21/03/2018

6.157.(21mar2018.8.8') São Tomé e Príncipe

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Vários anos postei:
 17jan1471...João de Santarém e Pedro Escobar
descobrem a Ilha do Príncipe...(COM CERTEZA com muitos marinheiros a cooperar)
https://www.youtube.com/watch?v=CNAJ4lpIGzs
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https://www.youtube.com/watch?v=dOJ5n9vKgHY
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25ouTUbro2018
 Democracia ganhou em S. Tomé e Príncipe
Edição: 2343, 25-10-2018

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7ouTUbro2018
apenas 100 mil eleitores!!!
eleições para Presidente
Legislativas
autarquias locais
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No governo está como 1.º ministro Patrice Trovoada da Ação Democrática Independente (ADI), partido no poder em São Tomé e Príncipe,(tb como Bolsonaro não foi ao debate com tds os outros partidos)
 
https://www.plataformamedia.com/pt-pt/noticias/politica/interior/-patrice-trovoada-recusa-coligacao-com-principal-partido-da-oposicao--9927590.html
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Oposição de Jorge Bom Jesus do MLSTP/PSD
 https://www.plataformamedia.com/pt-pt/noticias/politica/interior/penso-que-temos-de-salvar-sao-tome-e-principe-9776275.html
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CPLP vai lá:
 https://www.telanon.info/politica/2018/10/02/27894/cplp-envia-missao-de-observacao-eleitoral-as-eleicoes-em-sao-tome-e-principe/
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São Tomé e Príncipe: a lusofonia desconhecida

É, provavelmente, um dos países lusófonos menos conhecidos. E é, também, um dos mais belos e apaixonantes, certamente. Falamos de São Tomé e Príncipe, um paraíso de paisagens, pessoas e bons costumes.

Se já estiveste num país tropical, provavelmente irás identificar-te com o que te vamos falar neste artigo. Diz-nos depois, se esse foi o caso. No entanto, este artigo é mais voltado para os virgens, para aqueles que nunca sentiram aquele calor que prende ao chão, que bloqueia o corpo, que desacelera as conversas, mas faz palpitar, muito, mas muito o coração. Não há outra forma de dizer isto: São Tomé e Príncipe é mesmo especial!
A especialidade da casa começa logo no início, quando a porta do avião se abre e dás de caras com o pequeníssimo aeroporto e o ar quente africano te invade sem pedir licença. Assim que vislumbrares tudo à tua volta no horizonte, vais reparar nas aeromoças, lá em baixo, ao fundo das escadas, a acenar de sorriso rasgado
Se vieres de um país onde o inverno está a dar tudo, não estranhes a tua teimosia em resistir a retirar imediatamente as três camadas de roupa que te protegiam. A sério, confia em nós, essa reação é normal… por cinco minutos. Bom, depois o teu rosto vai rapidamente transformar-se numa poça de água andante que te fará abandonar a teimosia e despir (quase) tudo. Não há volta a dar: chegaste a São Tomé e Príncipe. Chegaste a África!
O cheiro a terra vai invadir-te o espírito nos primeiros minutos após abandonares o aeroporto. Vai parecer que todos conversam muito alto, que estão ali imensas pessoas à espera de outras. É verdade, aquele aeroporto parece uma família. Gente que se conhece, que combina encontros, que conta o que vem fazer à ilha, vendedores de flores de porcelana que insistem que compremos um presente para a tia que vamos visitar. À semelhança do aeroporto, toda a ilha parece uma família. Uma família grande com primos afastados que nunca se viram, com tias e tios por todo o lado e muitos irmãos.
ILHÉU DAS ROLAS E DO PRÍNCIPE
Para os mais destemidos, o Ilhéu das Rolas, lá ao fundo, é outras das tentações de São Tomé e Príncipe: areia ainda mais branca, águas ainda mais límpidas, um espaço ainda mais idílico. O único senão: uma travessia de barco que pode ser atribulada se o mar estiver num dia de agitação maior. Mas vai por nós: vale muito a pena. Afinal, é ali que fica o exato lugar da linha do Equador, o meio do globo e temperaturas ainda mais acolhedoras. 

Viajar até à majestosa Ilha de Príncipe é, igualmente, uma experiência inesquecível. Trata-se uma espécie de São Tomé mas com menos barulho, mais ilha, mais idílica. São cerca de 50 minutos de avião até lá e bastam três dias para usufruir de toda a sua magnitude!
Uma vez aqui, deves assimilar que estás mesmo num destino tropical no meio do oceano Atlântico e naquelas férias que sempre sonhaste.

 Vais cruzar-te com campos sem fim de palmeiras mais baixas e de onde é extraído o óleo e o vinho de palma. Não podes sair da ilha sem experimentar a bebida e sentir o fogo que é este digestivo. Já experimentaste aguardente e ficaste a arder por dentro? Boa! Esta sensação vai para além disso.
Agora, tenta limpar o suor da cara, que teimou em nunca sair de ti estes dias todos em São Tomé e Príncipe. Entra no avião e prepara-te para o frio do outro lado do mundo. Quando voltares a colocar os pés no país de onde vens, até esse frio se vai entranhar de forma diferente. Afinal, esta viagem acabou de mudar a tua vida…
https://www.momondo.pt/inspiracao/sao-tome-e-principe/?utm_medium=social&utm_campaign=LAB%7CPT00036%7Csao-tome-e-principe%7C&utm_source=facebook
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21 de Dezembro de 1470: João de Santarém e Pedro Escobar descobrem a Ilha de São Tomé

Crê-se que a ilha de S. Tomé foi descoberta (ou achada - alguns autores consideram que existiria uma população nativa: os Angolares) a 21 de Dezembro (dia de S. Tomé) de 1470 pelos navegadores João de Santarém e Pêro Escobar que, a mando do Rei D. Afonso V de Portugal, exploravam a costa ocidental africana. Situa-se a descoberta da ilha do Príncipe a 17 de Janeiro de 1471. O povoamento do arquipélago por colonos portugueses iniciou-se em 1485 por João de Paiva, a quem D. João II havia doado a ilha. Os primeiros colonos desembarcaram em Ana Ambó e estabeleceram-se na costa norte da ilha, fundando uma povoação na Baía de Ana Chaves.
Desde cedo (por volta do ano de 1500) os portugueses dedicaram-se ao cultivo da cana-de-açúcar, que encontrava condições favoráveis no clima de S. Tomé. Rapidamente surgiram mais de 60 engenhos produtores de açúcar, que era exportado para a Europa. Outras fontes de rendimento eram a produção de pimenta e a exportação de madeiras. Ao mesmo tempo, devido à sua localização, S. Tomé funcionava como entreposto comercial entre África, Europa e, mais tarde, o Brasil. A população era constituída por várias camadas sociais: os grandes senhores portugueses, o clero, outros colonos portugueses, os escravos (necessários em grande quantidade para a produção de açúcar e que foram sendo importados do continente africano) e os forros (escravos dos primeiros colonos e os seus descendentes, assim chamados por lhes ter sido concedida por D. Manuel I a libertação através de uma carta de alforria).
No final do século XVI a ilha vive um período de bastante instabilidade com revoltas dos Angolares (população que habitava a zona sul da ilha de S. Tomé; composta por escravos sobreviventes do naufrágio de um navio negreiro para alguns autores ou nativos da ilha para outros), a quem se juntavam os escravos que trabalhavam nos engenhos de açúcar; ataques de corsários originários de outras potências europeias (nomeadamente a França e a Holanda); e a luta pelo poder entre os próprios colonos. Até ao século XIX assiste-se ao declínio da produção de açúcar em S. Tomé devido ao grande fluxo migratório de colonos portugueses para o Brasil, que oferecia melhores condições, e ao abandono das culturas por parte dos forros, que se dedicavam a uma agricultura de subsistência.
Já no século XIX, com a independência do Brasil e a plantação de culturas de cacau e café, ressurge o interesse dos portugueses na ilha. A administração do arquipélago é reorganizada, são introduzidos novos escravos a partir do continente (já que os forros se recusam a trabalhar para os colonos), são combatidas as revoltas Angolares e a terra é redistribuída, conquistada ou usurpada pelos grandes senhores (que normalmente vivem na metrópole e delegam a administração em funcionários portugueses). São assim criadas as Roças, grandes latifúndios que se dedicam à produção principalmente de café e cacau e que gozam de grande autonomia dentro das suas fronteiras, onde a vontade do patrão é lei. Com a abolição da escravatura em 1876, inicia-se um novo fluxo imigratório de trabalhadores contratados (na prática, pouco mais que escravos), principalmente a partir de Cabo Verde, Angola e Moçambique para assegurar o trabalho nas roças. No período imediatamente após a Primeira Guerra Mundial, S. Tomé torna-se o principal exportador mundial de cacau. A partir de então assiste-se a um declínio progressivo da produção.
Nos anos 60 forma-se o Comité de Libertação de S. Tomé e Príncipe, que luta pela independência e contra o regime português, apesar de nunca ter existido luta armada no arquipélago. Com o 25 de Abril em Portugal abre-se a porta à independência de S. Tomé e Príncipe, o que acontece a 12 de Julho de 1975. O país viveu num sistema de partido único e de orientação socialista até 1991, altura das primeiras eleições legislativas multipartidárias.
Mais recentemente, o início da exploração de petróleo nas águas territoriais traz a esperança de um futuro melhor para os habitantes de S. Tomé e Príncipe.
wikipédia (imagens)
1649gg_bertius_detall.jpg
Detalhe da Carta de Bertius (1649), com a imagem de uma canoa perto da Ilha de S. Tomé
Ficheiro:Tp-map.png
Ilhas de S. Tomé e Príncipe
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/12/21-de-dezembro-de-1470-joao-de-santarem.html?fbclid=IwAR1p8jQSV8jjxbG4Ib1Ivott3yuDet3iFJ000rdvsDSYzBLsrZFa77K0nO4
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