26/01/2019

4.598.(26jan2018.10.01') Théodore Géricault

Nasceu a 26seTEMbro1791...Rouen
e morreu a 26jan1824...Paris
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Avante 16jan2020

1818 –1819 – A Jangada da Medusa

A Jangada da Medusa – Le Radeau de la Méduse, em francês – é uma pintura a óleo da autoria de Théodore Géricault, inspirada no naufrágio da fragata real «Medusa», que a 17 de Junho de 1816 deixou Rochefort, em França, com destino a Saint-Louis, no Senegal, a nova colónia francesa. A bordo seguiam 400 pessoas, incluindo o novo governador do Senegal e a respectiva família. Um desentendimento entre o comandante do barco, Hugues du Roy de Chaumareys, e os oficiais terá feito encalhar a fragata, a 2 de Julho, entre as Canárias e Cabo Verde, apesar das boas condições de navegabilidade. A forma como foi feita a evacuação do barco levou à tragédia: enquanto o governador, o capitão e grande parte dos oficiais ocuparam os salva-vidas, cerca de centena e meia de tripulantes foram colocados numa jangada. De forma acidental ou não, o cabo que atava a jangada a um dos salva-vidas soltou-se e a precária embarcação ficou à deriva durante 13 dias. Nesse período, ocorreram a bordo assassinatos e actos de canibalismo. Quando foi resgatada, na jangada da Medusa havia apenas 15 sobreviventes. A obra de Théodore Géricault, que actualmente se encontra na Museu do Louvre, integrou a exposição no Salão de Paris, em 1919, e causou então grande polémica pelo seu realismo. http://www.avante.pt/pt/2407/memoria/
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"A Jangada da Medusa" de Théodore Géricault

A Jangada da Medusa (em francês: Le Radeau de la Méduse) é uma pintura a óleo de 1818–1819 da autoria de Théodore Géricault, encontra-se exposta no Museu do Louvre em Paris.



A fragata real "Medusa" deixou Rochefort na França, a 17 de Junho de 1816, em direcção a Saint-Louis, no Senegal. Apontada como uma das mais modernas embarcações da época, a sua missão era tomar posse da colónia do Senegal, que havia passado para a tutela francesa. 

A bordo seguia o novo governador do Senegal, com a sua família, soldados e a equipa da marinha. Um total de 400 pessoas, seguramente mais do que as condições do barco permitiam. Ao comando da "Medusa" estava Hugues du Roy de Chaumareys, um capitão que durante 25 anos esteve longe das águas por imposição de Napoleão. Mas com o regresso ao trono dos Bourbons, foi compensado com este comando. 

A arrogância deste capitão e as consequentes discussões com os oficiais motivaram a 2 de Julho, um dia de águas calmas e boa visibilidade, o encalhamento da fragata ao largo do Cabo Branco (entre as Canárias e Cabo Verde). A forma como foi ordenada a evacuação do barco revelou egoísmo e gerou  pânico. O governador, o capitão e grande parte dos oficiais ocuparam seis salva-vidas enquanto 147 tripulantes não encontraram lugar. Estes foram colocadas numa jangada, construída precariamente com tábuas, cordas e partes do mastro, atada a um dos salva-vidas. A dada altura, acidentalmente ou não, o cabo soltou-se. O que se passou a seguir foram cerca de duas semanas de pesadelo num mar tempestuoso, com mortes brutais e até actos de canibalismo. Os oficiais que ficaram na jangada ocuparam o centro da mesma, estavam armados enquanto que os marinheiros e os soldados tinham sido desarmados antes de subirem a bordo. Destes últimos, 20 desapareceram durante a primeira noite.  Na segunda noite, a luta acentuou-se e durante um motim os oficiais, que foram atacados, mataram 65 homens. Após diversos dias na embarcação um dos sobreviventes, o médico Jean-Baptiste Henry Savigny, assumiu a liderança do grupo e passou a dissecar os corpos dos mortos para que servissem de alimento aos sobreviventes, para que estes não morressem de fome. Depois de 13 dias à deriva a jangada da "Medusa" foi resgatada pelo Argus, um pequeno navio mercante. Nesta altura restavam apenas 15 sobreviventes.



A notícia do naufrágio da "Medusa" foi publicada em Setembro de 1816, pelo jornal parisiense Journal des Débats. As investigações sobre as causas e as circunstâncias exactas do desastre ocuparam os jornais franceses durante meses. Uma história de infortúnio que desencadeou um escândalo político. Apenas 10 dos 147 ocupantes da "Medusa" sobreviveram. 


Tendo como base este acontecimento, Théodore Géricault resolveu pintar um quadro que começou por chamar-se "Cena de um Naufrágio". A obra integrou a exposição no Salão de Paris, em 1919 e causou grande polémica. O objectivo de Géricault era realizar uma pintura em grande escala, com efeito tremendo, que lhe permitisse atingir o reconhecimento.  Para realizar A Jangada da Medusa, Géricault socorreu-se de várias fontes. Conversou com dois sobreviventes (Savigny - médico, Corréard - cartógrafo) e leu também o livro que ambos escreveram sobre o naufrágio. Os objectivos realistas levaram-no a alguns preciosismos como a construção de uma pequena maquete da jangada, para melhor a representar. As dimensões do quadro (491x716 cm) obrigaram ao aluguer de um estúdio maior. Curiosamente, perto de um hospital porque Géricault foi autorizado a fazer esboços de doentes e de moribundos. O pintor levou para casa membros de pessoas mortas para observar a sua coloração nos primeiros dias de putrefacção.

Apesar da imensidão real do mar, a tela atribui-lhe pouca importãncia. Nos primeiros estudos Géricault seguiu o costume ordinariamente utilizado nas cenas marítimas: grandes áreas dedicadas à água e as pessoas e barcos com dimensão reduzida. No entanto, à medida que o trabalho foi avançando, Géricault foi dando mais destaque à jangada, de tal forma que na versão final sente-se que quase se pode entrar a bordo. Assim, a parte atribuída ao mar foi sendo marginalizada, ganhando ênfase a estrutura piramidal da composição.

A obra foi adquirida pelo Museu do Louvre após a morte precoce do artista aos 32 anos. A influência de A Jangada da Medusa, pode ser vista em obras de Eugène DelacroixJ. M. W. TurnerGustave Courbet e Édouard Manet.




wikipedia(Imagens)

File:JEAN LOUIS THÉODORE GÉRICAULT - La Balsa de la Medusa (Museo del Louvre, 1818-19).jpg

A Jangada da Medusa -  Théodore Géricault

File:Medusa Study 2.jpg
Canibalismo na Medusa (estudo para a obra A Jangada da Medusa)
File:Radeau meduse structure.jpg
Esquema da estrutura da obra



File:Méduse-Jean-Jérôme Baugean-IMG 4777-cropped.JPG
A Fragata Medusa - Jean- Jérôme Baugean
Arquivo: Jangada de Méduse-Alexandre Correard IMG-4788-cropped.jpg
A Jangada da Medusa no momento do resgate
 https://www.youtube.com/watch?v=QDQrFSio9Pc

https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2013/08/a-jangada-da-medusa-de-theodore.html?fbclid=IwAR0LtYdPejXqtmpv1a93v9gBTGibvzKSUz2w-nDx2KgfoS_K-mf32fZxFtA
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26 de Janeiro de 1824: Morre o pintor francês Théodore Géricault, autor da obra-prima "A Jangada da Medusa"

Pintor francês, Jean Louis André Théodore Géricault nasceu no dia 26 de setembro de 1791, em Rouen, no seio de uma família relativamente abastada. Estudou com os pintores Carle Vernet e com Pierre Guérin, em cujo estúdio conheceu Eugéne Delacroix. 

Desde os primeiros trabalhos, Géricault evidencia tendência para se afastar dos ideais estéticos do Neoclassicismo frio da escola oficial, representada ou dominada pelo pintor de Napoleão, Jacques Louis David. Os seus primeiros trabalhos ligavam-se à representação de temas militares, relacionados com as campanhas de Napoleão. Mais do que comemorar as vitórias, estes quadros procuravam apresentar o sofrimento e a individualidade existencial dos soldados, como se pode observar, por exemplo, na pintura "Soldado ferido", datada de 1814, ou em "Oficial da Guarda Imperial", de 1812, que representava, com grande expressividade e dinamismo, um oficial de hussardos a cavalo, sobre um fundo realçado pelo céu turbulento.Assim que abandonou a sua carreira militar, Géricault deslocou-se para Itália em 1816, absorvendo de forma mais intensa os fundamentos estéticos do classicismo, embora sem abandonar o naturalismo e o interesse pelo estudo da natureza que caracterizaram as suas primeiras pinturas. Neste país teve oportunidade de estudar as obras dos pintores renascentistas italianos, como Michelangelo Buonarroti, interessando-se também pelo barroco flamengo seiscentista, nomeadamente pelo pintor Peter Paul Rubens. 



Em 1817 Géricault voltou para Paris, juntando-se ao movimento liberal que faz oposição ao rei Luís XVIII. Neste período realizou uma das suas obras-primas, "A Jangada da Medusa" (1818-1819), cujo tema se liga a um recente desastre naval que ganhou contornos fortemente políticos. Embora com raízes naturalistas, o resultado evidencia influências da pintura barroca, pelo tratamento expressivo do claro-escuro e da composição dramática. Trata-se, de facto, de uma das obras mais diretamente ligadas ao espírito romântico, de que Géricualt, a par de Délacroix, foi um dos expoentes máximos. 



Em 1820 o artista viajou para Inglaterra, interessando-se pela pintura de paisagem e pela representação de temas desportivos, revelados em quadros como "Derby Day" ou "Racy for the Derby at Epsom", de 1821.

Nos dois últimos anos de vida, já instalado em França, Géricault dedicou-se ao estudo de vários tipos de doenças mentais (através do desenho e da pintura de retratos), confirmando um interesse, de sentido fortemente romântico, pelo exótico e pelo invulgar. 
Para além de pintura, este artista realizou alguma escultura de pequena dimensão em bronze, assim como inúmeros desenhos, gravuras e várias séries de litografias.
Théodore Géricault morreu jovem, em Paris, no dia 26 de janeiro de  1824.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)
Théodore Géricault by Alexandre Colin 1816.jpg
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/26-de-janeiro-de-1824-morre-o-pintor.html?fbclid=IwAR0NrtiobOchRTKrsCPShwcrtJ_axeXukCt585ScHAnnEcyZb2X8w7yJF5Y
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5.327.(26jan2019.9.9') Paul Newman

Nasceu a 26jan1925...Cleveland
e morreu a 26seTEMbro2008...Cunnecticut
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"Aprendi mais observando que fazendo."
 https://www.youtube.com/watch?v=2XasEA4iYHE
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 "A felicidade no casamento não é algo que simplesmente acontece, um bom casamento deve ser criado. Na arte do casamento, as coisas grandes são as coisas pequenas. É lembrar de dizer um “eu te amo” uma vez ao dia pelo menos. É ter um sentimento mútuo de valores comuns. É enfrentar o mundo lado a lado. O casamento deve estar formado no amor que reúne toda a família. É fazer as coisas para o outro, não na atitude do dever ou sacrifício, mas no espírito de alegria. É demonstrar apreço e falar palavras de gratidão. É não procurar ser mais perfeito que o outro, mas cultivar a flexibilidade, paciência e compreensão e não esquecer do bom humor. É ter a capacidade de perdoar e esquecer. É oferecer um ao outro ambientes em que cada um pode crescer. É uma procura comum do bem e da beleza. É estabelecer um relacionamento em que a independência é igual, a dependência é mútua e recíproca. É não só casar com o parceiro certo, mas também ser o parceiro certo."
 https://www.pensador.com/autor/paul_newman/
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26 de Janeiro de 1925: Nasce o actor norte americano Paul Newman

Ator e realizador de cinema norte-americano, um dos maiores símbolos sexuais de sempre, Paul Leonard Newman nasceu a 26 de janeiro de 1925, em Cleveland, e faleceu a 26 de setembro de 2008, em Cunnecticut. Foi soldado do exército Aliado durante a Segunda Guerra Mundial, tendo servido na área de transmissões no Pacífico. De regresso ao seu país, matriculou-se no curso de Economia da Universidade de Yale, mas desde cedo demonstrou interesse em seguir uma carreira artística. Inscreveu-se no prestigiado Actors Studio, tendo participado paralelamente em duas novelas televisivas: Tales of Tomorrow(1951) e The Aldrich Family (1952-1953). Chegou à Broadway, onde deixou boa impressão na sua peça de estreia: Picnic(1953). Os produtores de Hollywood acharam que estavam na presença de um galã com potencialidades e ofereceram-lhe um contrato cinematográfico de cinco anos. O seu filme de estreia teve resultados comerciais desastrosos: The Silver Chalice (O Cálice de Prata, 1954) abordava a história de um Grego que terá sido responsável pela conceção do cálice utilizado por Cristo na Última Ceia. Dois anos depois deste revés, Newman encontrou por fim o sucesso, encarnando o pugilista Rocky Graziano em Somebody Up There Likes Me (Marcado Pelo Ódio, 1956). Gradualmente Newman provou a todos os críticos que aliava o talento à sua boa aparência. A sua primeira nomeação para Óscar surgiu com Cat on a Hot Tin Roof (Gata em Telhado de Zinco Quente, 1958), baseado na peça de Tennessee Williams. No mesmo ano, conheceu a atriz Joanne Woodward durante as rodagens de The Long Hot Summer (Paixões que Escaldam, 1958), filme que lhe valeu o Prémio para Melhor Ator no Festival de Cannes. Em 1961, casou-se com Woodward e interpretou aquele que veio a ser o personagem mais célebre da sua carreira: a de Eddie Felson, um apaixonado pelo bilhar em The Hustler (A Vida é um Jogo, 1961) que lhe valeria nova nomeação para o Óscar de Melhor Ator. Na década de 60, ainda teve mais duas nomeações: pelo seu retrato de arrogante rancheiro do Texas em Hud (O Mais Selvagem Entre Mil, 1963) e pelo penitenciário Luke Jackson em Cool Hand Luke (O Presidiário, 1967). Em 1968, aventurou-se pela primeira vez na realização, dirigindo a sua mulher no melodrama Rachel Rachel (Raquel, Raquel). A fita foi alvo de críticas favoráveis e chegou mesmo a ser uma das candidatas ao Óscar de Melhor Filme. Em 1969, dando azo à sua paixão pela velocidade, adquiriu uma equipa de corridas e iniciou uma esporádica carreira como piloto de automóveis. Fez uma das duplas mais célebres da História do cinema ao lado de Robert Redford em dois filmes marcantes: Butch Cassidy and the Sundance Kid (Dois Homens e um Destino, 1969) e The Sting (A Golpada, 1973). Em 1972, ao lado de Steve McQueen e Barbra Streisand, fundou a First Artists, uma produtora destinada a auxiliar jovens realizadores. Marcou presença em dois «filmes-catástrofe», género muito em voga nos anos 70: The Towering Inferno (A Torre do Inferno, 1974) eWhen Time Ran Out... (O Dia em Que o Mundo Acabou, 1979). Apesar do aparecimento dos cabelos brancos, Newman continuou a demonstrar todo o seu talento com duas nomeações sucessivas para o Óscar de Melhor Ator em 1981 e 1982: pelo papel de executivo de Miami em Absence of Malice (A Calúnia, 1981) e por um advogado alcoólico e decadente que tenta regressar ao trabalho defendendo uma família vítima de negligência médica em The Verdict (O Veredito, 1982). Vinte e cinco anos depois de ter interpretado a personagem Eddie Felson, o realizador Martin Scorsese convenceu-o a retomar a personagem em The Color of Money (A Cor do Dinheiro, 1986). Rendidos à sua prestação, os membros da Academia outorgaram-lhe o Óscar de Melhor Ator. Newman ainda veio a receber mais duas nomeações em categorias diferentes: na categoria de Melhor Ator Principal pelo seu eterno inconformado Sully emNobody's Fool (Vidas Simples, 1994) e na categoria de Melhor Ator Secundário pelo velho gangster John Rooney no belo Road to Perdition (Caminho Para Perdição, 2002) de Sam Mendes.
Fontes: Infopédia
wikipedia (imagens)

Imagem relacionada

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    Paul Newman no seu primeiro filme, The Silver Chalice (1954)
https://www.youtube.com/watch?v=OchpaSIYrDY
 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/26-de-janeiro-de-1925-nasce-o-actor_26.html?fbclid=IwAR0cfVpWvC76gotap5Q1oVM2O2Qw-Vdtb73P_BRq-AdQY7vLmrpukMof07k
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23/01/2019

6.053.(23jan2019.15.15') Guerra dos 80 anos...Revolta Holandesa...

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1568/1648
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Postei durante vários anos...
23jan1579...Guerra dos 80 anos!!!...Guilherme une os estados protestantes dos Países Baixos, Zeeland, Utrecht, Guéldria e Groningen...
+ tarde esta união desencadeará a separação destes territórios da Espanha
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 https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Oitenta_Anos
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sábado, 7 de março de 2009


GUERRA DOS OITENTA ANOS - A INDEPENDÊNCIA DA HOLANDA (1568-1648)



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A Guerra dos 80 anos ou Revolta Holandesa foi a guerra de secessão na qual o território, englobando aquilo que é hoje são Países Baixos, se tornou um país independente libertando-se da Espanha.

Durante esta guerra a República Holandesa tornou-se uma potência mundial por um curto período histórico com grande poder naval e beneficiou-de de significativo crescimento económico, científico e cultural.


Antecedentes

Nem todas as províncias neerlandesas decidiram separar-se da Espanha ao mesmo tempo. Algumas, principalmente aquelas no que é hoje a Bélgica, nunca o fizeram. Carlos V, Sacro Imperador Romano, nasceu em Gante em 1500 e foi educado nos Países Baixos. Ele abdicou em 1556 em favor do seu filho Filipe II de Espanha, que estava interessado no lado espanhol do Império.

O Calvinismo tinha-se tornado influente nos Países Baixos. Em 1566, muitos calvinistas atacaram igrejas para destruir estátuas e imagens de santos católicos (em neerlandês: 'beeldenstorm'), que eles consideravam heréticas. Filipe II envia, como reação o Duque de Alba - o Duque de Ferro - com o seu exército para os Países Baixos.


Começa a guerra


Em 1568 Guilherme I de Orange (Guilherme, o taciturno), governador das províncias da Holanda, Zelândia e Utrecht, tentou afastar o altamente impopular Duque de Alba de Bruxelas. Ele não viu nisto um ato de traição para com Filipe II, e esta perspectiva é reflectida naquilo que é hoje o Hino Nacional dos Países Baixos (o Wilhelmus), no qual as últimas linhas da primeira estrofe dizem: de koning van Spanje heb ik altijd geëerd (Sempre honrei o Rei de Espanha).

Guilherme recebeu pouco apoio e teve de fugir. Os seus conspiradores, o Conde de Egmont e o Conde de Horne, permaneceram e Alba mandou decapitá-los. Alba também introduziu um imposto não aprovado (em neerlandês: tiende penning).



Guilherme, o taciturno




Uniões de Arras e Utrecht

Em 6 de janeiro de 1579, estimulados pelo novo governador espanhol Alexander Farnese, Duque de Parma, os estados do sul (situados hoje em sua maioria na Bélgica) assinaram a União de Arras expressando a sua lealdade ao rei espanhol. Nos dez anos seguintes ele restabeleceria a religião católica na maior parte desta área.

Como resposta, Guilherme uniu os estados protestantes dos Países Baixos, Zeeland, Utrecht, Gueldria e a província de Groning na União de Utrecht. Esta União levaria mais tarde (1581) à independência do reino da Espanha, formando as República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos (também conhecidas como os Estados Gerais ou por vezes como a República Holandesa)







Auxílio externo

Em 1581, os espanhóis enviaram um exército para tentar recapturar as Províncias Unidas, e obtiveram algum sucesso inicialmente. Em 10 de julho de 1584, Guilherme foi assassinado. Com a guerra ocorendo, as Províncias Unidas pediram ajuda à França e Inglaterra, tendo oferecido a monarquia dos Países Baixos em contrapartida, o que ambas as nações recusaram.

A Inglaterra já apoiava os holandeses extra-oficialmente havia anos e decidiu intervir diretamente. Em 1585, de acordo com o Tratado de Nonsuch, Elizabeth I enviou Robert Dudley, Conde de Leicester, para prestar assistência, com aproximadamente seis mil e mil cavaleiros.

O filho de Guilherme, Maurício de Nassau, assumiu o comando dos exércitos em 1587, tendo Leicester regressado à Inglaterra. A presença dos ingleses, provistos para permanecerem até 1604, foi uma das razões que levariam a Espanha à enviar a Invencível Armada contra a Inglaterra em 1588.

Sob o comando de Maurício de Nassau, grande parte da área dos estados do sul revoltaram-se contra a Espanha ou foram capturados pelas Províncias Unidas. A Espanha não conseguiu fazer frente aos custos financeiros do exército resultantes da perda da Armada e, em 1595, com a declaração de Guerra contra a Espanha por Henrique IV de França, tornou-se financeiramente falida.


Trégua

Sob pressão financeira e militar, em 1598 Filipe cedeu os Estados do Sul dos Países Baixos ao arquiduque da Áustria Alberto e sua mulher Isabel, por intermédio do Tratado de Vervins com a França. Com isso, estava restaurado aproximadamente o território do Império da Borgonha.

Em 1604, após James I de Inglaterra se tornar rei da Inglaterra, foi estabelecida a paz com a Espanha pelo Tratado de Londres, de 1604.

No ano de 1609 iniciou um cessar-fogo, chamado posteriormente de Trégua dos 12 anos, entre as Províncias Unidas e os Estados do Sul, mediado pela França e pela Inglaterra em Haia.


Príncipe Maurício-Nassau de Orange

Novamente a guerra

Após a morte de Maurício, em 1625, e na falta de uma paz permanente, seu meio-irmão Frederick Henry retomou o conflito contra o sul. Os espanhóis enviaram em 1639 uma armada com vinte mil militares para Flandres, mas esse exército foi derrotado pelo Almirante Maarten Tromp.

Em 1648 a Guerra terminou com o Tratado de Münster, que fez parte da Paz de Westfália (1648), a qual também deu por encerrada a Guerra dos 30 anos.


Evolução da arte da guerra

A Guerra dos Oitenta Anos teve grande impacto sobre a evolução da Arte da Guerra. Maurício de Nassau logrou reunir um grupo seleto de estudiosos preocupados em criar um exército capaz de vencer os famosos e compactos terços espanhóis. Desses estudos surgiu uma infantaria organizada em unidades menores, de formação tática menos profunda e com maior capacidade de fogo.

O grande teste deste novo sistema tático veio com a Batalha de Nieuwpoort, travada em 1600. O resultado desse trabalho serviria de inspiração para o rei sueco Gustavo Adolfo.

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 http://darozhistoriamilitar.blogspot.com/2009/03/guerra-dos-oitenta-anos-independencia.html
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4.590.(23jan2019.10.01') Salvador Dalí ... Gala...

Nasceu a 11mAIo1904
e morreu a 23jan1989
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Relevei durante anos:
 https://www.youtube.com/watch?v=eV3f_QUq8oU
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 https://www.facebook.com/107358489335605/photos/a.279138655490920.66295.107358489335605/1936755769729192/?type=3&theater
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"Eu sou o surrealismo."
"Eu vou ser tão breve que na verdade já terminei."
"As sociedades democráticas são inadequadas para a publicação de tais revelações atroadoras como as que estou acostumado a fazer."
"Aqueles que não querem imitar nada, não produzem nada."
"Às vezes eu penso que um dia morrerei por uma overdose de satisfação."
"Não se preocupe com a perfeição - você nunca irá consegui-la."
"A cultura do espírito identificar-se-á com a cultura do desejo."
"Desenhar é a integridade da arte. Não há possibilidade de trapacear. Ou é bom ou é ruim."
"O mínimo que se pode pedir a uma escultura é que ela não se mexa."
"O termómetro do sucesso é apenas a inveja dos descontentes."
"Você tem que criar a confusão sistematicamente, isso liberta a criatividade. Tudo o que é contraditório cria vida."
"A minha única diferença em relação a um homem louco é que eu não sou louco!"
"Como posso querer que meus amigos entendam as coisas loucas que passam pela minha cabeça, se eu mesmo, não entendo?"
"Um dia terá que ser admitido oficialmente que o que baptizamos de realidade é uma ilusão até maior do que o mundo dos sonhos."
"O palhaço não sou eu, mas sim esta sociedade monstruosamente cínica e tão ingenuamente inconsciente que joga ao jogo da seriedade para melhor esconder a loucura."
"Sem uma audiência, sem a presença de espectadores, essas jóias não iriam cumprir a função para a qual ansiei. O espectador, então, é o melhor artista."
"O primeiro homem a comparar as maçãs do rosto de uma jovem a uma rosa era obviamente um poeta; o primeiro a repetir isso era possivelmente um idiota."
"O que é uma mulher elegante? É mulher que menospreza você e não tem pelo sob os braços."
https://www.pensador.com/frases_de_salvador_dali/
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9jun2019
 Dalí recriado pela Inteligência artificial
Nos Estados Unidos, a instalação Dalí Lives aproxima os visitantes do The Dalí Museum do artista catalão, que morreu há 30 anos.
 https://www.publico.pt/2019/06/09/tecnologia/noticia/dali-recriado-inteligencia-artificial-1875831?fbclid=IwAR29iE_8DZF3wUC8OLvrr9gnvNHXRF-E6J-QqpeywVELFuYzIFVSP7-U2o4
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23 de Janeiro de 1989: Morre o pintor surrealista espanhol Salvador Dalí

Salvador Domingo Felipe Jacinto Dalí i Domènech, 1º Marquês de Dalí de Púbol, conhecido apenas como Salvador Dalí, foi um importante pintor catalão, conhecido pelo seu trabalho surrealista.

Nasceu a 11 de Maio de 1904, em Figueres e iniciou a sua educação artística na Escola de Desenho Municipal. Em 1916, durante as férias de Verão em Cadaquès, descobriu a pintura impressionista. Em 1922, Dalí foi viver para Madrid, onde estudou na Academia de Artes de S. Fernando. Nessa época, ele já chamava a atenção nas ruas como um excêntrico, usando cabelo comprido, casacos longos, um grande laço no pescoço, calças até ao joelho e meias altas.

Nos quadros fazia experiências com o cubismo e o dadaísmo. Tornou-se amigo do poeta Federico García Lorca e do cineasta Luis Buñuel.


Dalí foi expulso da Academia de Artes em 1926, depois de declarar que ninguém ali era suficientemente competente para avaliá-lo. Foi nesse mesmo ano que Dalí fez a sua primeira viagem a Paris, onde se encontrou com Pablo Picasso.



Nos anos seguintes, realizou uma série de trabalhos influenciados por Picasso e Miró, enquanto ia desenvolvendo o seu próprio estilo.



O ano de 1929 foi importante para Dalí. Ele colaborou com Luis Buñuel na curta-metragem "Un Chien Andalou". Em Agosto de 1929 conhece a sua musa e futura mulher, Gala Éluard (Elena Ivanovna Diakonova, uma imigrante russa, na época casada com o poeta Paul Éluard). Ainda em 1929, Dalí fez várias exposições importantes e juntou-se ao grupo surrealista no bairro parisiense de Montparnasse. 



Em 1939 os membros do grupo surrealista expulsaram Dalí por motivos políticos, já que o marxismo era a doutrina preferida no movimento e Dalí  declarava-se "anarco-monárquico". Dalí respondeu à sua expulsão declarando: "O surrealismo sou eu".



O trabalho de Dalí chama a atenção pela incrível combinação de imagens bizarras, oníricas, com excelente qualidade plástica. Dalí foi influenciado pelos mestres do Renascimento. O seu trabalho mais conhecido, A Persistência da Memória, foi concluído em 1931. Salvador Dalí teve também trabalhos artísticos no cinema, escultura, e fotografia. Ele colaborou com a Walt Disney na curta metragem de animação Destino, que foi lançada postumamente em 2003 e, ao lado de Alfred Hitchcock, no filme Spellbound. Também foi autor de poemas dentro da mesma linha surrealista.



Dalí insistiu na sua "linhagem árabe", alegando que os seus antepassados eram descendentes de mouros que ocuparam o sul da Espanha, e atribui a isso o seu amor por tudo o que é excessivo e dourado e a sua paixão pelo luxo. Tinha uma reconhecida tendência por atitudes e realizações extravagantes destinadas a chamar a atenção, o que por vezes aborrecia aqueles que apreciavam a sua arte. Ao mesmo tempo que incomodava os seus críticos, já que sua forma de estar teatral e excêntrica tendia a eclipsar o seu trabalho artístico. Dalí faleceu em Figueres a 23 de Janeiro de 1989.
wikipedia (Imagens)

File:Salvador Dalí 1939.jpg


Atomicus Dalí, fotografía de 1948 de Philippe Halsman, onde explora a ideia da suspensão, representando três gatos que voam, um cubo de água lançada e Salvador Dalí
File:Salvador Dali A (Dali Atomicus) 09633u.jpg
O Sono
A persistência da Memória

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/23-de-janeiro-de-1989-morre-o-pintor.html?fbclid=IwAR0rZSAGHY20PM8FxRf1REwE1Bw4ikRWlRvmevKH0kdE-tzCOm9zmCZDTlU
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O Sono", Salvador Dali

O Sono é uma obra de Salvador Dali pintada em 1937. Esse sono que é um verdadeiro monstro "crisálido", cuja morfologia e nostalgia são apoiadas por onze muletas principais.Trata-se de uma representação visual do colapso do corpo durante o sono. A imagem apresenta como cenário um céu azul bastante limpo, sendo este bastante comum nos sonhos. Dali recriou o tipo de  cabeça grande e mole, sem corpo como é característico da sua pintura. No entanto, este rosto não demonstra ser um auto-retrato, mas uma representação personificada do sono. Segundo a perspectiva surrealista, é durante o sono e o sonho que o ser humano tem o domínio do inconsciente. O equilíbrio delicado da figura indica que, se uma só muleta, das que seguram a cabeça faltar, ela acordará. Isso mostra a fragilidade do estado de sono. A atenção meticulosa de Dalí aos detalhes cria uma atmosfera de hiper-realismo. Como membro do movimento surrealista, ele promoveu a ideia do absurdo e o papel do inconsciente na sua arte.
Fontes: Gilles Néret, Dalí
             artefontedeconhecimento
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A Persistência da Memória - Salvador Dali

Em 1934, Salvador Dali, pintor catalão radicado em Paris e uma das figuras líderes do grupo surrealista, expõe numa galeria de Nova Iorque, o quadro "A persistência da memória", o que se tornaria num dos momentos fundamentais da sua carreira artística, responsável pelo incremento da sua notoriedade pública. De facto, os relógios moles - designação muitas vezes atribuída a este quadro - transformaram-se de imediato num dos ícones mais fortes e característicos da sua obra.
Na tela encontram-se representados três relógios que marcam diferentes horas tendo como fundo a paisagem de Porto Lligat, localizado no norte de Espanha, (memória de infância de Dali). Segundo o próprio autor, a solução formal dos relógios derivam de um queijo camembert que Dali se encontrava a observar enquanto pintava. As suas formas sensuais têm uma evidente conotação sexual, nomeadamente o que se encontra no centro do quadro, estendido sobre uma pedra que simula o retrato do artista.
Dali via os relógios como instrumentos normalizados e exatos que traduziam de forma objetiva a passagem do tempo. O facto de os dotar de formas orgânicas remete-os para o universo de prazer, recordando a dimensão fugidía do tempo e o sentido de ambiguidade que a evolução temporal introduz pelo cruzamento da perceção da realidade com a casualidade e inexplicabilidade da memória.
Esta pintura traduz o interesse do pintor pelas conquistas da ciência moderna, cruzando teorias mais abstratas de física, nomeadamente a relatividade de Einstein, que colocou em causa a ideia de espaço e tempo fixos, com as pesquisas de Freud relativamente ao inconsciente e à importância dos fenómenos dos sonhos. A duplicidade de sentido das imagens e as inúmeras interpretações que promovem assim como a tendência para a criação de cenas absurdas repletas de signos indecifráveis, levaram a Dali a designar esta forma de arte de crítica paranoica, em tudo oposta a uma visão racional do mundo.
De um ponto de vista técnico, esta pintura, assim como grande parte das criações de Dali, perseguem um enorme virtuosismo e meticulosidade no desenho das formas e na representação dos pormenores, com objetivo de obter atmosferas dotadas de grande realismo, daí o frequente alinhamento desta fase criativa com o grupo dos surrealistas ilusionistas ou veristas.
Contém uma grande quantidade de referências de carácter historicista, particularmente as referentes à pintura maneirista ou à enigmática e fantástica obra do flamengo Jerónimo Bosch.
O quadro Persistência da Memória (também conhecida por Relógios Moles), foi pintado a óleo, aplicado sobre tela com 24,1 por 33 cm. Encontra-se exposto no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.


Persistência da memória (pintura). In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011.
A Persistência da Memória 3D
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11mAIo1904...nasce
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Gala viveu com Paul Eluard e com Salvador Dali
nasceu a 7seTEMbro1894...
e morreu a 10jun1982...
 
Gala nasceu Elena Ivanovna Diakonova,[1] em Kazan, Kazan Governorate, Império Russo, em uma família de intelectuais. Entre seus amigos de infância estava a poetisa Marina Tsvetaeva. Ela começou a trabalhar como professora em 1915, quando estava vivendo em Moscou.
Em 1912, ela foi enviada para um sanatório em Clavadel, Suíça, para o tratamento da tuberculose. Ela conheceu Paul Éluard enquanto na Suíça e se apaixonou por ele. Ambos tinham 17 anos. Em 1916, durante a I Guerra Mundial, ela viajou da Rússia para Paris para se reunir com ele, se casaram um ano depois. Sua filha, Cécile, nasceu em 1918. Gala detestava a maternidade, maltratando e ignorando sua filha.[2] Com Éluard, Gala envolveu-se com o movimento surrealista. Foi uma inspiração para muitos artistas, incluindo Éluard, Louis Aragon, Max Ernst e André Breton. Breton depois a desprezou, alegando que ela era uma influência destrutiva sobre os artistas com quem fez amizade. Ela, Éluard e Ernst passaram três anos em um relacionamento,1924-27. No início de agosto de 1929, Éluard e Gala visitaram um jovem pintor surrealista na Espanha, o emergente Salvador Dalí. Um caso rapidamente se desenvolveu entre Gala e Dalí, que era cerca de 10 anos mais jovem do que ela. No entanto, mesmo após a separação de seu casamento, Éluard e Gala continuaram a estar perto.
Depois de viver juntos desde 1929, Dalí e Gala se casaram em uma cerimônia civil em 1934, e em uma cerimônia católica em 1958[3], em Montrejic. Precisavam receber uma dispensa especial do papa, porque Gala tinha sido casada anteriormente. Devido a sua fobia suposta da genitália feminina, Dalí teria dito que era virgem quando se encontraram na Costa Brava, em 1929. Por essa época ela teve miomas uterinos, para os quais ela se submeteu a uma histerectomia em 1936.
No início dos anos 1930, Dalí começou a assinar seus quadros com seu e seu nome como "É principalmente com o seu sangue, Gala, que eu pinto minhas imagens". Ele afirmou que Gala atuou como seu agente, e ajudado a redirecionar seu foco. Segundo a maioria dos relatos, Gala teve um forte impulso sexual e ao longo de sua vida teve vários casos extraconjugais (entre eles, com seu ex-marido Paul Éluard), que Dalí incentivava, pois ele era um praticante de candaulismo. Ela tinha uma predileção por jovens artistas, e na sua velhice, muitas vezes ela deu presentes caros para àqueles associados a ela.
Em seus setenta anos, teve um relacionamento com o cantor de rock Jeff Fenholt. Ela supostamente cumulou-o de presentes, incluindo pinturas de Dalí e uma casa de milhões de dólares em Long Island. Fenholt mais tarde se tornou um televangelista. Ela morreu em Port Lligat no início da manhã de 10 de junho de 1982, aos 87 anos, e foi enterrada no Castelo de Púbol[4] em Girona, prioridade que Dalí tinha comprado para ela.
Gala é uma modela frequente na obra de Dalí, muitas vezes em papéis religiosos, como a Virgem Maria na pintura A Madona de Port Lligat. Suas pinturas mostram seu grande amor por ela, e algumas são, talvez, as representações mais carinhosas e sensuais de uma mulher de meia-idade na arte ocidental. Entre as pinturas em que ela serviu de modelo são: Monumento Imperial para a criança-mulher, Gala; Memória da mulher-criança, o Angelus de Gala; Gala e "O Angelus" de Millet antes da chegada iminente do Anamorphoses cónicas; Guilherme Tell e Gradiva; A Velhice de Guilherme Tell, A Descoberta da América por Cristóvão Colombo, O Concílio Ecumênico; Corpus Hypercubus; Galatea das Esferas, e outros.
Em Retrato de Galerina, face (1940-1945) Gala é mostrada grave e de confronto, seu peito descoberto significava para descrever o pão, e a serpente no braço um presente do patrocinador de Dalí, Edward James.
 https://pt.wikipedia.org/wiki/Gala_%C3%89luard_Dal%C3%AD
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10jun...1982...morre Gala mulher e inspiradora de Salvador Dali
https://www.youtube.com/watch?v=Spe6OJ_6Dmg

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6.713.(23jan2019.9.9') Édouard Manet

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Nasceu a 23jan1832...Paris
e morreu a 30ab1883
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durante anos postei:
 https://www.youtube.com/watch?v=8wkt87ReU3o
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 “O carnaval é uma coisa estranhíssima; eu me vi dentro dele, como todo mundo, enquanto vítima e actor.”
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Análise da obra:"O Balcão", de Édouard Manet

O Balcão é uma obra da autoria de Édouard Manet  apresentada no Salão de Paris de 1869. O quadro foi vendido por Gustave Caillebotte em 1884  e encontra-se no Museu  d'Orsay em  Paris.

Quando Manet pintou este retrato, as cenas da vida burguesa estavam na moda. No entanto, o Balcão  não respondeu às expectativas dos cidadãos da época. Todas as personagens são íntimas de Manet. A pintora Berthe Morisot (à esquerda, futura cunhada de Manet), sentada em primeiro plano, faz a sua aparição inicial no trabalho do pintor, Berthe será uma das suas modelos preferidas. Para além de Berthe está também representada a violoncelista Fanny Claus e o pintor Antonin Guillemet.

Estão todos na janela de uma sala, cujo interior se "adivinha" num fundo escuro e onde se entrevê, à esquerda, um criado (para o qual terá posado o filho do pintor, Léon). Berthe, vestida de branco aparece representada como a heroína romântica e inacessível enquanto Fanny  Claus e Antonin Guillemet  aparentam indiferença.



Um estudo preparatório para o Balcão, O Retrato de Mademoiselle Claus, encontra-se no Museu Ashmolean em Oxford. O tema do retrato é Fanny Claus, a melhor amiga da esposa de Manet, Suzanne Leenhoff. Manet inspirou-se nas Las majas en el balcón  (Majas à varanda) de Francisco Goya para construir a composição deste quadro.

A tela, nos quadros dos dois artistas, está dividida em duas partes pela linha recta do varandim, colocada em primeiro plano.

As personagens são representadas numa atitude fixa, a cena não oferece narrativa ou história. Manet liberta-se das regras académicas, a vivacidade das cores causa impacto, o verde das venezianas e do varandim, o azul da  gravata do homem, e o contraste entre os vestidos brancos e a penumbra do fundo, fazem um efeito de "provocação". A hierarquia entre as figuras e os objectos não é respeitada: as flores são trabalhadas mais pormenorizadamente do que alguns rostos.

O quadro não foi bem recebido na época. O contraste das cores, o fundo completamente negro, os rostos e vestidos brancos, a gravata azul do homem e a varanda verde,  contribuem para criar uma atmosfera de mistério. 
 Fontes:www.musee-orsay.fr/
 wikipedia (imagens)
File:Edouard Manet - The Balcony - Google Art Project.jpg
O Balcão -  Édouard Manet 
File:Edouard Manet - Portrait of Mademoiselle Claus.jpg
O Retrato de Mademoiselle Claus - Édouard Manet 
Las majas en el balcón  -Francisco Goya https://www.youtube.com/watch?time_continue=2&v=g1WrVc5NCN4
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2014/04/analise-da-obrao-balcao-de-edouard-manet.html?fbclid=IwAR3-8e0JHm5oB93BG5-Nu1eBxDB3Cv31SMA2CVP4v7DcMA1vE4KWHXSBOo4
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30 de Abril de 1883: Morre o pintor francês Édouard Manet.

 https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/04/30-de-abril-de-1883-morre-o-pintor.html?spref=fb&fbclid=IwAR39MRPUra3ievAP2_pTzH0Wtltrg0SKOGbSdPA6KGOGnc2lHMGHnEMEYyw
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23 de Janeiro de 1832: Nasce o pintor francês Édouard Manet

Pintor impressionista francês, Manet nasceu a 23 de Janeiro de 1832, em Paris, e morreu a 30 de Abril de 1883. Contrariando o desejo paterno, enveredou pela pintura, entusiasmando-se por Ticiano, Velásquez e Delacroix. Foi no museu do Louvre que conheceu Degas. Frequentou depois Baudelaire, Offenbach, Théophile Gautier. Em 1863, no Salão dos Independentes, realizado à margem do Salão da Academia, o quadro de Manet Le Déjeneur sur l'Herbe (Almoço na Relva), embora tratando de um tema clássico, causou escândalo. E Olímpia, no Salão de 1865, foi ainda mais contestado.

Os gostos de Manet não se ajustavam aos tons fortes utilizados na nova estética impressionista. Preferia os jogos de luz e de sombra, restituindo ao nu a sua crueza e a sua verdade, muito diferente dos nus adocicados da época. O trabalhado das texturas era apenas sugerido, as formas, simplificadas. Os temas deixaram de ser impessoais ou alegóricos, passando a traduzir a vida da época, e, em certos quadros, seguiam a estética naturalista de Zola e Maupassant. Nos retratos, procurava o traço psicológico significativo como em Mallarmé, de 1875.

Recusado na Exposição Universal de 1878, recebeu contudo, em 1881, a Legião de Honra e foi homenageado no Salão.

Nos últimos anos da sua vida, utilizou o pastel. O Bar do Folies Bergère (1882) foi a última obra-prima, testemunha do interesse de Manet pelos fenómenos ópticos, mas sobretudo da mestria do pintor, que sabia quando devia sacrificar a realidade às exigências da arte.
Édouard Manet. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2013.


O Balcão -  Édouard Manet 
File:Edouard Manet - The Balcony - Google Art Project.jpg



Édouard Manet em 1910

Ficheiro:Édouard Manet.jpg

O Bar do Folies Bergère - Édouard Manet
Ficheiro:Edouard Manet 004.jpg

Ficheiro:Manet, Edouard - Le Déjeuner sur l'Herbe (The Picnic) (1).jpg

Almoço na Relva - Édouard Manet
https://estoriasdahistoria12.blogspot.com/2019/01/23-de-janeiro-de-1832-nasce-o-pintor.html?fbclid=IwAR1GJ2HpOhzWIklgeTZTJJtBujWJghA6rZihbSdr1elM2ln1l5hBJOW97Pg
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