e morreu a 16feVEReiro1889...idem
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Museu Nacional Soares dos Reis...Porto
https://www.youtube.com/watch?v=Jv9OV9OoBmQ
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16feVEReiro2014
Soares dos Reis, o escultor que subiu ao Olimpo e depois desistiu
O escultor de O Desterrado suicidou-se faz hoje 125 anos, na sua casa-atelier em Gaia. A data vai ser assinalada pelo Museu Nacional Soares dos Reis com a actualização da galeria que lhe é dedicada. Mas o principal acontecimento do ano será a publicação do catálogo raisonée da escultura e desenho do artista.“Sou cristão, porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a quem ofendi injustamente, mas não perdoo a quem me fez mal.” Segundo a descrição de Diogo de Macedo, foram estas as últimas palavras deixadas pelo escultor António Soares dos Reis na manhã em que disparou dois tiros de revólver na cabeça, na sua casa-atelier de Vila Nova de Gaia, a 16 de Fevereiro de 1889 – faz hoje 125 anos.
A morte, com apenas 41 anos, do “eminente estatuário”, como se lhe referiu o Jornal de Notícias na notícia necrológica, provocou surpresa e consternação no meio artístico portuense e nacional. E mais ainda em alguns amigos mais próximos, como Nicolau de Almeida (da conhecida família de comerciantes de vinhos e pai do fundador do FC Porto) e Eduardo Sequeira (jornalista), que tinham passado a noite da véspera com o autor d’O Desterrado no café Suíço, na Baixa do Porto. Nesse serão, Soares dos Reis tinha descrito o seu projecto para “o maravilhoso monumento” ao Infante D. Henrique, que a Sociedade de Instrução do Porto previa erigir na Praça do Infante (e que acabaria por ser depois projectado por um seu discípulo, Tomás Costa).
O aniversário da morte de Soares dos Reis (Vila Nova de Gaia, 1847-1889) vai ser assinalado, hoje, no Porto e em Gaia. De manhã, às 11h30, com uma romagem, nesta cidade, ao cemitério de Mafamude – em cujo túmulo se encontra uma fundição da sua obra Saudade; às 16h, no Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR), com a assinatura de um protocolo entre esta instituição e o Círculo Dr. José de Figueiredo (amigos do museu), a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) e a Câmara Municipal de Gaia, com o objectivo de definir o futuro da casa-atelier do escultor, que, desde 1947, é propriedade do Estado.
O vereador da Cultura de Gaia, Delfim Sousa, disse ao PÚBLICO que esta autarquia está disponível para assumir a programação do edifício (projecto do arquitecto José Geraldo Sardinha), que continua fechado e a degradar-se. E acrescenta que tem tido “um diálogo franco e construtivo” com responsáveis da FBAUP, à qual está adstrita a gestão.
No MNSR, serão também inaugurados alguns acrescentos e a actualização da galeria dedicada ao seu patrono. “Vamos acrescentar duas vitrinas com algumas peças pequenas relativas à vida e obra de Soares dos Reis”, diz Maria João Vasconcelos, recém-reconduzida no cargo de directora do museu.
Desenhos, esbocetos, maquetes, um dos teques e a câmara clara que eram usados pelo escultor são alguns exemplos das peças que vão passar a estar expostas, em conjunto com a modelação feita em gesso por Teixeira Lopes (pai) da mão direita de Soares de Reis (que, posteriormente, o filho daquele passaria a mármore) e das (suas) mãos que o próprio escultor usou na preparação d’O Desterrado.
https://www.publico.pt/2014/02/16/culturaipsilon/noticia/soares-dos-reis-desterrado-na-sua-propria-terra-1623847
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RTP
8jul1993
Documentário sobre a vida e obra do escultor portuense António Soares dos Reis. Destaque para as suas obras mais conhecidas, como a escultura em mármore do Desterrado ou a estátua de D. Afonso Henriques em Guimarães.
Escultura de Soares dos Reis, O Desterrado; plano próximo de mãos a trabalhar numa escultura; exterior da casa onde nasceu António Soares dos Reis, intercalando com fotografia do abade Santana e com imagens da zona rural de Vila Nova de Gaia; fotografia a óleo de Manuel Caniço (pai de Soares dos Reis). 04m00: Exterior e interior da Academia Portuense de Belas Artes, intercalado, com imagens de desenho, arquitetura e pinturas de Soares dos Reis; painel de azulejos alusivos a Santo António; apresentação do trabalho de fim de curso com o nome " Hércules esmagando Anteu" ; busto Firmino e do trabalho de baixo-relevo intitulado " Mercúrio adormecendo Árvores", com que se candidata a pensionista no estrangeiro. 07m24: Fotografia de Soares dos Reis; Paris, Arco de Triunfo, Marselhesa de Rohde; ingresso de Soares dos Reis na Escola Imperial de Belas Artes de Paris, intercalando com várias esculturas do mesmo. 11m21: Regresso do escultor ao Porto (devido à guerra franco-prussiana), imagem de esboço (desenho de uma porta de St. Esprit em Bayonne leva Soares dos Reis à prisão); escultura do carro de Apolo em estuque; escultura “O Desterrado”; homem fala sobre esta escultura e sobre as dificuldades económicas de Soares dos Reis em Roma. 17m00: Interior de salão de baile de um palacete romântico; sala com piano; homem fala sobre a classe nobre que vivia nestes palacetes e cujos donos eram clientes de Soares dos Reis. 19m22: Interior da igreja de São Cristóvão de Mafamude com a obra encomendada pelo padre da freguesia a Soares dos Reis: O Cristo morto. 20m53: Nossa Senhora da Vitória, em madeira, da autoria do escultor; jornal da época que fala da decapitação da Virgem da Vitória; busto de Domingos Almeida Ribeiro; estátua do Conde Ferreira; homem fala da figura do Conde Ferreira. Casa de Soares dos Reis em Vila Nova de Gaia; outras esculturas: Cristo agonizante, talha em madeira, os modelos para canteiros; interior do atelier de Soares dos Reis em Gaia transforma-se em centro difusor do ensino da escultura; painel de azulejos. 28m30: Exterior do edifício da Companhia Cerâmica das Devezas; Fábrica de Cerâmica do Carvalhinho; centro Artístico Portuense fundado por Soares dos Reis, Marcos de Oliveira e Joaquim de Vasconcelos; Fotografia de Sousa Pinto. 30m38: Capela neogótica do Palacete dos Pestanas com duas imagens em granito: São José e São Joaquim, executadas por Soares dos Reis; Busto: Flor Agreste, peça em mármore; estátua da filha dos Condes de Almedina. 35m38: Estátua Narciso e um baixo-relevo intitulado "morte de Adónis", que lhe permite o ingresso como Professor de escultura na Academia; fotografia sua com a mulher, Amélia Macedo.; fotografia dos filhos (Raquel e Fernando). 42m26: Monumento a Dom Afonso Henriques, bronze, Guimarães; castelo de Guimarães; retratos de Spares dos Reis, um do tempo das suas ilusões, de 1870, quando estudava em Paris, o outro uma cópia de uma fotografia; mão esculpida. Bustos executados pelo escultor: José Correia de Barros, Francisco Pinto Bessa, Viscondessa de Mozer, Hintze Ribeiro, Fontes Pereira de Melo, busto da Inglesa.
https://arquivos.rtp.pt/conteudos/soares-dos-reis/
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14 de Outubro de 1847: Nasce o escultor português Soares dos Reis, autor de "O Desterrado"
Escultor português, António
Soares dos Reis nasceu a 14 de Outubro de 1847, em Vila Nova de Gaia, e morreu em 1889. Foi o grande renovador da escultura portuguesa do seu tempo, embora a incompreensão por parte da sociedade da época o tivesse conduzido ao suicídio.
Obteve o diploma de Escultura na Academia Portuense de Belas-Artes e partiu para Paris como aluno de Jouffroy. Visitou Roma em 1870, como bolseiro, no intuito de estudar a arte clássica. Aí iniciou a estátua em mármore branco O Desterrado (1872), inspirada em versos de Alexandre Herculano. Este trabalho viria a ser considerado o mais notável da escultura portuguesa de todo o século XIX, aliando à mestria técnica clássica uma temática intimista simbólica. Prosseguiu no Porto o seu trabalho com Artista na Infância (1874), Conde de Ferreira (1876), Crucificado (1877) e as estátuas destinadas à Capela dos Pestanas, no Porto, S. José e S. Joaquim (1880). Foi admitido em 1881 como professor da Academia Portuense, tendo executado nesse ano a famosa e delicada Flor Agreste. Um dos bustos mais conhecidos é ainda o de Mrs. Elisa Leech, ou o Busto de senhora inglesa (1877), cujo tratamento de síntese e de abstractização das formas não obteve repercussões favoráveis na época, tendo sido mesmo recusado pela retratada. Só depois da sua morte, a arte de Soares dos Reis assumiu a grandeza que merecia perante os críticos e o público.
Sou cristão, porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a quem ofendi injustamente, mas não perdoo a quem me fez mal.” Segundo a descrição de Diogo de Macedo, foram estas as últimas palavras deixadas pelo escultor António Soares dos Reis na manhã em que disparou dois tiros de revólver na cabeça, na sua casa-atelier de Vila Nova de Gaia, a 16 de Fevereiro de 1889.
Obteve o diploma de Escultura na Academia Portuense de Belas-Artes e partiu para Paris como aluno de Jouffroy. Visitou Roma em 1870, como bolseiro, no intuito de estudar a arte clássica. Aí iniciou a estátua em mármore branco O Desterrado (1872), inspirada em versos de Alexandre Herculano. Este trabalho viria a ser considerado o mais notável da escultura portuguesa de todo o século XIX, aliando à mestria técnica clássica uma temática intimista simbólica. Prosseguiu no Porto o seu trabalho com Artista na Infância (1874), Conde de Ferreira (1876), Crucificado (1877) e as estátuas destinadas à Capela dos Pestanas, no Porto, S. José e S. Joaquim (1880). Foi admitido em 1881 como professor da Academia Portuense, tendo executado nesse ano a famosa e delicada Flor Agreste. Um dos bustos mais conhecidos é ainda o de Mrs. Elisa Leech, ou o Busto de senhora inglesa (1877), cujo tratamento de síntese e de abstractização das formas não obteve repercussões favoráveis na época, tendo sido mesmo recusado pela retratada. Só depois da sua morte, a arte de Soares dos Reis assumiu a grandeza que merecia perante os críticos e o público.
Sou cristão, porém, nestas condições, a vida para mim é insuportável. Peço perdão a quem ofendi injustamente, mas não perdoo a quem me fez mal.” Segundo a descrição de Diogo de Macedo, foram estas as últimas palavras deixadas pelo escultor António Soares dos Reis na manhã em que disparou dois tiros de revólver na cabeça, na sua casa-atelier de Vila Nova de Gaia, a 16 de Fevereiro de 1889.
Soares dos
Reis. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.
wikipedia
(Imagens)
Retrato que o Marques de Oliveira fez de Soares dos
Reis
O Desterrado (pormenor) - Soares dos
Reis
Monumento a D. Afonso Henriques, Guimarães -
Soares dos Reis
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2018/10/14-de-outubro-de-1847-nasce-o-escultor.html***