto.html
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