06/07/2018

8.056.(6jul2018.10.55') José Relvas...Casa dos Patudos...Alpiarça...

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Nasceu a 5mar1858 na Golegã
e morreu a 31ouTUbro1929 em Alpiarça
teve a infelicidade de ver 2 filhos morrerem com a febre tifóide
e o 3º ter-se suicidado
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o EXTRAORDINÁRIO ESPÓLIO em pintura  e... que deixou à Câmara de Alpiarça!!!
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amizades com os grandes José Malhoa, Columbano
arq. Raul Lino fez a casa dos Patudos e criou vários móveis/candelabros...(o mesmo do prédio onde trabalhei os últimos anos: CFAE)
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Leu a proclamação da República
na varanda da Câmara de Lisboa
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Inconstante ou não gostou da actividade política?
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biografia de José Relvas
Filho de Carlos Relvas, cavaleiro tauromáquico, granadeiro e fotógrafo e de Margarida Amália de Azevedo Relvas. José Relvas herdou do pai uma educação de elite e um vasto conjunto de propriedades agrícolas ocupando-se da sua gestão.

Após duas décadas, tornou-se um dos mais abastados agricultores da região, uma voz respeitada na defesa dos interesses da viticultura ribatejana e um critico das políticas agrícolas.
O interesse de José Relvas pelo Republicanismo surgiu, em consequência de uma reacção política, provocada por uma intervenção do governo de João Franco no regime de privilégios do vinho do Porto.
No Ribatejo, Relvas dirigiu comícios de grande dimensão, liderando o descontentamento dos agricultores ribatejanos pelas medidas de protecção ao vinho licoroso do Douro.
Alpiarça foi uma das sedes de protesto e José Relvas deu “voz” a essas mesmas.
Em Abril de 1908, presidiu à 1ª sessão do Congresso do Partido Republicano, realizado em Coimbra, após o regicídio, no qual se deu um confronto estratégico entre os defensores de tomada de poder por via gradualista e adeptos da via revolucionária.
Em 1909,ganhou o Congresso realizado em Setúbal sustentando as ideias dos defensores da via revolucionária. Após a vitória no Congresso de Setúbal, destitui o antigo Directório e recebeu autorização dos congressistas para preparar a revolução.
Relva tem igualmente uma participação importante nas operações de 3 a 5 de Outubro de 1910 pois, assumiu o comando político da revolução a partir do “quartel-general” do jornal “ A Luta”. Coube a José Relvas anunciar a queda da monarquia e a constituição de um Governo Provisório, da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa.
Posteriormente, a 11 de Outubro de 1910 é nomeado para o Governo como Ministro das Finanças. Nesta área, a sua acção seria dominada pelo princípio da contenção da despesa pública. Teve uma importante participação na estabilização do mercado financeiro e foi o autor da reforma monetária que fez circular o escudo até à recente adopção do euro.
João Chagas, que teve influência na sua nomeação para o Governo Provisório, solicitou-lhe que ocupasse a legação em Madrid. José Relvas desempenhou pois as funções de embaixador em Madrid, entre Novembro de 1911 e princípios de 1914. Em Madrid, aplicou-se determinadamente a convencer as autoridades governativas e o próprio monarca, Afonso XIII, das vantagens de um bom relacionamento com as autoridades portuguesas e das intenções destas em separar qualquer divergência no plano político-ideológico da necessária convergência na estabilidade peninsular. Porém, José Relvas, tinha como objectivo desincentivar quaisquer tentações de a diplomacia espanhola procurar um quadro de relacionamento externo e contrário daquele em que Portugal se encontrava.
Em Setembro de 1912, Relvas viu concluído com êxito os seus esforços no sentido de celebrar um acordo de expulsão dos portugueses que em Espanha desenvolvessem actividades contra a legalidade constitucional em Portugal.
Em 1914, regressou a Portugal e ocupou o seu lugar de Senador por Viseu, funções que lhe cabiam desde a transformação da Assembleia Constituinte em Congresso. Em 1915, porém, considerando não existirem condições para exercer o seu mandato, afastou-se da política activa, mantendo-se porém junto de um pequeno círculo de reflexão e contacto políticos.
Aquando a queda do Governo Sidonista, foi chamado para organizar o Governo.
Aceitou o desafio, definindo duas metas: participar nas negociações internacionais que se seguiam ao armistício e apaziguar a situação política interna. Optou, assim, por um Governo de coligação, chamando os Sidonista moderados e os socialistas, além dos partidos republicanos.
Esta solução consolidaria a posição internacional do Governo e alargaria a base de apoio republicano na luta contra os monárquicos. Em ambos os casos, a fórmula foi bem sucedida.
O ano de 1919 seria igualmente devastador para Relvas no plano pessoal, com o suicídio de seu filho, Carlos. A partir de então, aplicou a sua energia no desenvolvimento das empresas (produção, transporte e comercialização de produtos agrícolas, designadamente vinhos) e na organização de uma vasta colecção de objectos de arte, porventura das mais significativas do período e certamente das mais valiosas de Portugal.



Bibliografia
Serra B. João. (2006). José Relvas e a Republica, disponível em URL: http://www.cidadeimaginaria.org

http://historia-geografia-portugal.wikispaces.com/Jos%C3%A9+Relvas
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 José Relvas


















Quem foi?José Relvas nasceu a 5 de Março de 1858, na Golegã e faleceu a 31 de Outubro de 1929, na casa dos Patudos, em Alpiarça. A Assembleia da República prestou-lhe homenagem em 2008. Era filho de Carlos Relvas e de D. Margarida Amália de Azevedo Relvas.
Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, a qual só frequentou até ao segundo ano. Ao abandonar o seu curso anterior foi para o Curso Superior de Letras que concluiu em 1880.
Mais tarde (por volta de 1930), José Relvas juntou-se ao Partido Republicano por causa da crise política provocada pela chamada ao poder, por parte do rei D. Carlos e do ministro João Franco.
A 5 de Outubro de 1910, foi escolhido para proclamar a República, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Escolheram-no porque era um membro do directório, e um dos dirigentes “mais antigos” do Partido Republicano Português
Foi Ministro das Finanças do governo provisório de 12 de Outubro de 1910 a 1911, sendo ele o responsável pela introdução da reforma monetária que criou o escudo.
Depois exerceu o cargo de Embaixador de Portugal, substituindo o Sr. Dr. Augusto Vasconcelos, em Espanha entre 1911 e 1914. Regressou a Portugal a fim de assumir o seu lugar no Senado que acabou por resignar em 1915.
José Relvas, nos anos seguintes, esteve muito afastado da actividade política dedicando-se aos seus negócios, até ter sido nomeado primeiro-ministro, a 27 de Janeiro de 1919, tendo exercido aquele cargo até 30 de Março do mesmo ano.

As suas obras:Escreveu…
• Conferência sobre questões económicas – feita no Centro Comercial do Porto em 1910, publicada e impressa na tipografia Bayard.
• Memórias políticas (2 volumes), Terra Livre, entre 1977 e 1978.
• Cartas de José Relvas a António Macieira, Câmara Municipal de Alpiarça, em 1981.
• O Direito Feudal – tese que José Relvas apresentou na prova final do curso.
• As Constituintes de 1911 e os seus deputados.

Bibliografia:
• http://1.bp.blogspot.com/_csva7PFVgLg/SH_iSdFu7WI/AAAAAAAABbo/BT1xj7ku9-0/s400/Jose_Relvas4.JPG
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Mascarenhas_Relvas
• http://4.bp.blogspot.com/_dMk5Rmt0EyI/S5VKeMw8v9I/AAAAAAAAGY0/pXeIRvcnpBA/s320/JOS%C3%89+RELVAS1.jpg

Trabalho realizado por : Mafalda Gonçalves Nº 17 6ºD

http://cemanosderepublica.blogspot.com/2010/07/jose-relvas-quem-foi-jose-relvas-nasceu.html
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Fundação José Relvas em Alpiarça

 http://fundacaojoserelvas.pt/fundacaojoserelvas/wp-content/uploads/2016/08/Newsletter-1_2016-2.pdf
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Casa dos Patudos em Alpiarça
Museu Municipal
Casa onde viveu José Relvas
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 Documentário dedicado à Casa dos Patudos, em Alpiarça, obra do arquitecto Raul Lino e que pertenceu ao político republicano José Relvas. Aí se encontra o Museu onde se conserva o rico espólio familiar de Relvas, integrando além da sua importante biblioteca pessoal, obras de pintura e escultura de nomes como Malhoa, Columbano e Rafael Bordalo Pinheiro, Josefa de Óbidos, Teixeira Lopes e Soares dos Reis, bem como coleções de azulejaria, faiança, e outras artes decorativas.
 https://arquivos.rtp.pt/conteudos/casa-dos-patudos/
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 Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça
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domingo, 1 de maio de 2016


Peça do mês – Maio

                                                                         
 Narcisos

Óleo sobre Tela

S.d.

Sousa Lopes

72,1 cm x 42,8 cm

CP – MA

Inv. Nº 84.692

O pintor Sousa Lopes Nasceu em Leiria em 1879. Formou-se na Academia de Belas Arte de Lisboa e foi bolseiro em Paris onde estudou com Fernand Cormon. Expôs em 1906, 1907 e 1912 no Salon de Paris. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) foi artista oficial do Corpo Expedicionário Português, período que inspirou a sua produção pictórica posterior. Destaca-se seguidamente com a sua pintura de cariz modernista, embora sem integrar o movimento. Sousa Lopes foi Director do Museu Nacional de Arte Contemporânea de 1929 a 1944, sucedendo a Columbano Bordalo Pinheiro.

A pintura Narcisos representa uma mulher com flores de narciso apanhando o seu cabelo. A figura feminina está representada de perfil, encostada ao que poderá ser uma parede, sobre a qual a luz de frente, fazendo parecer que esta se posiciona em frente a uma janela, através da qual a mulher olha.

A luz reflecte-se no seu corpo e roupas, fazendo destacar-se o tecido vermelho que segura com a mão. O tecido envolve o seu corpo, descaindo do seu ombro, revelando as suas costas e parte do seu vestido azul.

A paleta cromática é vibrante e contrastante, especialmente devido aos efeitos de luz e sombra criados pelo artista. A expressão da mulher é pensativa e de contemplação.

http://casadospatudos.blogspot.com/
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a irmã de José Relvas...

O grande amor de Clementina Relvas, irmã de José Relvas


 Um pouco da história de Clementina Relvas (irmã de José Relvas) 



Clementina Relvas
ESTÓRIAS DA HISTÓRIA

Carlos Relvas (na Golegã) e José Relvas ( em Alpiarça), pai e filho, têm uma história familiar que daria um extraordinário filme se Hollyood soubesse deles. Não deu filme mas deu romance: Alves Redol ter-se-á inspirado numa lenda ligada à vida de Carlos Relvas para o enredo amoroso desse belíssimo e esquecido "Barranco de Cegos".
Há dias revi a casa-ateliê de fotografia de C. Relvas, na Golegã e recordei parte dessa história. Edifício lindíssimo de conteúdo relevante para a história da fotografia mundial. O lado escandaloso, porém, nunca é referido, o que está certo para a memória dos mortos que já não podem justificar-se mas deixa a salivar o instinto mórbido do visitante.
«Chamo-me Rita Correia Relvas e o meu Bisavô Chamava-se Alfredo da Costa Relvas casado com Ana Maria Miranda. Tiveram três filhos, Leopoldina Miranda Relvas, António Miranda Relvas e Luís da Costa Relvas. O avô deles Chamava-se António Nunes da Costa, tendo adoptado o apelido Relvas depois de ter trabalhado na casa de Carlos Relvas (Fotógrafo) na Golegã. Baptizou os seus filhos com o apelido "da Costa Relvas". Foi assassinado na Golegã a mando de Carlos Relvas por se ter envolvido com a sua filha Clementina Mascarenhas Relvas, já prometida para casamento com um descendente da família Costa Alemão. Foi encontrado passados muitos anos, aquando da construção do Tribunal da Golegã, emparedado numa propriedade da família Relvas. Foi identificado por um anel de ouro, oferecido por Clementina,com as suas iniciais e com o símbolo de um Joker, umas vez ser essa a função que desempenhava. Esta é a verdadeira origem do apelido Relvas na família Costa Relvas.
Surpreendeu-me a desfaçatez e este inútil desenterrar de esqueletos. Nem Carlos Relvas foi apenas "um fotógrafo" nem se percebe como o pretenso prevaricador teria direito ao apelido da família por ele ofendida e que, a crer nesta bisneta, teria sido assassinado e emparedado na casa do pai de Clementina.
Carlos Relvas e os filhos existiram, sim, e um deles, José Relvas, foi o célebre republicano que viveu na Casa dos Patudos de Alpiarça, que fez parte do Directório que preparou a implantação da República, e que a proclamou à varanda do Município de Lisboa, em 5 de Outubro de 1910.

Carlos Relvas, a mulher Margarida Relvas e os filhos: José, Francisco e Clementina.

Infelizmente é pelo desenterrar de esqueletos, mesmo por vezes dolorosa, que se aprofunda a verdade histórica

Como descendente da família Relvas (Carlos Relvas é meu tetravô), não pude deixar de comentar. Há, de facto, diversos descendentes de Carlos Relvas, embora nenhum já por varonia, pois a única descendência provêm por via feminina de sua filha Margarida. Há uma espécie de lenda sobre os amores da outra filha Clementina, algumas apontando para o facto de um servidor da Casa Relvas ter sido morto a seu mando por se ter relacionado com a infeliz rapariga. Parece que a sua vida não terá sido muito normal, contando-se a história de ser vista a pedir em Lisboa. No entanto, são histórias que nunca ouvi confirmadas. O que parece ter de facto acontecido foi esta menina ter sido repudiada por seu marido. Talvez um dia consiga revelar esta trama, de tantas outras que se teceram sobre esta romântica família, em que vários dos seus membros se destacaram por gloriosas virtudes e feitos, mas também por outras histórias mais ou menos trágicas.



"Mas de Carlos Relvas não há descendentes directos. Os 3 netos filhos do Homem da República morreram todos uns menores, o maior pelo suicídio."
Talvez não seja bem assim. José Relvas teve relações extra conjugais e a minha família mantém um mistério de há 3 gerações... a comprovar-se quem escreve estas linhas é o trineto deste senhor, não só em descendência directa como de uma filha mais velha (nascida a 1881) do que os filhos oficiais...


 Realmente é verdade essa história triste. Felizmente Carlos Relvas é mais conhecido pelo seu legado artístico que por ter sido um assassino, ter deserdado a filha mais velha e tê-la deixado a apodrecer a pedir numa igreja de Lisboa lá para os lados do Chiado. Clementina pagou caro o seu amor pelo Costa. Mentalidades… Quanto aos nomes Relvas, há muitos... Mas de Carlos Relvas não há descendentes directos. Os 3 netos filhos do Homem da República morreram todos uns menores, o maior pelo suicídio. A haver descendentes seriam apenas os seus netos filhos da filha mais nova Margarida Relvas Navarro (pelo casamento com Alberto Navarro, um médico do norte) que herdou todas as propriedades para os lados de Riachos/Torres Novas. José Relvas o republicano, separou-se do pai e saiu da Golegã para Alpiarça devido ao segundo casamento do pai. Carlos Relvas casou pela segunda vez a pouco mais de um ano da morte da sua mulher Dona Margarida Relvas, adorada pelo povo da Golegã. Esse 2º casamento odiado, com uma mulher já também viúva de outros casamentos, obrigou a partilhas em vida e a mais separações... C. Relvas transforma então a Casa-Estúdio em habitação e passa lá a viver com a segunda mulher. Finalmente essa mulher novamente viúva depois da morte de Carlos Relvas, destrói, vende ou faz desaparecer a maior parte do património fotográfico, nomeadamente os nús femininos de Relvas que deveriam ser numerosíssimos. Salva-se finalmente a acção da filha (apenas filha dessa segunda mulher) que herdou a Casa-Estúdio de Relvas e depois de anos de destruição e abandono, fez então uma doação do edifício à Câmara. É assim... 

NR: Recolhas levadas a efeitos pelo JA. 
Fontes: http://aorodardotempo.blogspot.pt/
http://sertaprincesadabeira.blogspot.pt http://jornalalpiarcense.blogspot.com/2014/03/o-grande-amor-de-clementina-relvas-irma.html
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